Lisboa Games Week 2023

Este ano tem marcado o regresso à normalidade no que diz respeito a eventos e vida social. Após um hiato de três anos, devido à pandemia, tive oportunidade de regressar à FIL, para uma nova edição da LGW. Foram utilizados dois pavilhões para o efeito, com a presença de muitos dos habituais expositores e um aumento significativo da representação da cultura nipónica, sobretudo no que diz respeito a anime e manga.

As minhas secções preferidas permanecem associadas ao retro, com destaque para o LOAD ZX Spectrum e o espaço reservado às arcades e pinball, que carregam uma nostalgia intensa da minha adolescência. O preço de admissão é de 15 euros (dias úteis) , garantindo acesso ilimitado ao recinto e ás suas actividades. Gosto imenso de assistir aos diversos painéis, em que se debatem os mais variados temas, quase todos com ligação à cultura pop e tecnologia. Diria que acaba por haver algo para todos os gostos, quer se interessem por coding, anime, manga, jogos de tabuleiro, aplicações da tecnologia ou inovações tecnológicas.

Uma das zonas que me cativam são os jogos indie, que continuam bem representados, com a possibilidade de podermos conhecer e testar títulos desconhecidos, mas que ostentam bastante potencial. No espectro oposto, a Nintendo esteve fortemente representada, divulgando o novíssimo Super Mario Bros Wonder e Advance Wars 1+2: Re-Boot Camp, entre muitos outros dos seus projetos.

Com o aproximar da quadra natalícia, podem sentir a necessidade de adquirir figuras, peluches, posters, prints ou outro tipo de artigos, bastando para tal uma ida à zona de venda de merchandising, onde podem satisfazer todos os vossos caprichos. Por último, uma nota para a zona de restauração, que tem muita oferta, sobretudo no que diz respeito a street food.

No global, o evento está bem organizado e proporciona uma variedade de experiências, que devem agradar à grande maioria. Pessoalmente, gostava mais do ambiente das primeiras edições, em que podíamos interagir a outro nível com os expositores, mas esta uma consequência natural da expansão e evolução do evento.

Se estão na zona de Lisboa ou arredores, esta é sem dúvida uma opção a considerar.

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Upload T.2

Após os eventos da primeira temporada, a relação entre Nathan e Nora sofre um gigantesco revés. O “sacrifício” de Ingrid tem o seu impacto em Nathan, que acaba por ceder e dar uma segunda oportunidade à sua ex-namorada.

Nora também é persuadida pelo seu Pai a juntar-se aos Ludds, um grupo que luta contra o enriquecimento digital, na tentativa de eliminar o Upload. É precisamente nesta comunidade que Nora conhece Matteo, dando início uma relação que vai alimentar a narrativa.

Confesso que a primeira metade desta temporada é fraca, com o foco em temas redundantes e que nada acrescentam ao desenvolvimento da história. No entanto, a segunda metade melhora significativamente, revelando pormenores relevantes acerca da morte de Nathan e lançando a premissa para a terceira temporada, que estará disponível no segundo semestre de 2023.

Na derradeira cena, somos confrontados com uma consequência da decisão tomada por Nathan e que nos deixa no habitual “impasse narrativo”. Diria que esta temporada vale sobretudo pelos episódios em que Aleesha, Luke e Ivan têem um papel mais activo.

Game Over, Man!

Alexx, Darren e Joel são um trio de amigos que trabalham na limpeza de quartos, num luxuoso hotel de Los Angeles. No entanto, aspiram a uma vida de riqueza, apostando em projetos tecnológicos que possam ser apoiados por investidores.

A narrativa é claramente inspirada no primeiro Die Hard, embora o objetivo passe por obter um resgate pelo Bei da Tunísia. Como é evidente, o trio de jovens acaba por, inadvertidamente, derrotar alguns dos terroristas, num misto de sorte e comédia, que é uma constante do longo do filme.

Há um excesso de piadas fáceis, que se perdem na pouca imaginação dos diálogos. Por outro lado, há um investimento nos cameos, com a introdução de Shaggy, Sugar Lyn Beard, Fred Armisen, Joel McHale, Flying Lotus, Steve-O, Donald Faison, Action Bronson, Chris Pontius, Mark Cuban. Jillian Bell, Chloe Bridges e King Bach, que nada acrescentam ao produto final.

Adicionalmente, são introduzidas cenas propositadamente violentas, numa tentativa de chocar o espectador, embora sem grande efeito prático. O elenco tem alguns actores reconhecidos, tais como Neal McDonough, Rhona Mitra, William Bruce Davis e Daniel Stern, mas falha redondamente no que diz respeito à narrativa.

Tenho muita dificuldade em recomendar este filme, mesmo para quem procura um projeto nonsense, dado que Game Over, Man! não consegue proporcionar diversão e sobretudo gargalhadas, ao longo dos 100 minutos de duração. A minha sugestão é investirem o vosso tempo em algo mais interessante, como por exemplo curling ou tinta a secar.

Mau
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