GI Joe – Rise of Cobra

Finalmente chegou ás salas de cinema o primeiro filme baseado na famosa linha de brinquedos/action figures da Hasbro. Depois de ler várias críticas e artigos não estava à espera de uma obra prima, mas sim de um filme de acção.

Posso neste momento confirmar que o filme correspondeu em pleno ás minhas expectativas. Não há grande preocupação com o enredo, mas a velocidade frenética do guião deixa-nos visualmente satisfeitos.

Como é óbvio temos algumas caras conhecidas (Christopher Eccleston, Jonathan Pryce e Randy Quaid) misturadas com perfeitos desconhecidos, mas neste filme a interpretação não é o mais importante.

Gostei essencialmente do facto de Sommers se ter preocupado em fazer um filme de acção, mantendo o feeling dos desenhos animados da Hasbro. GI Joe tem um público específico, e na minha opinião, tem nota positiva para quem goste do género.

Public Enemies

Quando Michael Mann junta Christian Bale e Johnny Depp é expectável que o resultado final seja um grande filme mas, na minha modesta opinião, este não é o caso.  A narrativa ocorre antes da formação do FBI, com um desesperado J Edgar Hoover a tentar anular a onda de crimes que assola os Estados Unidos. Prostituição, apostas ilegais e lavagem de dinheiro são alguns dos temas constantes, mas a grande storyline é sem dúvida o jogo de gato e rato entre John Dillinger e Melvin Purvis. s clichés são uma constante, dado que Johnny Depp interpreta um anti-herói, muito ao estilo de Robin Hood, que tenta ser feliz com a mulher dos seus sonhos, ao mesmo tempo que ilude as autoridades. Pelo meio, debate-se com a mudança da mentalidade criminosa e a necessidade de abandonar uma vida de crime, marcada pela morte de todos quanto o rodeiam.

Parece-me claro que existem algumas ideias dos “Intocáveis” de Brian de Palma que são trazidos para a tela, nomeadamente o conceito de pensar como um criminoso para poder apanhá-lo. Não estamos perante um filme de acção, mas considero que merece a pena ser visto.

Fico apenas desiludido com o facto de não ter sido aproveitado todo o potencial dos actores e da própria narrativa. Mas sabe sempre bem ver um filme de ganistes! E agora que venha UP, da Pixar.

Doomsday

Depois de um jantar no Foster´s do Allegro, com passagem pelo Starbucks, resolvi ir ao cinema. O cartaz não era particularmente atractivo, pelo que a escolha recaiu em Doomsday. Posso começar por referir que não foi das escolhas mais felizes dos últimos tempos, mas com o cartão da Lusomundo a perda não é total.

Com excepção à presença de Bob Hoskins, não existe ponta que se pegue. O enredo é fraco e assenta num vírus que assola a Escócia e que trinta anos mais tarde chega a Inglaterra. Existe claramente um ambiente muito Mad Max, com motas, sangue e perseguições à mistura.

Apesar de gostar de Rhona Mitra, a realidade é que nunca me conseguiu convencer ao longo desta aventura, que leva muito tempo para ganhar ritmo e captar a atenção. Em suma, o efeito final é catastrófico e como tal não posso recomendar uma ida ao cinema.