The Hunger Games: Catching Fire

Após o desfecho da septuagésima quarta edição  da prova, Katniss e Peeta regressam a casa, para usufruir de uma vida abastada mas rapidamente constatam que o Presidente Snow tem outros planos. A forma como desafiaram o Capitólio levou a insurreição em vários distritos, colocando em causa a estabilidade da estratificação social existente.

Para apaziguar as hostes, Katniss é forçada a seguir um guião específica, assente na propaganda e que se foca no casamento com Peeta. Ao desafiar novamente o status quo, recebe a informação que para celebrar os 75 anos da prova, vão ser reunidos os vencedores dos últimos anos, num evento apelidado de “Quarter Quell”. Identificamos rapidamente que o objetivo da prova é eliminar Katniss e a empatia que tem gerado em praticamente todos os distritos.

Segue-se nova escolha de representantes, o que no caso do Distrito 12 é praticamente académico, dado que apenas existem 3 vencedores. Katniss é a escolhida mas Peeta voluntaria-se, convertendo novamente Haymitch no seu “treinador”. À semelhança do filme original, existe a possiblidade de obter patrocinadores e definir alianças com as restantes equipas concorrentes.

No dia que antecede o evento, Katniss é forçada a dar uma entrevista com o vestido de noiva. Numa derradeira tentativa de inviabilizar os jogos,  afirma estar grávida de Peeta e, com a ajuda de Cinna, o seu estilista, transforma o vestido num tordo (mocking jay), que é um símbolo associado a uma das mortes do primeiro e que tem um impacto brutal ao longo do filme.

Não vou obviamente partilhar spoilers sobre o desfecho, mas vão existir alianças com Finnick Odair, do Distrito 4, assim como com Beetee e Wiress, do Distrito 13. Nesta edição, a arena é numa floresta, que obedece a um sistema meteorológico violento, que gera o caos entre os participantes. O filme termina de uma forma inesperada, em que constatamos a verdadeira missão de alguns dos concorrentes, assim como de Plutarch Heavensbee, o realizador destes Hunger Games.

Na minha opinião, este é um filme superior ao original, focando-se mais na estratificação social e injustiça que reina no Capitólio, que explora de forma indiscriminada os restantes Distritos. O desenvolvimento de personagens é igualmente assinalável, sobretudo no que diz respeito a Katniss, que se converte no rosto da revolução, dando início a algo que atingirá o seu clímax nos próximos dois filmes, intitulados Mocking Jay Parte 1 e 2.

Mediano
70%

XLV

Há um ano atrás, a minha vida profissional sofreu alterações profundas, que me permitiram iniciar um novo ciclo, algo que se tem revelado muito interessante. No passado dia 1 de março, concluí mais uma volta ao Sol, o que permitiu passar algum tempo em família.

Foram duas refeições épicas,  num dia diferente e em que recebi algumas prendas, que são sempre bem-vindas e ajudam a concluir a minha lista para 2023.

Quero igualmente agradecer todos aqueles que durante o dia, me parabenizaram. É um facto irrefutável que, à medida que os anos avançam, as nossas prioridades mudam, mas permaneço convicto que devemos trabalhar no sentido de sermos a melhor versão possível de nós próprios, sem perder de vista a necessidade de sermos felizes.

Carpe Diem!

The Witcher: Blood Origin

A Netflix continua a apostar forte no lore de The Witcher, introduzindo Blood Origin, que ocorre 1200 anos antes dos eventos da série original. Ao longo de seis episódios, vamos explorar a civilização elfa (Golden Empire) e os eventos que levaram à sua destruição.

No primeiro episódio temos a presença de Jaskier, que é encarregue de cantar esta histórias, a pedido de Seanchai, uma misteriosa Elfa. A narrativa assenta na lenda de sete guerreiros, que se insurgem contra as poderosas forças de Xin’trea. Esta prequela é composta por seis episódios, que vão introduzir Fjall, do Dog Clan e Éile, um membro de um clã rival, que vão acabar por unir forças para derrotar a Princesa Merwyn, que conta com o apoio de Balor, o Druida Mor.

A narrativa está longe de ser brilhante, apesar de ter cenas de ação competentes. Diria que Scían (Michelle Yeoh) acaba por ser a personagem mais interessante, num projeto que pouco acrescentou ao universo de The Witcher. Vou obviamente evitar os spoilers mas diria que o ponto mais alto é a explicação dos eventos que levam à introdução dos humanos em Xin’trea.

Para os fãs desta franquia, diria que existe algum valor em Blood Origin, mas sugiro uma abordagem cautelosa, dado que estamos perante o spinoff menos conseguido até ao momento.