NES Classic Mini

No Verão deste ano foi anunciado o lançamento da Nintendo Classic Mini, uma “consola” que homenageia a NES e imediatamente entrei em contagem decrescente para dia 11 de Novembro. Essencialmente estamos perante um emulador oficial da Nintendo, que permite a ligação via HDMI e que é alimentado por um cabo micro USB.

A escolha de jogos é simplesmente soberba, contemplando grande parte dos clássicos, com destaque para Mario, Contra, Zelda, Megaman e Ninja Gaiden. A emulação está francamente bem conseguida, com inexistência de lag e com um som 8bit de qualidade assinalável. O comando é igualmente uma réplica da NES, mas cumpre a função, apesar de já existirem alternativas sem fios no mercado.

O processo de compra foi relativamente fácil, o que acabou por ser inesperado. Realizei uma pré-reserva, que se revelou uma desilusão mas, inesperadamente, acabei por conseguir adquirir uma unidade, de forma bastante tranquila, numa superfície comercial de Lisboa.

Gosto francamente do look retro da caixa, que contém o habitual (consola, cabo HDMI, cabo micro USB, manual de instruções e 1 comando). Posso adiantar que é possível utilizar a TV como alimentação da Classic Mini, embora possam igualmente comprar o adaptador para utilizar numa tomada.

Em termos de opções, podem realizar saves premindo o botão de reset e escolher entre três modos de resolução (CRT, 4:3 e pixel perfect), tornando a experiência em algo simples e livre de esforço. E no fundo, essa é a grande virtude deste produto, que na minha opinião, não é para todos.

Se, como eu, cresceram na épica fase do 8bit e 16bit, este é sem dúvida uma compra que devem realizar. Para os restantes, o apelo da nova geração de consolas será certamente superior mas não descartem a Mini sem lhe dar uma oportunidade. O seu baixo valor (59.99), aliado à diversão que proporciona, vai certamente fazer mossa nas vendas de Natal.

Para terminar, apenas uma nota de rodapé: estes jogos são difíceis e gostam de vos humilhar. Lembrem-se que o rage quit foi inventado bem mais tarde 🙂

Doctor Strange

Benedict Cumberbatch foi o actor escolhido para representar o papel de Stephen Strange, um neuro-cirurgião famoso, que sofre um terrível acidente de viação e se vê impossibilitado de prosseguir a sua carreira médica. O filme está dividido em três actos fundamentais, mais concretamente a parte mítica, a história de Strange e por último, a batalha final em que são tomadas decisões que terão impacto evidente no resultado final.

Gostei bastante do início, em que ficamos a conhecer a arrogância e o cepticismo de Strange, que se vai dissipando à medida que começa a treinar com The Ancient One, uma poderosa feiticeira/guru/shaman, que consegue controlar o poder de determinadas dimensões. O filme está repleto de misticismo, ilusão e claro, ameaças constantes ao mundo como o conhecemos.

Sem entrar em grandes pormenores, o vilão é Kaecilius, um antigo aluno da Ancient One, que tenta recriar um ritual antigo, no sentido de abrir esta dimensão ao poder de Agamotto. Para tal, necessita de destruir os três Sanctums existentes na Terra, de forma a poder concluir essa missão. Quando tudo parece estar perdido, Strange acaba por entender a sua verdadeira vocação, deixando para trás o seu individualismo e aceitando o seu novo papel como Feiticeiro Supremo.

As cenas de acção são absolutamente soberbas, com destaque para a Dimensão dos Espelhos, bem complementadas por uma narrativa fluida e com alguns momentos cómicos. O elenco está repleto de bons actores, como tem sido apanágio da Marvel, o que acrescenta qualidade ao produto final. Gostei francamente do primeiro filme de Doctor Strange, que tem sequela confirmada. Há um equilíbrio entre enredo e acção, o que era fundamental num tipo de herói que luta essencialmente com magia e encantamentos.

Para terminar, recomendo apenas que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas. Posso adiantar que uma está relacionada com Ragnarok e a outra com a sequela deste filme.