Capitão America

Quando tornaram pública a escolha de Chris Evans fiquei muito preocupado, por diversas razões. Não gostei particularmente de Fantastic 4 e não acreditava que este actor pudesse recriar a mítica personagem de Steve Rogers.

Os dois primeiros trailers apresentados foram fracos, o que contribuía de forma decisiva para a minha descrença neste projecto. Ontem tive oportunidade de ver o filme do primeiro Vingador e esta é a minha opinião. Em primeiro lugar, parece-me importante realçar que sou um grande fã desta personagem da Marvel, o que pode tornar difícil uma crítica imparcial.

Este é o filme do Capitão America que tinha idealizado e que honestamente não acreditava que fosse possível. A adaptação da BD ao cinema é excelente, mantendo grande parte das personagens e da génese do herói. A primeira parte do filme é totalmente dedicada às personagens e ao enredo, com várias menções nacionalistas e com a definição clara de heróis e vilões. Não faltam igualmente as personagens de Bucky, Peggy Carter e Dr Erskine, elementos fundamentais na banda desenhada.

A segunda parte do filme (que coincide com o intervalo) traz a acção e a batalha entre o nosso herói e RedSkull (Hugo Weaving). As cenas são excelentes e confesso que por breves instantes tive a sensação de que os livros estivessem a ganhar vida. Chris Evans consegue transmitir o patriotismo característico do Capitão America, embora em termos de interpretação destaque o inigualável Tommy Lee Jones (Coronel Chester Phillips) e uma surpreendente Hayley Atwell.

Como não podia deixar de ser, temos o cameo de Stan Lee e uma teaser ao filme The Avengers (aguardem pelo final dos créditos). Para terminar, tenho de salientar que este filme entra automaticamente para o meu TOP 10 de filmes de BD, apenas superado por obras primas como The Watchmen, IronMan ou X-Men.

Super 8

Há vários meses que aguardava com ansiedade o lançamento do projecto de Spielberg/JJ Abrams. Super 8 é uma excelente homenagem aos anos 80 e reúne várias características comuns a clássicos como The Goonies ou ET.

É evidente que as semelhanças ficam por aí, mas as “vibrações” dos anos 80 estão presentes. O grupo de crianças é fantástico, com destaque para as interpretações de Alice Daynard (Ellen Fanning) e Joe Lamb (Joel Courtney).

Confesso que fiquei surpreendido com algumas das cenas mais violentas do filme, mas presumo que esse tenha sido parte do contributo de JJ Abrams.

O espírito de aventura dos jovens e a criação do filme de zombies é um complemento fantástico ao enredo principal de Super 8 (vou evitar os spoilers). Como seria expectável, temos a típica tragédia pessoal, a dificuldade de relacionamento com os adultos e as inevitáveis personagens cómicas.

No geral, fiquei satisfeito com o que vi, mas penso que será um filme direccionado para a geração de 80, pelos motivos acima indicados. Mas recomendo uma ida ao cinema sem qualquer tipo de hesitação.

Attack the Block

Como grande entusiasta de projectos low budget, não posso deixar de recomendar o filme Attack the Block. A premissa é simples: uma raça de extra-terrestres invade um bairro da periferia de Londres mas será que os habitantes locais vão desistir sem lutar?

Este projecto promete cenas verdadeiramente brutais e confesso que estou muito entusiasmado. Estaremos na presença de um “instant classic”?