Operation Fortune

Guy Ritchie é o responsável por este projeto, que junta um elenco de luxo, dos quais destaco Jason Statham, Hugh Grant, Aubrey Plaza, Josh Hartnett, Eddie Marsan e Cary Elwes. A narrativa é repleta de clichés mas consiste na necessidade de recuperar uma arma designada como The Handle, que se encontra na posse de um grupo de criminosos ucranianos.

O Governo Britânico contrata Nathan Jasmine para este missão, que o irá colocar no encalço de Greg Simmonds, um traficante de armas que pretende vende o item ao maior licitador. Operation Fortune retira muita inspiração de franquias como Missão Impossível, mantendo a lógica de uma equipa composta por um hacker informático e dois operacionais de terreno com predileção clara pela violência gratuita.

Este é o típico filme de ação de Statham, que se destaca no papel de Orson e participa em cenas de ação brutais, que incorporam algum humor, algo igualmente característico nos projetos de Guy Ritchie. Se procuram o típico filme-pipoca, esta é sem dúvida a escolha perfeita para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, Operation Fortune garante a quota ideal de entretenimento, apesar de ter uma narrativa francamente previsível. Apesar de estar longe de ser brilhante, este é sem dúvida um filme que recomendo sem hesitação.

Mediano
70%

Inside Job – Part 2

A segunda metade de Inside Job foca-se em Reagan, que tem a difícil missão de lidar com a loucura do seu Pai, que se (re)converteu no líder da Cognito. Ao longo destes oito episódios, vamos obter mais informação acerca dos Illuminati e das restantes quatro facções (Reptoids, Atlanteans, Catholic Church, Juggalos)  que controlam secretamente o Mundo.

Gostei particular da rivalidade entre Rand e Dietrich, que culmina num confronto épico, que muda o rumo narrativo desta temporada. Adicionalmente, vamos explorar a vida pessoal de Reagan, que acaba por iniciar uma relação com Staedtler, um membro dos Illuminati. Na minha opinião, os episódios 13 e 14 são os mais marcantes desta série, introduzindo Keanu Reeves como namorado de Tamiko e uma missão à cidade de Roma, que visa salvar a Humanidade do Apocalipse.

O humor é uma constante que complementa a narrativa de forma muito competente. Apesar do foco em Reagan, existe algum desenvolvimento das restantes personagens, que culmina num derradeiro episódio, repleto de ação e com a linha temporal em risco de colapsar, em resultado do Projeto X37.

Shion Takeuchi fez um excelente trabalho, sendo relevante destacar o incrível casting a nível de voz. Esta série tem efectivamente muito potencial mas não terá continuidade, em virtude do seu cancelamento pela Netflix. Considero no entanto que existe material e qualidade para investirem tempo nos dezoito episódios que compõem esta temporada.

Sirius The Jaeger

Masahiro Andō é o responsável pela adaptação desta manga, que está disponível via Netflix. A narrativa decorre em 1930 e descreve os eventos de uma fação vampírica que viaja da China para o Japão, com um objetivo oculto. Um grupo de caçadores, denominado como V Shipping Company segue no seu encalço, com o objetivo de os exterminar.

Como seria expectável, os primeiros episódios apresentam as personagens e o seu passado, com destaque para Yuliy, um lobisomem que tenta vingar o assassinato da sua família e tribo. Adicionalmente, vamos tomar conhecimento do objetivo dos vampiros, que pretendem utilizar um artefacto denominado como “Ark of Sirius” para dominar o Mundo.

O ponto fulcral da narrativa é sem dúvida Yuliy, que irá encontrar alguns fantasmas do seu passado e tomar decisões complexas que vão no sentido oposto das suas crenças. A restante equipa é composta pelo Comandante Willard, Dorothea, Philip e Fallon, que apresentam uma dinâmica cativante e complementam as fantásticas cenas de ação que vamos ter ao longo destes doze episódios.

Yevgraf é o vilão principal e o responsável pelo extermínio da tribo Sirius, em Dogville. O seu arco narrativo, na minha opinião, acaba por ser um dos pontos mais fracos deste anime mas diria que, no geral, vale a pena o investimento de tempo.

O desfecho é aberto, podendo originar uma segunda temporada e as personagens de Ryoko Naoe, Mikhail Jirov, Bishop e Hideomi Iba são uma mais valia em termos de entretenimento, elevando o resultado final de Sirius The Jaeger.