Sem Créditos Ep.1

Ano: 1982 | Publicado por: Williams | Género: Shooter Multi-Direcional

Com a adição da bartop ao Quartel General tenho tido a oportunidade de revisitar e tomar conhecimento de títulos clássicos dos anos 80 que desconhecia.

Essa descoberta levou-me a criar esta série, que vou carinhosamente apelidar de “Sem Créditos”, com o intuito de partilhar convosco jogos épicos que marcaram uma geração nas arcades.

A minha primeira escolha recaiu em Robotron: 2084, que foi desenvolvido por Eugene Jarvis e Larry DeMar, da Vid Kidz. Este jogo foi publicado em 1982, pela Williams Electronics e é basicamente um shoot ´em up 2D, conhecido pela seu ritmo frenético e elevado nível de dificuldade.

Apesar de não ser particularmente relevante nos anos 80, Robotron tinha uma premissa interessante, dado que a narrativa decorre em 2084, num mundo dominado pelos robots e onde os humanos iniciam uma revolta (hum, familiar, certo?). O objetivo é derrotar hordas de máquinas sanguinárias, salvar reféns humanos e acumular o máximo de pontos possível.

Este título retira inspiração de Berzerk e Nineteen Eighty-Four mas foi inovador pela utilização de dois joysticks e a possibilidade de sermos atacados em múltiplas direcções, algo que converteu este jogo num sucesso comercial.

Estamos perante um clássico, que contempla 255 níveis (ou waves) e que ainda hoje é visto como uma das referências do género. Se gostam de jogos terrivelmente dificeis e que podem frustrar-vos, a minha recomendação é que experimentem Robotron 2084

Escape Plan: The Extractors

Gostei bastante do primeiro filme desta saga, que se revelou uma agradável surpresa. A sequela é claramente inferior, mas consegue compensar com uma premissa interessante e alguns twists cativantes, apesar de não gostar particularmente do acto final.

The Extractors marca o final da trilogia e tenta consolidar a narrativa dos filmes anteriores, sem grande sucesso. Desta vez, Ray Breslin terá a missão de resgatar a sua namorada, Abigail Ross e a filha do magnata das Zhang Innovations, que estão detidas numa prisão conhecida como Devil’s Station.

A sua equipa está novamente de regresso, com a adição de Trent DeRosa (Dave Bautista) e Shen Lo, numa missão que terá um grau de dificuldade extremamente elevado. Em termos de narrativa, o filme é uma desilusão completa, dado que é demasiado linear e sem grandes motivos de interesse.

Existem várias cenas de ação e boas coreografias de luta mas tudo o resto é muito fraco, chegando a tornar-se cansativo sobreviver aos 96 minutos de duração desta aventura. É efetivamente uma pena, dado que esta franchise tem ideias interessantes e o primeiro filme, conforme mencionei, foi uma lufada de ar fresco.

Pelos motivos acima mencionados, apenas recomendo The Extractors para quem acompanhou as duas aventuras anteriores.

INSUFICIENTE
52%

Swamp Thing

A criação de Len Wein e Bernie Wrightson foi adaptada ao universo DC, narrando a história de Alec Holland, um cientista que tenta desesperadamente repor a sua reputação, aceitando investigar o que se passa nos pântanos de Bayou, próximo da cidade de Marais.

Abby Arcane é uma doutora do CDC, que vai ser chamada para investigar o estranho surto detetado. Os primeiros episódios servem essencialmente para nos apresentar as diversas personagens, assim como as motivações e os fantasmas do passado.

Ficamos a conhecer a ligação da Dra Arcane à cidade de Marais, que é controlada por Avery Sunderland, um espécie de mecenas, que tem uma agenda oculta e que pode estar envolvido nestes eventos. Vou evitar entrar em pormenores, mas vamos assistir à transformação de Holland em The Swamp Thing, uma criatura que aparenta controlar a flora local.

Paralelamente, temos outro super-herói que é apresentado em Swamp Thing: Daniel Cassidy, aka The Blue Devil. Ao longo dos dez episódios, torna-se claro que o Phantom Stranger está envolvido em muitos dos eventos que ocorrem, levando a crer que estamos na presença de uma entidade demoníaca.

No global, a série está muito bem conseguida, com uma narrativa fluida, complementada com bons actores e personagens cativantes, pelo que se torna incompreensível o cancelamento, sobretudo após a excelente recepção crítica que teve. Aparentemente, a decisão foi estritamente financeira, pelo que mantenho esperança que possamos ter uma continuação.

Gosto particularmente do final aberto, em que somos apresentados ao Floronic Man, que consome o Dr. Jason Woodrue, um dos antagonistas principais de Swamp Thing na BD.