Justice League: Crisis on Infinite Earths – Part One

O primeiro acto introduz Amazo, um robot criado pelo Professor Ivo, que tem a capacidade de absorver poderes meta-humanos. A batalha inicial com Flash e Super-Homem não corre de feição para os nossos heróis, que são resgatados por Green Arrow. O estado crítico de Clark leva-os a Gotham, mais precisamente à mansão Wayne, dando início à ideia de criar a Justice League.

Na conferência de imprensa que celebra esse momento, Amazo volta a atacar a equipa, que conta com Vixen, Martian Manhunter, Super-Homem, The Flash, Batman e Green Arrow. Ficamos igualmente a saber que Lex Luthor reprogramou Amazo, de forma a servir o seu intuito de assimilar os super-poderes. No entanto, a narrativa principal diz respeito ás constantes viagens entre universos que Barry Allen consegue realizar, após ser confrontado por um misterioso sem abrigo, que tem muita semelhanças físicas com John Constantine.

No segundo acto, temos a confirmação de que um estranho fenómeno está a destruir o planeta Terra de vários universos alternativos. The Monitor decide recrutar vários  super-heróis, no sentido de encontrar uma solução que abrande ou destrua a onda de anti-matéria. Sem relevar pormenores, a equipa chega a um consenso, criando uma série de torres que visam vibrar o planeta numa frequência que, em teoria, funcionará como um escudo de proteção.

Barry continua a viajar entre universos e pontos temporais do futuro, que culminam com o impacto da onda no nosso planeta. O que inicialmente aparenta ser um sucesso, termina num gigantesco impasse, que terá a sua conclusão na sequela, que será disponibilizada no final de 2024. Esta primeira metade tem a minha recomendação, conjugando uma panóplia de versões dos nossos heróis e vilões preferidos da DC.

O argumentista deste filme é Jim Krieg, que faz uma adaptação competente do material original, da autoria de Marv Wolfman e do falecido George Pérez. No que diz respeito a animação, a DC continua a estar muito à frente da concorrência, garantindo nomes sonantes, dos quais destaco Stana Katic, Jensen Ackles, Matt Bomer, Zachary Quinto, Alexandra Daddario e Louis Diamond Phillips.

Bom
75%

Harley Quinn T.4

A vida profissional de Ivy e Harley vão exigir sacrifícios, que vão interferir com a relação amorosa entre as duas protagonistas. Ivy tem um início agitado como CEO da Legion of Doom e Harley sente dificuldade de integração na Bat-Family.

Os dez episódios são focados nesta premissa, mas ao bom estilo desta série, vai introduzindo sub-narrativas épicas. King Shark converte-se no responsável de IT da Legion of Doom e torna-se Pai a meio da temporada, num episódio absolutamente hilariante. O momento mais alto fica reservado para a MalCon, uma convenção de vilões que ocorre na Lua, sobre a alçada de Lex Luthor, em que teremos a participação de nomes sonantes tais como Talia al Gul e Steppenwolf.

Ivy sente a pressão de ser uma mulher ao comando da LOD, forçando-a a elaborar um plano que garanta a admiração dos seus pares criminosos. Para tal, vai recorrer aos serviços das suas protegidas, Terra, Volcana e Tefé Holland, com o objetivo de furtar a esfera da Legion of Super-Heroes. A missão corre terrivelmente mal, graças à intervenção de Harley, catapultando as nossas protagonistas para o ano de 2048.

Nesta linha temporal, vão conhecer a sua filha Neytiri, que é a líder da Resistência, numa Gotham que é controlada por Damian Wayne, que se converteu num vilão totalitarista. Ivy e Harley conseguem regressar à sua linha temporal, embora numa altura em que o planeta jã se encontra privado de luz solar, graças à intervenção de Lex Luthor.

Os derradeiros episódios colocam Ivy e Harley na base lunar de Luthor, com o objetivo de salvar a Humanidade. Paralelamente, teremos uma adaptação dos eventos de Killing Joke, com Barbara Gordon a ficar paraplégica após ser baleada por Joker. Nightwig é ressuscitado no Lazarus Pit e a temporada termina com o início do que aparenta ser a criação das Gotham Sirens.

Esta temporada está muito bem conseguida e concilia ação e humor de forma quase perfeita. O meu destaque vai para a o episódio em que Bane vai a Itália para reparar a máquina de fazer pasta, numa clara tentativa de impressionar Nora. Dito isto, só posso recomendar esta série, que continua a surpreender pela positiva.

Scooby-Doo! Mystery Incorporated T.2

Após os eventos da primeira temporada, a equipa encontra-se desmantelada e num rumo completamente oposto. Scooby Doo tem a difícil missão de reunir novamente a Mystery Incorporated, que vai ter um novo elemento, em substituição de Daphne. Os primeiros episódios vão colocar a equipa em situações complexas, em que é notória a disfuncionalidade dos membros, com especial destaque para Fred, que aparenta ter perdido a sua capacidade de criar armadilhas.

Sem grande surpresa, ficamos a saber quem é o vilão principal e continuamos a ter a presença de Mr. E, Angel Dynamite e Hot Dog Water, que complementam uma narrativa mais complexa e que envolve portais interdimensionais e o planeta Nibiru. Um dos pontos mais cativantes é sem dúvida a introdução de elementos paranormais, algo que colocará à prova o cepticismo de Velma.

Parece-me relevante salientar os episódios em que temos alguns vilões icónicos, dos quais destaco Crybaby Clown, Baba Yaga, os Kriegstaffebot e o Man-Crab. A temporada tem uma conclusão, revelando o motivo da maldição de Crystal Cove e a relevância da Mystery Incorporated ao longo de séculos.

Esta é sem dúvida uma recomendação, que consegue conciliar o clássico com um toque moderno, elevando a qualidade do produto final. Destaque para o elenco, que conta com a participação especial de Lewis Black, Tia Carrere, Gary Cole, Vivica A.Fox, Kate Higgins, Udo Kier, Tim Matheson e Patrick Warburton.