Enola Holmes

A pandemia impossibilitou o lançamento deste filme nas salas de cinema mas, felizmente, a Netflix adquiriu os direitos, o que me permite partilhar convosco a minha opinião.

Enola é a irmã mais nova do clã Holmes, que foi educada em casa pela sua mãe, Eudoria. Ao celebrar os seus 16 anos, a jovem vê-se privada da companhia da matriarca, que desaparece misteriosamente, dando início à narrativa principal deste filme.

Mycroft e Sherlock regressam à sua casa de infância, com o intuito de desvendar o mistério e garantir o futuro de Enola. Sherlock fica encarregue de encontrar o paradeiro de Eudoria e Mycroft assume a responsabilidade de tutor legal da jovem, com o claro intuito de promover o seu estatuto social.

Millie Bobby Brown tem um desempenho fantástico, conseguindo passar a imagem de uma jovem “maria-rapaz”, culta e perspicaz mas com uma vontade própria inabalável, que se converterá num desafio constante a tenacidade de Mycroft.

Enola acaba por fugir para Londres, na esperança de encontrar a sua mãe. Para tal, tenta interpretar algumas pistas, descodificar cifras e confiar no seu instinto, algo que a vai colocar em perigo constante.

Na viagem inicial de comboio, a jovem depara-se com o Conde Tewkesbury, que se encontra igualmente em fuga da sua família e que irá adensar ainda mais a narrativa, por motivos que vou ocultar (sem spoilers). A dedução e o raciocínio lógico são uma constante, bem complementado com  momentos de humor, sobretudo nas cenas de ação e na escola de Miss Harrison.

Destaque para  a participação secundária de Henry Cavill, Sam Claflin, Fiona Shaw e Helena Bonham Carter, que dão o toque extra de qualidade que converte Enola Holmes num filme competente e que fornece o entretenimento necessário.

Apesar de estar longe de ser uma obra prima, tem ideias muito interessantes, motivo pelo qual recomendo que invistam duas horas neste projeto da Legendary Pictures.

Mediano
72%

Batman: Hush

Hush é sem dúvida uma das melhores histórias de Batman e apresenta-nos um estranho inimigo que aparenta conhecer todos os segredos do nosso herói.

A narrativa mostra-nos um Bruce Wayne disposto a ter uma relação com Selina Kyle, chegando ao ponto de revelar a sua identidade secreta. Tudo muda, numa missão em que Batman salva uma criança das garras de Bane, para ser traído por Catwoman, que aparenta estar a ser controlada por Poison Ivy.

O nosso herói aceita o desafio de investigar uma série de ligações e eventos inesperados, tais como a utilização Lazarus Pit, assim como a identidade secreta de Hush, que parece estar sempre um passo à frente. Numa perseguição frenética a Catwoman, Batman acaba por sofrer uma queda aparatosa, que o deixa em mau estado, sendo salvo por Thomas Elliot, um cirurgião de renome e amigo de infância de Bruce.

A narrativa envolve igualmente Amanda Waller e a Justice League, mais especificamente Lex Luthor e Superman, tornando-se evidente que Hush é o responsável por todos estes eventos. Uma vez mais, vou evitar os spoilers mas vai ocorrer uma série de eventos, que vão marcar profundamente Batman e que o levam a reconsiderar o seu código de conduta.

Nenhum filme do Dark Knight estaria completo sem uma batalha com Joker e Hush não foge à regra. O final é sem dúvida algo previsível mas funciona bem no cômputo geral da narrativa. Confesso que gostei bastante desta adaptação da DC. Aliás, contudo a dizer que nesse campo a Marvel tem muito a aprender com as suas séries e filmes de animação.

Mediano
72%

Hubie Halloween

O mais recente projeto de Adam Sandler está disponível via Netflix e conta a história de Hubie Dubois, um homem de meia idade que tenta tornar a época de Halloween mais segura, na cidade de Salem. No entanto, a sua ingenuidade converte-o no alvo de chacota permanente, algo que é explorado de forma recorrente ao longo do filme.

Ao longo da narrativa, vão ocorrendo uma série de eventos, em que somos apresentados a diversas personagens, no sentido de criar mistério sobre o responsável pelos assassinatos que assolam a cidade. O elenco está repleto de nomes sonantes, dos quais destaco Steve Buscemi, Kevin James, Julie Bowen, Ray Liotta e Rob Schneider.

Existem vários momentos cómicos, que são complementados com o flirt entre Hubie e Violet, embora este projeto seja no fundo um gigantesco aglomerado de clichés. Mas a realidade é que funciona muito bem, proporcionando uma experiência agradável, sem exageros e com a clara noção da qualidade do produto final.

Está longe de ser um filme brilhante, mas se procuram algo simples e que garanta algumas gargalhadas, Hubie Halloween pode ser a solução.

Mediano
64%