SAS: Rise of the Black Swan

Magnus Martens é o realizador deste projeto da Netflix, que tem como inspiração a obra de Andy McNab. O elenco conta com nomes de peso, tais como Sam Heughan, Ruby Rose, Andy Serkis, Hannah John-Kamen, Tom Hopper e Noel Clarke.

A narrativa introduz os Black Swan, que são essencialmente uma unidade militar criada por William Lewis e os seus filhos, Grace e Oliver. A equipa é contratada pelo comandante dos SAS, George Clements, para “facilitar” a instalação de um gasoduto na Georgia. No entanto, ao encontrar resistência local, acabam por dar início a um massacre, que acaba por ser registado e publicado nas redes sociais.

Como é evidente, esta missão não foi sancionada oficialmente, resultando num mandato de captura para toda a equipa. É neste altura que conhecemos Tom Buckingham, um dos membros da SAS, que fica responsável por capturar e eliminar os Black Swan. Vai existir algum desenvolvimento de personagens, com foco nos jogos políticos de bastidores e as traições inesperadas, dado que existe um informador dentro do SAS.

A maior parte da ação decorre no túnel do Canal da Mancha, a bordo de um comboio onde segue o nosso herói e a sua namorada, Dra Sophie Hart. Rise of the Black Swan está longe de ser um filme memorável, embora tenha boas cenas de ação. No entanto, as interpretações são medianas e as duas hora de duração são excessivas.

Se procuram entretenimento, esta pode ser efetivamente uma solução. Fica no entanto o alerta para o ritmo errático da narrativa e para o acto final, que tinha potencial para ser francamente mais apelativo.

Mediano
65%

The Idhun Chronicles

O necromante Ashran conquista Idhun, iniciando um reinado de terror que apenas poderá ser evitado através de uma profecia que envolve o derradeiro dragão e unicórnio. Essa premissa é uma constante ao longo dos dez episódios, em que somos apresentados aos vilões e heróis desta aventura.

Jack tem a sua vida radicalmente alterada após uma ataque de Elrion e Kirtash. Após ser resgatado por Shail e Alsan, passa a fazer parte da Resistência, criando igualmente uma ligação imediata com Victoria, uma humana que tem igualmente poderes mágicos.

O lore tem potencial mas peca por uma narrativa muito previsível e que é claramente focada num público alvo muito jovem. A primeira metade está razoavelmente bem conseguida, no entanto a segunda metade tem uma quebra notória de qualidade, com algumas decisões que, na minha opinião, fazem pouco sentido.

A batalha em Idhún fica igualmente aquém das minhas expectativas e o final da temporada termina em aberto. Tendo em conta a fraca receptividade deste projeto, não existem planos para concluir a história, pelo que não consigo recomendar esta série. No entanto, caso pretendam investir tempo em The Idhun Chronicles, recomendo que utilizem o audio em inglês.

The Flash T.6

As ultimas temporadas teem sido uma desilusão, mas resolvi dar uma oportunidade ao evento designado como Crisis. Os primeiros seis episódios são focados precisamente na passagem de testemunho de Barry, que está convicto da inevitabilidade do seu destino. Confesso que no geral, o resultado final é aceitável, embora fique com a sensação que a equipa criativa optou por uma saída demasiado diplomática.

Barry consegue derrotar Bloodwork e a equipa Flash tenta lidar com as alterações na linha do tempo. Essencialmente, passa a existir apenas uma Terra, designada como Earth-Prime, que agrupa todos os heróis que acompanhamos em Super-Girl, Legends of Tomorrow, Black Lightning e Arrow.

Sem entrar em detalhe excessivo, os episódios seguintes exploram as fragilidades da equipa, integrando alguns vilões cativantes como Amunet, Gorilla Grodd e Solovar. A segunda parte da temporada traz-nos Eva McCulloch, que através do Mirrorverse, cria clones que irão substituir vários elementos da Team Flash.

Este conceito de dimensão alternativa é efetivamente interessante e consegue equilibrar uma narrativa dispersa, que continua demasiado focada nos erros do passado. Gostei particularmente da adição de Sue Dearborn, que irá criar uma parceria única com Ralph Dibney e proporcionar os melhores episódios desta sexta temporada.

Os derradeiros dois episódios ficam reservados para a batalha entre a Team Flash e Eva, com a vitória conclusiva da vilã e a perda de mais um membro da equipa. O arco final desta história fica reservado para a temporada 7, dado que a produção da série foi parada, em seguimento do cenário de pandemia.

Confesso que, nesta fase, estou apenas a acompanhar a série na (ténue) esperança de existir uma inversão na qualidade da narrativa. Discordo de praticamente todas as decisões e continuo sem compreender o papel secundário de personagens como Cisco e Wells, que são a grande mais valia da série.