National Treasure

Mais uma vez fui atraído pelo elenco (Harvey Keitel, Nicholas Cage e Jon Voight). Quanto à trama parecia igualmente interessante: Cage é Benjamin Franklin Gates, um estudioso da história americana e membro de uma família que durante gerações se tem dedicado à busca de um tesouro incalculável.

O filme faz muitas referências à maçonaria e a períodos históricos dos EUA (independência) tendo sempre como pano de fundo a luta contra o mal. Nicholas Cage vê-se obrigado a roubar o documento da Declaração da Independência para poder ter acesso à pista seguinte do tesouro.

A ele juntam-se um informático, uma responsável do governo e o seu pai. Este filme tem cerca de duas horas e vê-se bem. A história tem alguma credibilidade e as interpretações não são más (tinham actores para melhor).

Contudo é um filme demasiado patriótico (porque raio é que o maior tesouro da Humanidade tem que estar nos EUA?) e que a partir de certo ponto se torna “irritante”. Tem um final interessante (cheira-me a sequela) mas esperava mais deste tesouro. Tem no entanto uma grande virtude: não caíu no erro de imitar Indiana Jones.

Alexandre, o Grande

O elenco só por si chama a atenção: Colin Farrell, Angelina Jolie, Val Kilmer e Sir Anthony Hopkins. Mas o grande chamariz é sem dúvida o personagem. Como gosto imenso de História Antiga não foi difícil ser “persuadido” a ir ver este filme.

O realizador também é um peso-pesado o que tornava sem qualquer margem para dúvidas o filme extremamente apetecível. Um dos meus receios era ir ver um filme de batalhas (como Tróia por exemplo) onde os efeitos especiais fossem levar vantagem sobre o conteúdo.

Nada mais errado: Oliver Stone soube explorar muito bem a personagem de Alexandre contando a sua história e evolução desde miúdo. Desde as aulas de Aristóteles, passando pelas conversas com o seu pai ou mesmo o domar do seu cavalo de estimação, tudo está interligado e excepcionalmente bem narrado.

Não fiquem desiludidos pois as sequências de batalha estão muito boas (a da Índia é brutal). Apesar de não ser um estudioso da matéria, penso que a maioria da informação “histórica” está correcta. Destaco a representação de Val Kilmer (boa) e de Colin Farrell (estou a ficar fã). Uma última nota: o filme tem cerca de 180 minutos mas, todos eles valem a pena garanto!

Nicotina

As idas ao cinema deviam ser sempre assim. Depois de mais um stressante dia de trabalho (nunca mais ganho o Euro-milhões) aproveitei para descomprimir e para gastar os 2 bilhetes grátis de que dispunha. A escolha condicionada (válido até dia 30/11) recaíu sobre esta produção sul-americana.

O filme passa-se na cidade do México e envolve várias personagens desde um grupo de ladrões amadores, um hacker obsessivo ou a Máfia russa entre outros. No centro da trama estão diamantes e os códigos de acesso a um banco na Suiça. Todos eles estão estranhamente interligados por coincidências e acontecimentos peculiares.

A avareza e o egoísmo são levados ao extremo neste filme que explora igualmente a temática das relações humanas. Tem diálogos fantásticos e cenas caricatas. Já tinha visto o trailer mas sinceramente fiquei surpreendido de forma positiva com este filme. Posso dizer com muita certeza que este seria um dos casos em que os 5 euros valeriam bem a pena.