Lisboa Games Week 2016

A Lisboa Games Week tornou-se num evento obrigatório para mim e este ano não fugiu à regra. A exposição conta com quatro dias nesta edição e continua a crescer de forma sustentada. O facto mais interessante é que todos os anos tenho aumentado o contingente de amigos que me acompanham ao evento, o que comprova a qualidade do mesmo.

Quem tem estado presente nos anos anteriores, vai reconhecer grande parte das bancas, mas continuam sempre a existir novidades. Este ano, destaco o ringue de wrestling, da Escola de Al Snow, em que podemos assistir a algumas demonstrações, o que é sem dúvida diferente. Continua a existir uma presença massiva da Ps4 e Xbox e uma redução significativa da Nintendo, o que considero estranho.

A zona retro continua a ser a minha preferida, com máquinas de Pinball, Arcades, Vectrex, Spectrum, TurboGrafx 16 e muito mais. De salientar, que pelo segundo ano consecutivo, saí vitorioso de uma corrida épica na máquina do Daytona USA. E por favor, senhores visitantes, preservem as máquinas que se encontram em exibição!

Estabeleci igualmente alguns contactos, o que é sempre importante, sendo possível em 2017 a aquisição de um PiCade. Como podem constatar pelas fotos, é de facto divertido e convido-vos a passar pela FIL, para poderem reviver alguns momentos da vossa infância ou simplesmente ficar a conhecer as novidades indie e os lançamentos de jogos AAA dos grandes estúdios.

Para terminar, apenas dois pontos importantes: consegui finalmente adquirir o Kingdom Hearts para a PS2 e deixei o meu nome no TOP do highscore de Chuckie Egg (pelo menos até desligarem o Spectrum). Até para o ano, LGW.

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Agent Carter T.1

Uma das personagens mais interessantes do primeiro filme do Capitão América é sem dúvida Peggy Carter. Por esse motivo, fiquei bastante agradado com o lançamento da série baseada nas suas aventuras.

A acção decorre após o final da guerra, numa fase em que a Hydra foi derrotada e o Mundo tenta recuperar do domínio nazi. Estamos em 1946 e os Estados Unidos criam a SSR (Strategic Scientific Reserve), que tem como objetivo investigar e prevenir ameaças internas ou externas.

Apesar de ser uma heroína, a agente Carter é tratada de forma trivial, sendo constantemente relegada para tarefas secundárias, como é apanágio da mentalidade típica dos anos 40. Parte do encanto da série reside precisamente nessa vertente, que consegue conciliar a acção com a comédia.

A narrativa principal consiste em limpar o nome de Howard Stark, que é acusado de traição e venda de armas aos inimigos dos EUA. Com a preciosa ajuda de Jarvis, o fiel mordomo de Stark, este duo improvável vai realizar missões secretas, que passam por recuperar artigos militares e invenções únicas, que podem fazer cair as defesas das nações mais importantes do Planeta.

Gostei imenso da primeira temporada, que tem apenas oito episódios. Preparem-se para excelentes cenas de acção, com algumas surpresas na narrativa e com a Leviathan como pano de fundo em termos de organização criminosa.

Considero excelente a adição do Dr. Ivchenko na parte final da primeira temporada, abrindo caminho para um possível aparecimento do Dr. Faustus na temporada seguinte. Mas no imediato, convido-vos a ver esta série e deixo os potenciais spoilers para um artigo futuro.