Daredevil T.2

A primeira temporada de Daredevil é, na minha opinião, a melhor de todas as séries de super-heróis, o que coloca sem dúvida a fasquia muito elevada. Talvez por esse motivo esta segunda temporada introduza a história de Frank Castle e Elektra, em detrimento do clássico embate entre vilão e herói.

Os primeiros seis episódios são quase dedicados na totalidade a Castle, explicando o seu ódio pelos gangs de Hell´s Kitchen e colocando os seus ideais e princípios em confronto com os de Matt Murdock.

A narrativa vai evoluindo, com o embate físico entre ambos os heróis e o consequente aprisionamento de Frank, que vai ser representado por Murdock & Nelson. Os episódios que estão associados ao julgamento são francamente muito bons e fazem a ponte para o aparecimento de Elektra, criando a  narrativa paralela para esta temporada.

Contem igualmente com a introdução de uma sociedade secreta, conhecida por “The Hand”, que tem ligações à Yakuza, assim como o regresso de algumas caras conhecidas da primeira temporada. De forma progressiva, vamos tendo conhecimento da sua história com Matt e as motivações de Elektra, nomeadamente os reais motivos por detrás do seu aparecimento e fazemos a ligação com a narrativa de Castle, o que melhora qualitativamente esta segunda temporada.

No entanto, o grande trunfo é mesmo o julgamento de Castle, com a sua condenação e consequente aprisionamento no mesmo estabelecimento onde se encontra Kingpin. Digo com frequência que um bom vilão representa 50% do necessário para uma série de sucesso e Wilson Fisk é uma personagem épica.

Apesar de entrar em apenas quatro episódios, o seu impacto é inegável, permitindo um final de temporada espectacular. Como sempre, vou evitar colocar spoilers, mas recomendo vivamente que acompanhem as aventuras de Matt Murdock.

TMNT – Out of the Shadows

A primeira aventura do reboot das Tartarugas Ninja (2014) esteve longe de me convencer, motivo pelo qual levei imenso tempo a ver Out of the Shadows. Nesta sequela, a equipa está de volta, mas irá contar com a adição de Casey Jones, que os vai auxiliar na batalha com Bebop, Rocksteady e Krang.

Se deixarmos de parte o CGI e nos focarmos na parte cómica, o filme até consegue ser competente, embora não tenha ficado com vontade de o rever. O enredo foca-se na necessidade de adquirir três artefactos, que permitem a criação de um portal, capaz de trazer para a nossa dimensão o Technodrome, a arma de guerra de Krang.

A personagem de Casey Jones está bem conseguida e traz algo de diferente, sendo bem complementada pela participação de Will Arnett. E apesar de me custar dizer isto, Megan Fox entra muito bem no papel de April O´Neill, tornando Out of The Shadows num filme melhor que o original. Continuo no entanto sem estar convencido com esta apresentação de Shredder, que me parece pouco ameaçador.

Se procuram um guilty pleasure ou um filme que vos ajude a passar hora e meia do vosso dia, esta será sem dúvida uma boa escolha. Se são fãs dos originais, diria que é melhor ficarem por essas memórias e esquecerem este reboot.

Aftermath T.1

A narrativa inicia com uma tempestade solar de proporções épicas, que vai incapacitar grandes partes das comunicações. Progressivamente, vamos tomando conhecimento de comportamentos estranhos, que envolvem ataques canibais e tendências homicidas, com a família Copeland no centro da acção.

Torna-se complicado inserir esta série num género, uma vez que somos bombardeados com tempestades, quedas de meteoritos, terramotos, pragas, criaturas sobrenaturais e o fim do Mundo nos primeiros dois episódios.

A narrativa é fragmentada, sem grande desenvolvimento de personagens e com decisões questionáveis, para dizer o mínimo. A primeira temporada é composta por treze episódios e confesso que não foi do meu agrado. Acaba por existir uma tentativa de explicação científica nos últimos dois episódios, que apresenta lacunas mas permite-nos ter algum sentido de foco.

As interpretações são medianas (para ser simpático) e o enredo é insipiente, mas a partir de certa altura senti a necessidade de chegar ao fim apenas para ter a certeza que existiria alguma explicação lógica para esta panóplia de lendas e mitos urbanos.

Aftermath é uma série estranha, que tenta ser única em vários aspectos, acabando por falhar redondamente. Sinceramente, não posso recomendar que invistam tempo em algo tão diferente mas deixo ao vosso critério a decisão. Espero que este artigo vos possa ajudar na decisão e caso tenham algo a partilhar, utilizem a caixa de comentários.