2020 e COVID-19, um sinal dos tempos?

Passou uma década desde que partilhei um artigo muito interessante neste blog, em que fazia uma previsão optimista de como estaria a nossa vida em 2020. Estamos (terrivelmente) longe do esperado, a nível tecnológico e de mentalidade, mas com a inédita crise do COVID-19 parece-me relevante dirimir alguns pontos.

Existirão inúmeros debates acerca do capitalismo, da ganância consumista que se apoderou da Humanidade e outros temas igualmente polémicos, mas no imediato, o foco deve ser a contenção do vírus. A maior dificuldade é sem dúvida a escala mundial, sendo importante um plano de ação concertado e eficaz.

Mas não tenham dúvidas que o maior desafio reside na implementação e logística desta operação.

Nenhum País tem um sistema de saúde capaz de responder a milhares de infectados, pelo que o isolamento ou a quarentena são as medidas mais lógica para limitar a propagação. Nem todos podemos estar na linha da frente mas TODOS podemos ser responsáveis e fazer a nossa parte, salvaguardando a nossa saúde e de quem mais gostamos.

Recentemente, li um artigo curioso em que se associava esta pandemia a uma resposta biológica do Planeta, com o objetivo de nos focar no que é importante. Não vou especular sobre tal, mas diria que é fundamental esperarmos o melhor e preparar-nos para o pior. Sou um optimista, por natureza e acredito que estaremos mais fortes no final desta crise.

Valorizem a liberdade, respeitem o próximo e lembrem-se que as diferenças, sejam de caracter político, religioso, desportivo ou de outro foro, servem apenas para nos moldar, em detrimento de afastar.

Todos ansiamos pelo dia em que podemos recuperar a normalidade do quotidiano e esse dia chegará mais rapidamente, se TODOS formos responsáveis.

Termino com uma citação de um dos meus filmes preferidos, A Ira de Khan:

Logic clearly dictates that the needs of the many outweigh the needs of the few.

E se o fizermos, estou convicto que conseguiremos vencer esta pandemia.

His Dark Materials T.1

Baseado na trilogia de Philip Pullman, His Dark Materials conta-nos a história de Lyra Belacqua, uma jovem que reside no Jordan College, a pedido do seu Tio, o Lorde Asriel. Neste mundo, todos os humanos estão ligados a um daemon, uma criatura mágica que pode ostentar diversas formas animais, embora não consigam sobreviver caso esse elo seja quebrado.

Ao longo dos oito episódios desta primeira temporada vamos conhecer em pormenor o “destino” de Lyra, que terá um papel fundamental a desempenhar na união de dois universos paralelos. É desafiante falar acerca de His Dark Materials sem desvendar um pouco da história, mas vou tentar reduzir ao máximo a informação relevante.

A sociedade é muito semelhante à que conhecemos, embora exista a componente da magia e ligação aos daemons. Lorde Asriel investiga uma substância denominada como Dust, que pode ser a chave para desbloquear e aceder a universos paralelos. No entanto, este mundo é liderado por uma casta religiosa, de nome The Magistery, que tenta a todo o custo obter essa informação e apagar qualquer registo da investigação dessa substância.

A nossa protagonista começa por sair de Jordan College, com a ajuda de Mrs Coulter, com o objetivo de encontrar Roger Parslow e Billy Costa, que desapareceram misteriosamente, assim como dezenas de outras crianças. Com a ajuda dos Gyptians, Lyra acaba por descobrir que uma organização denominada como The Gobblers é a responsável pelos raptos, o que a leva a regressar ao Norte, mais especialmente à zona de Bolvangar.

Ao longo da sua viagem, Lyra vai deparar-se com Lee Scoresby, um aeronauta e Iorek Byrnison, um urso de armadura, que terão um papel relevante no sucesso da sua missão. Em sua posse, tem apenas um estranho aparelho, de nome Alethiometer, que aparenta ser capaz  de responder com veracidade a qualquer questão colocada. O mais interessante é o facto da nossa jovem heroína conseguir utilizar este aparelho sem qualquer conhecimento dos livros e do código antigo inerente, tornando-se num mistério que permanece por esclarecer nesta primeira temporada.

Paralelamente, vamos acompanhar a história de Will Parry, que vive numa dimensão que aparenta ser idêntica aquela que conhecemos, onde a vida decorre normalmente, sem daemons. Ficamos igualmente a conhecer que Will faz parte de uma profecia, em que dois jovens terão um papel fundamental para unificar estes dois universos paralelos.

O último episódio termina num impasse, em que ficamos em standy para saber qual a próxima aventura de Will e Lyra. Esta produção britânica está muito bem conseguida, juntando actores como Dafne Keen, Andrew Scott, Ruth Wilson e James McAvoy, numa adaptação claramente superior ao filme, The Golden Compass. A segunda temporada está confirmada e deverá ser disponibilizada em 2021.

Da minha parte, fica a sugestão, que podem acompanhar na HBO GO.