Leave the World Behind

Sam Esmail é o realizador deste projecto invulgar, que se baseia na obra literária de Rumaan Alam. O elenco é de peso, destacando-se Mahershala Ali, Ethan Hawke, Kevin Bacon e Julia Roberts, que também é a responsável pela produção.

A narrativa decorre no tempo actual, numa sociedade em que a dependência tecnológica é uma realidade. Após um (aparente) ataque cibernáutico que inibe a utilização de internet, a família Sanford vê-se isolada no Airbnb em Long Island, que alugou para o fim de semana. A situação complica-se ainda mais quando G.H. Scott, o dono da casa, aparece a meio da noite para solicitar guarida, dado que as saídas para a cidade estão completamente bloqueadas.

As personalidades distintas dos varios membros da família vão criar alguns momentos insólitos, sobretudo pela misantropia evidente de Amanda Sanford e o secretismo de G.H, que aparenta saber algo acerca dos estranhos eventos que estão a ocorrer. Os adolescentes estão muito bem retratados e serão uma parte fundamental da narrativa, em resultado das suas ações.

Ao longo de 141 minutos vamos recebendo dicas subtis acerca do que poderá estar a ocorrer, embora seja evidente que o objetivo passa pelo espectador escolher a sua própria interpretação. Diria que Leave the World Behind não vai agradar a todos, dado que não apresenta uma explicação “óbvia”, embora tenha um desfecho curioso e que abre caminho para uma potencial sequela ou spin off. Confesso que gostei da premissa, mostrando a mudança de comportamento entre as várias personagens, que lentamente se vão focando no conceito de proteção de família e desconfiança face ao mundo exterior.

No global, gostei da experiência e recomendo este filme para quem procura uma visão distinta dum evento disruptivo, que não passa por algo sobrenatural ou catastrófico do ponto de vista cósmico. As interpretações são competentes e existem vários momentos repletos de tensão , que acrescentam valor ao produto final.

Mediano
70%

Claymore

A obra de Norihiro Yagi foi adaptada em 2007, estando disponível a primeira  e única temporada no serviço de streaming da Netflix. O conceito é muito interessante e narra as aventuras da Organização, maioritariamente composta por guerreiras (Claymore), que são contratadas para derrotar metamorfos sedentos de sangue, que são vulgarmente designados por Yoma.

As Claymore utilizam uma energia demoníaca, comum aos Yoma, que lhes permite aumentar a sua velocidade e força. No entanto, necessitam de utilizar apenas uma fração máxima desse poder, de forma a não se converterem em monstros.

10% – Os olhos mudam de cor (amarelo)

30% – O rosto fica distorcido

50% – O corpo sofre alterações para o estado Yoma

70% – A mente fica confusa e torna-se 70% Yoma

80% – Ponto sem retorno (com a consequente transformação em Kakuseisha)

Esta é a premissa inicial deste anime, que introduz Teresa, a mais poderosa Claymore, nos primeiros oito episódios. Todas as guerreiras cumprem um existência simples, sem qualquer ligação a bens ou pessoas, mas no caso de Teresa, vamos assistir a uma mudança quando salva a jovem Clare, de um Yoma. Lentamente, vai ser criada uma ligação maternal entre ambas, que culmina com uma batalha em que Priscilla, a segunda da hierarquia, acaba por transformar-se num Ser Abissal.

A narrativa avança vários anos, para uma era em que Clare se converteu num Claymore, com o intuito de encontrar e eliminar Priscilla. Sem surpresa, a Organização continua a ter uma agenda escondida, que será revelada ao longo dos 26 episódios e que irá ter impacto considerável nas Claymore, que irão ter uma batalha brutal com Isley e os restantes Abissais.

Este anime é repleto de ação mas consegue sustentar uma narrativa densa e que não é explorada na totalidade, por inexistência de material original adicional. No entanto, podem contar com um desfecho no que diz respeito à batalha de Pieta, embora seja frustrante a manga estar parada desde 2014.

Para terminar, gostaria de saber se conhecem este anime e obter algum feedback da vossa parte.

GI Joe: The Movie

Esta franquia é uma das minhas preferidas da década de 80 e originou a aquisição de várias action figures. Consequentemente, a série de animação foi igualmente um sucesso, que culminou num filme, lançado em 1987.

A narrativa aborda em detalhe a origem de Cobra Commander e a sua rivalidade com Serpentor, que se converteu no líder dos Cobra. No primeiro acto, é introduzida a personagem de Pythona, que faz parte de Cobra-La, respondendo ao seu líder, Golobulus. Serpentor é incumbido de adquirir o BET (Broadcast Energy Transmitter), um aparelho que será fundamental para lançar esporos no espaço, com o intuito de reduzir a raça humana a meras criaturas irracionais.

Do lado dos GI Joe,  a missão passa por proteger o aparelho e derrotar a aliança dos Cobra, que passam a ter uma vantagem de termos de tecnologia e operacionais disponíveis. A ação é constante, focando-se igualmente em novos recrutas da equipa, das quais se destacam Falcon e Jinx. Existem momento memoráveis, tais como a batalha entre Sargent Slaughter e Nemesis Enforcer, assim como o desfecho dado a Duke e Cobra Commander.

No global, este é um projeto que garante entretenimento, embora se foque mais numa nova geração de heróis e vilões. É igualmente importante que tenham em consideração a narrativa básica, algo que era bastante frequente na década de 80. Mas para os fãs de GI Joe, este é sem dúvida um marco fundamental para os fãs desta franquia da Hasbro.

Mediano
70%