Dragon Age: Absolution

Um dos maiores sucessos da BioWare foi adaptado ao formato televisivo. Estou obviamente a falar do universo de Dragon Age, que se irá focar no Tevinter Imperium, que é liderado por um Archon. Em termos cronológicos, os eventos de Absolution ocorrem após Inquisition e antecedem Dreadwolf.

A série tem uma forte componente de magia e foca-se numa missão que visa a obtenção do Circulum Infinitus, um artefacto que utiliza magia de sangue. A disfuncional equipa é composta por Miriam, Fairbanks, Qwydion, Hira, Roland e Lacklon, que acabam por ter de unir esforços para sobreviver a esta aventura.

Do lado do Império Tevinter, as personagens principais são Rezaren Ammosine e Tassia, a Knight Commander da Templar Order, que protegem o artefacto e muitas outras relíquias presentes em Thedas. A animação está bem conseguida e o casting de vozes é competente (Kimberly Brooks, Matthew Mercer, Ashly Burch, Phill Lamarr, Josh Keaton, Zehra Fazal), aliando uma componente de humor ás inúmeras cenas de ação.

O enredo é algo previsível e repleto de várias clichés, mas diria que Absolution cumpre a sua função de entretenimento. Esta primeira temporada, composta por seis episódios, lança a premissa desta aventura, estando no entanto por confirmar a continuação do projeto.

Pessoalmente, considero Absolution uma aposta interessante e que cativou a minha atenção, embora existam algumas decisões com as quais não fiquei particularmente satisfeito.

Mythic Quest T.3

Após a saída de Poppy e Ian, a equipa tenta manter Mythic Quest como um título relevante. O primeiro episódio explica a cronologia das alterações, retratando o sucesso de David Brittlesbee, que consegue alcançar bons resultados financeiros. Paralelamente, o projeto de Grimm e Poppy Li sofre uma alteração inesperada, focando-se num conceito completamente distinto, o que maximiza a disfuncionalidade entre este duo.

Esta temporada tem momentos hilariantes, mas foca-se em personagens secundárias, tais como Carol, Brad e Dana, que vão ter um arco narrativo épico, no que diz respeito à sua carreira. Diria que a segunda metade é claramente a mais forte, com a introdução do Departamento de Monetização e o filme de Mythic Quest, que introduz Joe Manganiello como o actor escolhido para interpretar Ian.

Um dos meus episódios preferidos é Sarian, em que vamos conhecer a infância/adolescência de Poppy e Ian, que acabam por cruzar-se anos mais tarde. Na minha opinião, o que converte esta série em algo especial é a sátira à indústria dos videojogos.

Rob McElhenney tem um desempenho fantástico na sua adaptação de Jason Vandenberghe (CEO da Ubisoft), alcançando uma simbiose entre comédia, drama e sátira que funciona de forma perfeita neste formato. Estou francamente curioso para a quarta temporada, que será disponibilizada em 2024 e que conta com o regresso de toda a equipa, que sofreu uma cisão relevante e que vai criar uma empresa concorrente, colocando em causa o futuro de Mythic Quest, enquanto franquia de videojogos.

Caso pretendam acompanhar esta série, basta subscrever o serviço de stream da Apple.

Tiger & Bunny T.1

A cidade de Stern Bild é protegida por uma série de indivíduos, que são NEXT (Noted Entities with eXtraordinary Talents). Ao bom estilo de Big Brother, existe a Hero TV, que transmite para a população geral as aventuras dos heróis, atribuindo um sistema de pontos, com uma classificação geral. A componente corporativa está igualmente implícita, com patrocínios e obrigações contratuais que criam alguns dos momentos mais hilariantes desta série.

Wild Tiger e Barnaby “Bunny” Brooks são uma dupla improvável, composta por um um herói veterano e um estreante, que tem como objetivo identificar o responsável pelo assassinato dos seus pais. Ao longo dos primeiros episódios, vamos assistindo à evolução da disfuncionalidade desta parceria, que assenta em duas personalidades completamente opostas. Adicionalmente, conhecemos os restantes heróis da Hero TV, assim como as suas motivações e dificuldades.

O primeiro grande momento ocorre com o aparecimento de Lunatic, um NEXT com um poder incrível, que opta por ser júri e executor de todos os criminosos que fogem à lei. Os nossos heróis falham em aprisionar ou frustrar os planos de Lunatic, dando início a uma rivalidade que irá prolongar-se durante esta temporada.

O vilão principal é Jake, um recluso que alegadamente é o responsável pela morte dos pais de Barnaby e com ligações à organização criminosa Ouroboros. Graças a um plano bem delineado, acaba por ser libertado da sua cela, dando início a uma série de eventos que culmina numa batalha individual com os heróis, ao bom estilo Dragon Ball. Neste universo, cada herói tem apenas um superpoder, mas rapidamente constatamos que Jake é uma excepção, o que torna praticamente imbatível num combate individual.

Lentamente, os heróis vão caindo em batalha e os esforços de Bunny são insuficientes, no entanto, Wild Tiger acaba por ser fundamental para a derrota final de Jake. Essencialmente, o veterano consegue identificar qual o segundo poder de Jake, criando uma táctica que acaba por possibilitar a vitória de Barnaby. Os episódios seguintes servem para consolidar o estatuto dos nossos dois heróis, que finalmente conseguem trabalhar em equipa e obter resultados.

A identidade de Lunatic é igualmente revelada para os espectadores, embora permaneça em segredo para os heróis, que continuam sem conseguir derrotar este NEXT. A temporada termina com a derradeira aventura, em que os heróis deixam de ter memória de Wild Tiger, que é acusado de assassinato. Sem entrar em detalhes, posso adiantar que este arco narrativo fecha a história associada aos pais de Bunny e humaniza vários dos membros da equipa.

Existem vários pormenores que omiti neste artigo, precisamente para evitar spoilers, mas confesso que apreciei imenso esta primeira temporada. Há muito humor, assim como temas adultos que são explorados ao longo destes 25 episódios. Os vilões estão bem conseguidos e a origem dos heróis cria o grau de empatia necessário para elevar Tiger & Bunny numa experiência agradável.