Divoom Aurabox

No Inverno de 2008, adquiri numa superfície comercial de Lisboa a AudioStation Express da Logitech, que tenho utilizado religiosamente e sem falhas. Por essa dock, já passaram o iPhone original, um 3GS e até o iPod Nano de 1ª geração. A qualidade de som é bastante satisfatória, mas tomei a decisão de investir numa coluna bluetooth, tendo iniciado a difícil missão de identificar o perfil pretendido.

Sou um entusiasta de LED e personalização de alertas/interações com o meu equipamento móvel, pelo que foi fácil fazer desta característica o ponto fundamental para a escolha final. Após alguma pesquisa, deparei-me com a Divoom, que disponibiza produtos com uma excelente relação qualidade/preço.

O mercado está saturado de colunas bluetooth, com características muito semelhantes mas o que separa a Aurabox dos restantes é precisamente o cool factor, aliado ao vasto leque de personalização para um produto que se situa na gama média/baixa. Podem adquirir uma unidade por valores a rondar os 60 a 90 euros, mas se forem pacientes e persistentes, podem encontrar um negócio ainda mais atractivo (no meu caso, 47 euros, já com portes incluídos).

A coluna tem um acabamento matte, com um painel composto por 100 LED, que podemos personalizar de acordo com as nossas preferências. Através da aplicação (disponível para iOS e Android) temos a possibilidade de utilizar um vasto leque de opções, que variam entre relógio, despertador, termómetro, passando por notificações de SMS, WhatsApp ou mesmo redes sociais. Podemos igualmente escolher os vários padrões e animações disponíveis e até dar asas à imaginação, criando esse mesmo tipo de conteúdos.

O UI é extremamente intuitivo e permite a personalização do produto ás nossas necessidades. No entanto, o ponto decisivo para um produto deste tipo é a qualidade de som e nesse campo, a Aurabox tem o meu aval. Os baixos e graves são uma constante e no global, temos um som límpido e sem interrupções na ligação por bluetooth. Fica a ressalva que a partir dos 90% de volume podem sentir alguma distorção mas para um produto dentro deste valor, confesso que fiquei agradavelmente surpreendido.

O ponto menos positivo, na minha perspectiva, é a autonomia de bateria. Diria que conseguirão utilizar cerca de três horas, com os LED ativos e até cinco horas com essa opção inibida. Para terminar, se procuram algo para melhorar o vosso setup, ou acrescentar aquele wow factor, este produto merece séria ponderação da vossa parte. Se procuram alternativas, numa gama mais elevada, posso recomendar a Timebox, também da Divoom, ou a Lametric.

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Scream T.1

Foi com alguma surpresa que me deparei com esta série enquanto navegava pelo Netflix, mas resolvi dar-lhe uma oportunidade, dado que estava doente e precisava de algo para entreter a mente. Este enquadramento pode parecer algo bizarro mas a realidade é que Scream acabou por ser bem melhor do que podia antecipar.

A narrativa decorre em Lakewood, uma pacata cidade americana, que foi palco de crimes horrendos há cerca de vinte anos. Os autores optaram por tirar algumas ideias dos filmes de Wes Craven mas seguiram por um look mais moderno e direccionado para os dias que correm. O crime inicial ocorre em seguimento de uma situação de cyber-bullying e transforma-se rapidamente num emaranhado de segredos e histórias paralelas, que acabam por fazer sentido no final da temporada.

Temos o típico grupo de amigos, composto pelas individualidades mais populares e dois membros do polo oposto, que se interessam por cinema e serial killers. Não pode igualmente faltar o Sheriff local e o inevitável jornalista, neste caso Piper Shaw, responsável por um famoso podcast. A série está repleta de clichés e retira algum humor dessa situação, com monólogos e comentários sarcásticos acerca de algumas decisões.

Como não podia deixar de ser, os argumentistas fornecem várias pistas e suspeitos, que vão sendo eliminados ao longo dos dez episódios, que compõem esta primeira temporada. A história é envolvente e consegue adicionar algo diferente em cada episódio, o que manteve o meu interesse. Confesso que acertei na identidade do assassino, embora tenha algumas dúvidas em relação a outro ponto, que vou deixar em branco neste artigo, dado que envolve a segunda temporada, que entretanto já começou.

Se são fãs do género slasher, recomendo que vejam esta série. Está longe de ser brilhante mas tem algumas personagens carismáticas e tem um feel muito moderno, em que os habituais clichés são mantidos mas com uma preocupação em se distanciar do que é a norma neste género. Confesso que foi uma agradável surpresa.