Rebel Moon: A Child of Fire

Zack Snyder conseguiu finalmente luz verde para um projeto ambicionava concluir há vários anos. A Netflix foi a plataforma escolhida para esta space opera, que se centra no Império Galáctico denominado como Motherworld. Começo por salientar que esta narrativa retira muita inspiração de Star Wars, com uma pitada de influência nipónica e um aspecto visual que conjuga o nazismo com cyberpunk.

A narrativa é simples e consiste numa pequena colónia agrícola, que é visitada pelo Almirante Atticus Noble, que tenta localizar e destruir a rebelião, que é liderada por Devra e Darrian Bloodaxe.  A localização remota da colónia converte-se no refúgio perfeito para Kora, um dos membros mais recentes que tem uma ligação a Motherworld e a Balisarius, o seu líder impiedoso.

Sem relevar pormenores narrativos, Gunnar junta-se a Kora, no sentido de contratar guerreiros que possam ajudar e treinar os membros da colónia. Essa é a premissa que sustenta esta primeira parte, introduzindo o mercenário Kai, o príncipe Tarak, a samurai Nemesis, o general Titus e Darrian, o líder da Resistência, que por motivos distintos, aceitam a proposta dos representantes da colónia.

Paralelamente, vamos desenvolvendo a história de Kora, que é na realidade a fugitiva Arthelais, com ligações profundas a Motherworld. Destaco igualmente a introdução de Jimmy, o último membro de uma raça de robots militares, que tem igualmente a missão de proteger a Princesa Issa. Relativamente a este ponto, tenho uma teoria, que poderá ou não ser confirmada na segunda parte de Rebel Moon, que será disponibilizada em abril deste ano.

As cenas de ação estão bem conseguidas e temos vários momentos típicos de Zack Snyder, nomeadamente a inclusão do slow-motion. O elenco principal é composto por nomes secundários tais como Sofia Boutella, Djimon Hounsou, Ed Skrein, Michiel Huisman, Doona Bae, Staz Nair e Fra Free, que são complementados por participações especiais de nomes sonantes, dos quais destaco Sir Anthony Hopkins, Corey Stoll, Cary Elwes, Tony Amendola e Charlie Hunnam.

Rebel Moon está longe de ser um filme brilhante, sobretudo em termos narrativos, mas cumpre a função de entretenimento. Tenho noção que este projecto recebeu críticas pouco abonatórias, mas diria que vai agradar a fãs de ficção científica e de filmes de ação. Pessoalmente, estou curioso em ver a segunda parte desta space opera de Zack Snyder.

Mediano
68%

Scouts Guide to the Zombie Apocalypse

Ocasionalmente, gosto de investir tempo em filmes que garantem diversão pura. Neste caso, temos uma combinação invulgar de escuteiros e zombies, que decorre numa pacata cidade americana. O primeiro acto introduz as personagens principais e a forma como a população é exposta ao vírus.

Os escuteiros são Ben, Carter e Augie, três jovens que fazem parte do agrupamento local e que planeiam uma cerimónia nos bosques para receber o emblema de condor. Escusado será dizer que os planos não correm como esperado, resultando num ataque por parte do escuteiro mor Rogers, que se converte numa personagem icônica ao longo do filme.

Há muita ação e cenas francamente hilariantes, que convertem Scouts Guide to the Zombie Apocalypse numa experiência agradável. A narrativa, conforme expectável, é previsível e foca-se nas estratégias que os jovens encontram para salvar a irmã de Carter, que se encontra numa festa secreta de final de ano lectivo.

Dito isto, não esperem algo memorável ou que tenha grande valor em termos de visionamento futuro. O próprio filme não se leva a sério e incorpora vários clichés do género, concluindo num final previsível e que não acrescenta nada de novo. No entanto, se procuram entretenimento, esta é uma escolha segura e que vai certamente arrancar-vos algumas gargalhadas.

Mediano
65%

Lisbon Film Orchestra

O ano de 2024 iniciou com mais uma experiência musical fantástica, em que tive a oportunidade de rever a LFO. O sucesso do projecto justificou a aposta num recinto maior, que juntou 8200 espectadores para assistir a uma interpretação clássica de filmes e séries de culto.

O concerto durou 2 horas e 30 minutos e teve um início épico, com Star Wars, James Bond e Missão Impossível a fazerem a delícia do público mais “maduro”. Mas rapidamente evoluímos para séries recentes tais como Stranger Things, Wednesday ou Only Murders in the Building. A orquestra é liderada pelo Maestro Nuno Sá, que aposta numa interação constante com o público, misturando algum humor, o que é sem dúvida refrescante.

 

Para este espetáculo, foi adicionado um coro e vários convidados especiais, que interpretaram temas icónicos tais como Skyfall, The Greatest Showman, culminando num tributo ao cinema português e a António Variações. A relação qualidade/preço é simplesmente imbatível, pelo que fica a minha recomendação. Para concluir, partilho uma galeria de fotos e o teaser em formato de vídeo para este evento.

Para concluir, apenas salientar que a orquestra estará de volta à Altice Arena, em janeiro de 2025. Não percam!

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