Doctor Stone T.1

Esta série tem uma premissa diferente e que me cativou desde os momentos iniciais. Senku Ishigami é um jovem brilhante, que se vê petrificado, à semelhança de toda a Humanidade, acordando 3700 anos no futuro. O seu melhor amigo, Taiju Oki, junta-se a ele, para iniciarem a restauração da raça humana. Tomamos igualmente conhecimento que este evento apenas colocou os habitantes num estado de hibernação, o que cria as condições necessárias para poderem iniciar a complicada tarefa de reverter a petrificação.

No entanto, o mundo regrediu para uma sociedade ao nível da Idade da Pedra, em que não existe tecnologia e o conhecimento foi perdido. Senku toma a decisão de reanimar Yuzuriha Ogawa, uma jovem por quem o seu amigo Taiju tem uma paixão secreta. No entanto, acabam por ser perseguidos por um leão, o que leva a uma decisão inesperada, em que libertam Tsukasa Shishio, um jovem que detém uma força sobre-humana mas que tem ideais opostos aos de Senku.

Esta diferença vai criar uma rivalidade, que sustenta a narrativa de Doctor Stone. Tsukasa pretende criar um mundo em que apenas os mais fortes são reanimados, com o intuito de evitar a proliferação da tecnologia e criar um mundo puro, de acordo com os seus valores. Senku pretende restaurar a glória da Humanidade e viajar para as estrelas, naquele que entende ser o destino da nossa espécie.

Assim sendo, e com muito humor à mistura, vamos acompanhar esta batalha. Pelo caminho, são forjadas alianças e são realizados sacrifícios, no sentido de derrotar o exército de Tsukasa Shishio. Confesso que gostei imenso desta primeira temporada, que é composta por 24 episódios. A abordagem científica, em que é explicado como obter determinados materiais, é extremamente cativante e ajuda a dinamizar uma narrativa, que é muito fluida e repleta de ação.

As personagens introduzidas são excelentes, com destaque para Gen, Chrome, Kaseki e Taiju. Em suma, se procuram um anime divertido, com desenvolvimento de personagens e uma componente de mistério, esta é, na minha opinião, uma escolha acertada.

Predator: Killer of Killers

Dan Trachtenberg continua a revitalizar uma franquia que, na minha opinião, caminhava para o esquecimento. Após o sucesso de Prey, temos uma nova abordagem, utilizando a animação como meio para narrar três histórias, que se complementam.

Apesar de ser uma narrativa contínua, Killer Of Killers conta com 1 hora e 25 minutos de duração, dividido em quatro actos. The Shield ocorre no ano 841, levando-nos para a era dos Vikings. Vamos conhecer a história de Ursa, uma guerreira que procura vingar-se da tribo Krivich, mais especificamente do seu líder, Zoran, por motivos que vou manter no anonimato. Após uma batalha brutal, um Predador entra em cena, semeando o caos e destruição, levando a nossa protagonista a recorrer a métodos pouco convencionais, para o derrotar.

The Sword leva-nos para o Japão feudal, em 1609, introduzido Kenji e Kiyoshi, dois irmãos que terão de lutar pelo ttulo de Shogun. Após uma deciso inesperada, a narrativa avança 20 anos, para uma era em que as acções de Kenji o converteram num Shinobi. Ao confrontar o seu irmão, voltamos a ter o aparecimento de um Predador, que gera uma aliança inesperada , no sentido de garantir a sobrevivência.

O terceiro acto, The Bullet, transporta-nos para 1942, acompanhando a história de John Torres, um cadete que aspira converter-se num piloto de Wildcat. Durante uma missão, o esquadrão depara-se com uma misteriosa aeronave, que utiliza armas pouco convencionais para destruir todos os  aviões que ousem atravessar o seu caminho. John, fruto de uma abordagem corajosa, acaba por conseguir derrotar este Predador.

É nesta fase que temos finalmente algum contextol, que justifica a presença dos três heris no mesmo espaço. Ficamos a saber que os Yautja colocam em animação suspensa todos os humanos que conseguem derrotar um Predador, no sentido de os acordar para um embate no seu planeta, que visa definir o Killer Of Killers. Assim sendo, o acto final coloca os nossos três heróis num cenário quase impossível, em que necessitam de trabalhar em equipa para tentar escapar do planeta. Esta a primeira vez que temos um vislumbre da cultura Yautja, que tem a sua base numa casta guerreira, com uma vertente tecnológica. As cenas de ação estão fabulosas e as personagens são muito interessantes, causando uma relação de proximidade com o espectador.

Uma das derradeiras cenas confirma a presença de Naru, a personagem principal de Prey (1719) , numa das cápsulas, garantindo a continuidade da narrativa num único universo, o que abre perspectivas muito interessantes para o futuro da franquia, que ter o próximo lançamento em Badlands, que dever estrear no final deste ano.

Killer of Killers tem, sem qualquer margem para dúvida, o “prestigiado” selo de qualidade do Portal Pessoal. Em território nacional, podem fazer o stream através da Disney+.

Bom
75%

Macross Do You Remember Love?

Confesso que desconheço por completo o universo Macross mas recebi tantas recomendações, que resolvi dar uma oportunidade a este filme de 1984. O primeiro acto introduz a fortaleza espacial SDF-1 Macross, habitada por humanos, que tentam escapar ao Zentradi, uma raça alienígena de gigantes, composta exclusivamente por elementos do sexo masculino.

Após um ataque à base, Hikaru Ichijyo e Lynn Minway, ficam aprisionados numa secção da estrutura, durante vários dias. Durante esse período desenvolvem uma relação, que vai ser explorada pela narrativa, dado que Lynn é uma estrela no mundo da música. O primeiro acto inclui igualmente a captura de Ichijyo, Misa Hayase, Lynn Kaifun e Roy Focker., que são interrogados por Gorg Boddole Zer, o líder dos Zentradi.

Vou evitar entrar em pormenores que possam estragar a experiência de quem ainda não conhece a história, no entanto posso adiantar que teremos algumas revelações acerca desta raça alienígena, que tem nos Meltrandi o seu inimigo mortal. Existe uma fuga, que leva Hikaru e Misa a descobrir a cidade de Protoculture, que será fundamental para o desfecho desta aventura.

O acto final inclui uma aliança improvável e a tradução de uma música antiga, que revela uma mensagem no mínimo, curiosa. No global, DYRL foi uma experiência diferente, em que a mensagem final é de esperança e união. A música tem um papel preponderante na narrativa, que assenta numa space opera espacial, com uma animação de excelente qualidade.

Tenho a certeza que este projecto não será do agrado de todos, mas para os entusiastas do género, este é um filme no qual devem investir 115 minutos do vosso tempo.

Mediano
70%