Inglourious Basterds

Há algum tempo que aguardava pacientemente a estreia deste spaghetti western de Tarantino. A crítica portuguesa (para não variar) é negativa, mas como sabem não sou receptivo a ondas negativas. Na passada sexta-feira tive oportunidade de o ver e posso dizer que fiquei agradavelmente surpreendido. A música, a carga emotiva dos dilálogos e a montagem não deixam margem para dúvidas, pelo que posso afirmar que estes Bastardos são de altíssimo nível.

Brad Pitt dá a cara pelo Tenente Aldo Raines, um caçador de nazis, mas é inquestionável que a grande personagem do filme é Christoph Waltz, aka Coronel Hans Landa. Concordo plenamente com o Nuno Markl, no que diz respeito à qualidade da interpretação deste outrora desconhecido actor austríaco. É em torno deste astuto Coronel que toda a acção se vai desenrolar, com os nossos “heróis” pelo meio e várias narrativas paralelas, que se encaixam de forma perfeita, bem ao estilo do que Tarantino nos habituou. Chamo a atenção para a fabulosa cena inicial, ou capítulo I, que é simplesmente divinal.

É evidente que o filme está repleto de violência gratuita, quase a roçar o gore, mas de uma forma simples e por vezes cómica. As personagens são cativantes, mas o que mais fascinou foi a dinâmica dos diálogos, que conferem uma atmosfera tensa e que nos deixam bem agarrados à cadeira do cinema! Inglourious Basterds é um excelente filme, para quem gosta de QT e recomendo sem hesitação. Mais uma vez fico à espera da edição em DVD, que promete ser épica…

Para terminar, uma curiosidade: Quentin Tarantino interpreta algum papel no filme? Honestamente não me pareceu… mas posso estar errado!

iPhone – 30 dias depois

Quem me acompanha no Twitter ou através deste blog sabe que há sensivelmente um mês adquiri via Ebay um Iphone 2G de 8GB. Apesar de ser usado, encontra-se em muito bom estado, desbloqueado e jailbroken. Nesta fase posso efectuar uma avaliação imparcial e justa (como prometido), até porque como referi alguns posts atrás, já utilizei muitos telemóveis, de diferentes marcas.

Começo por salientar que o Iphone é claramente o melhor telemóvel que já possuí (sem conotação sexual por favor). Os menus são extremamente intuitivos e a usabilidade é espantosa. O facto de estar desbloqueado permite-me facilmente instalar uma panóplia de aplicações soberbas, das quais destaco o Twitterrific, Sapo Cinema, Pocket God e Converter.

A App Store permite-nos adquirir todo o tipo de software, gratuito ou não, o que nos permite uma total liberdade na customização do telemóvel. Podemos igualmente subscrever Podcasts e visionar filmes ou vídeos do YouTube. O sistema on the fly do telemóvel permite-nos interagir com diversas redes sociais, o que representa uma mais valia.

Mas não se pense que tudo são vantagens: como todos os equipamentos com multi-funcionalidades, o Iphone apresenta uma autonomia de bateria reduzida (24 a 48 horas) e ligação de dados lenta, com excepção feita ao wifi. Este modelo satisfaz as minhas necessidades de acesso à internet, contudo os utilizadores mais exigentes ficarão desiludidos. A minha operadora móvel “oferece” um pacote de 100 mb/mês por 7,50 euros, valor suficiente para utilizar Twitter e outras aplicações sem excessos.

Em suma, posso confirmar que o Iphone é de facto um telemóvel com T grande. O OS 3.0 que tenho instalado, aliado à Cydia permite-me configurar e ter serviço de MMS e Vídeo num telemóvel que inicialmente não suportava o serviço. Existem sempre bugs e contras, como em qualquer outro modelo, mas neste momento sou um utilizador satisfeito com este produto da Apple. E estou convicto que dificilmente mudarei de marca de telemóvel no futuro próximo.

Up

Pete Docter traz-nos mais um grande filme de animação. Acima de tudo, UP dá-nos uma lição de vida, na figura de um escuteiro e de um idoso, que tenta ultrapassar a morte da esposa. A narrativa do filme desenvolve-se em torno da viagem alucinante de Carl Fredricksen, que procura desesperadamente cumprir uma promessa que fez à sua esposa.

Rapidamente somos transportados para a Amazónia, onde decorre grande parte da acção, com os nossos “heróis” a envolverem-se numa situação complicada, com aves raras, cães e um aventureiro desesperado à mistura.

Sem ser deslumbrante, UP é um bom filme, com uma mensagem simples e que vai certamente apelar à grande maioria dos espectadores. Como habitualmente, a Pixar escolheu as vozes com grande precisão, o que contribui decisivamente para a criação de personagens cativantes e reais.

Para terminar, deixo uma nota muito positiva à curta-metragem que antece o filme, e que se intitula “Parcialmente Nublado”.