Spawn T.1

Todd McFarlane é o criador de Spawn, uma das franquias mais icónicas no que diz respeito a banda desenhada, na minha modesta opinião. A adaptação televisiva ocorreu em 1997 e permanece disponível na HBO, o que me levou a revisitar esta série.

Ao longo de seis episódios, vamos conhecer a história do Tenente-Coronel Simmons, que trabalha para o Governo Americano, em missóes ultra-secretas. Tragicamente, acaba por ser traído por Chapel, um dos membros da sua equipa, que o assassina de uma forma brutal. Estão criadas as condições para um acordo entre Al Simmons e o Demónio Malebolgia, convertendo o primeiro num  HellSpawn, que é essencialmente um oficial do exército do Inferno,

Sem surpresa, nem tudo corre conforme o esperado, dado que Simmons regressa ä Terra cinco anos após a sua morte, para constatar que a sua esposa Wanda seguiu a sua vida, casando com o seu melhor amigo, Terry Fitzgerald. Adicionalmente, a sua memória foi apagada, restando apenas alguns flashbacks, que seráo lentamente eliminados com passar do tempo.

No entanto, uma série de eventos irá permitir que Al exerca a sua vingança, dando inicio ao seu afastamento das forças do mal. Esta série está muito bem conseguida, aliando uma narrativa forte a um excelente casting de vozes, em que sobressaem Keith David, Dominique Jennings, John Rafter Lee, Jennifer Jason Leigh e Michael Nicolosi.

Fica a minha forte recomendação, apesar de ser importante destacar a violência e intensidade desta fantástica série de animação, cujo público alvo é claramente acima dos 16 anos-

Make My Day

Yumiko Yoshizawa é o argumentista responsável por Make My Day, um anime que decorre em Coldfoot, um planeta gélido, em que os condenados são forçados a minar Sig, uma substância utilizada como fonte de eletricidade e energia.

Ao longo de oito episódios vamos acompanhar Jim, um jovem  guarda prisional, que tem a ambição de sair do planeta e perseguir uma carreira como ilustrador. Tudo muda no dia em que os mineiros são atacados por uma estranha criatura, designada como Swarm, que tem uma atração pelo Sig.

O ponto mais interessante de Make My Day é o desenvolvimento das personagens, especialmente de Jim, que se vê forçado a alterar radicalmente a sua bússola moral, de forma a garantir a sobrevivência. Existem várias batalhas frenéticas mas a prioridade é a odisseia de Jim, que tenta resgatar o seu avô Ed, com o qual tem uma forte ligação.

A narrativa explora alguns clichés sociais e cria um arco de redenção para várias personagens, que acaba por resultar tendo em conta o desfecho desta série. Para os fãs mais clássicos de anime, fica desde já o alerta que é utilizada animação 3D, o que nem sempre é encarado de forma positiva.

Makoto Honda fez um trabalho competente na realização deste projeto, que está longe de ser memorável, embora mereça uma oportunidade da vossa parte. Caso estejam interessados, podem encontrar esta série na Netflix.

Bullet Train

David Leitch é o responsável pela adaptação cinematográfica de Maria Beetle (Bullet Train no Reino Unido e EUA). O elenco é de peso e conta com Brad Pitt,  Joey King,  Aaron Taylor-Johnson,  Brian Tyree Henry,  Andrew Koji,  Hiroyuki Sanada, Michael Shannon, Zazie Beetz e Sandra Bullock nos papéis principais.

A narrativa é frenética e introduz o passado de cada uma das personagens, dando contexto ao motivo pelo qual se encontram a bordo deste comboio. Essencialmente ficamos a saber que The White Death, o líder da Yakuza, contratou uma série de assassinos profissionais, para resgatar o seu filho. Lemon e Tangerine são a dupla que consegue localizar o alvo, que acaba por ser assassinado a bordo, criando uma série de eventos que engloba momentos verdadeiramente épicos e diálogos inesquecíveis.

Confesso que esta foi uma agradável surpresa, num filme que, em determinados momentos, parece saído da mente brilhante de Quentin Tarantino. Brad Pitt tem uma personagem fantástica, dando vida a Ladybug, um assassino que acredita estar amaldiçoado com azar, que o persegue nas suas missões.

Durante cerca de duas horas, vamos assistindo a batalhas entre os diversos assassinos que se encontram a bordo, com o terceiro acto a culminar na explicação de todos os motivos ocultos que justificam o comportamento de personagens como The Elder e The Prince.

Se procuram um filme repleto de ação, com uma narrativa absolutamente ridícula, esta é sem dúvida a escolha certa, que alcança o selo de recomendação do Portal Pessoal.

Bom
78%