The Flash T.6

As ultimas temporadas teem sido uma desilusão, mas resolvi dar uma oportunidade ao evento designado como Crisis. Os primeiros seis episódios são focados precisamente na passagem de testemunho de Barry, que está convicto da inevitabilidade do seu destino. Confesso que no geral, o resultado final é aceitável, embora fique com a sensação que a equipa criativa optou por uma saída demasiado diplomática.

Barry consegue derrotar Bloodwork e a equipa Flash tenta lidar com as alterações na linha do tempo. Essencialmente, passa a existir apenas uma Terra, designada como Earth-Prime, que agrupa todos os heróis que acompanhamos em Super-Girl, Legends of Tomorrow, Black Lightning e Arrow.

Sem entrar em detalhe excessivo, os episódios seguintes exploram as fragilidades da equipa, integrando alguns vilões cativantes como Amunet, Gorilla Grodd e Solovar. A segunda parte da temporada traz-nos Eva McCulloch, que através do Mirrorverse, cria clones que irão substituir vários elementos da Team Flash.

Este conceito de dimensão alternativa é efetivamente interessante e consegue equilibrar uma narrativa dispersa, que continua demasiado focada nos erros do passado. Gostei particularmente da adição de Sue Dearborn, que irá criar uma parceria única com Ralph Dibney e proporcionar os melhores episódios desta sexta temporada.

Os derradeiros dois episódios ficam reservados para a batalha entre a Team Flash e Eva, com a vitória conclusiva da vilã e a perda de mais um membro da equipa. O arco final desta história fica reservado para a temporada 7, dado que a produção da série foi parada, em seguimento do cenário de pandemia.

Confesso que, nesta fase, estou apenas a acompanhar a série na (ténue) esperança de existir uma inversão na qualidade da narrativa. Discordo de praticamente todas as decisões e continuo sem compreender o papel secundário de personagens como Cisco e Wells, que são a grande mais valia da série.

Mobile Suit Gundam III

As forças de Zeon estão em processo de retirada, após uma série de derrotas na One Year War. O conceito de “novotipo” é um dos pontos principais da narrativa, explorando as capacidade únicas que são conferidas e a sua vantagem em termos de cenário de batalha.

Amuro é identificado como um dos humanos com essa capacidade, algo que será fundamental ao longo deste filme. A White Base tem a designação de 13th Autonomous Corps e a sua missão é dar suporte à frota terrestre e fazer parte da decisiva batalha contra a frota de Zeon.

Char Aznable vai ser, uma vez mais, o grande antagonista de Amuro, que vai conhecer Lalah Sune, uma jovem com conhecimento do potencial máximo associado a um “novotipo”. Sem colocar spoilers, existe uma relação in(esperada) com Zeon, que vai mudar radicalmente a atitude do nosso herói.

Como é habitual, vamos ter traições e novas fações a emergir no Principado de Zeon, que irão culminar com a derradeira batalha entre Amuro e Char. Como é evidente, não vou colocar spoilers mas o resultado final cria novas premissas para ambas as personagens.

Na minha opinião, este é o melhor dos três filmes, que consegue conciliar a ação com a narrativa, conseguindo manter a nossa atenção focada no destino de Amuro e da Federação Terrestre.

Mediano
74%

Injustice

A obra de Tom Taylor teve uma adaptação ao mundo dos videojogos e recebeu em, 2021 um filme de animação. Injustice mostra-nos uma realidade alternativa, em que um plano maquiavélico de Joker transforma por completo Super-Homem. A perda inimaginável que sofre altera por completo o seu comportamento, convertendo a Justice League num bastião para a manutenção da paz no Planeta.

Esta atitude cria uma cisão clara na equipa, criando duas fações, lideradas por Batman e Super-Homem e que vão alimentar a narrativa. Este filme representa apenas uma parte da história, não estando para já previsto uma sequela. Por esse motivo, diria que vale o investimento nesta adaptação, que apresenta um desfecho para esta aventura.

Vamos ter a oportunidade de assistir a batalhas improváveis entre membros da Justice League, assim como a algumas mortes brutais, numa visão muito pessimista do que seria ter um Super-Homem sem as restrições morais a que estamos habituados. O casting de voz está muito bem conseguido, com a presença de nomes como Justin Hartley, Anson Mount, Janet Varney, Faran Tahir e Gillian Jacobs.

Em termos de animação, a DC entrega um produto de qualidade, embora no meu caso em concreto, a experiência saiba a pouco, dado que apenas detalha uma parte reduzida do universo de Injustice. Por esse motivo, a minha nota final para este filme sofre um revés mas vale certamente a recomendação.

Mediano
67%