Meg 2: The Trench

O sucesso do filme original resultou numa sequela, em que assistimos ao regresso de Jonas, Meiying, Mac e DJ. Sem divulgar pormenores narrativos, posso adiantar que Jiuming Zhang, o tio de Meiying, é a grande adição â equipa, que volta a deparar-se com a incursão de vários Megalodons.

Cinco anos após os eventos do primeiro filme, Jonas e a sua equipa continuam a explorar a Fossa das Marianas, embora se dediquem igualmente a causas ecológicas. O primeiro acto tem uma cena épica, que será relevante para introduzir a personagem de Montes, um dos vilões de The Trench. Adicionalmente, tomamos conhecimento da pesquisa de Zhang, que tenta criar uma relação com Haiqi, uma cria megalodon que está a aprender a responder a estímulos auditivos.

A narrativa continua a retirar inspiração da obra literária de Steve Alten, embora seja francamente inferior à primeira aventura. Existem momentos cómicos, que complementam a ação de forma competente, sem nunca deslumbrar. Diria que a grande virtude do primeiro Meg é o facto de ter conseguido converter-se no típico filme pipoca, algo que The Trench falha em alcançar.

Jason Statham é o foco de todo o filme, embora seja relevante destacar a presença de Page Kennedy e Sergio Peris Mencheta, no papel de DJ e Montes, respectivamente. Diria que existe algo para os entusiastas da primeira aventura, embora seja importante reduzir as expectativas para The Trench, que garante algum entretenimento mas fica bastante aquém do seu predecessor.

Mediano
65%

Bird Box Barcelona

O sucesso do filme original levou ao desenvolvimento deste projeto, que é essencialmente uma narrativa paralela, em que acompanhamos o desenrolar deste evento na cidade de Barcelona. O primeiro acto introduz a personagem principal, Sebastián , que viaja com a sua filha, Anna. Somos relembrados do que ocorre quando estas misteriosas entidades estabelecem contacto visual com os humanos, assim como o poderoso instinto de sobrevivência que reside em cada um de nós.

Não existe um conceito de herói neste filme, que se foca em narrar os eventos que ocorreram há noves atrás, quando estas misteriosas criaturas aparecem pela primeira vez. O grupo de sobreviventes que vamos acompanhar têm uma história peculiar, que vai expor as crenças de Sebastián , que consegue tolerar a presença das criaturas, por motivos que serão relevados ao longo da narrativa.

As cenas de ação complementam os diálogos, num filme que está longe de ser brilhante mas garante entretenimento ao longo de 112 minutos. Diria que o ponto mais relevante é a empatia que conseguimos gerar com algumas das personagens, que tentam desesperadamente alcançar o castelo de Montjuïc Castle, que representa o bastião da resistência humana na capital da Catalunha.

O terceiro acto tem muitas semelhanças com o projeto original, mas, no global, este é um filme que recomendo para uma tarde de domingo, em que pretendam ter uma experiência relativamente intensa. Lamentavelmente, são introduzidas poucas explicações para o lore destas criaturas, embora seja partilhada uma teoria interessante acerca da sua proveniência.

Caso estejam interessados em Bird Box Barcelona, o filme está disponível em território nacional via Netflix.

Mediano
66%

Troll

Esta produção norueguesa utiliza a mitologia como pano de fundo para um monster movie. O primeiro acto tem início na construção de um túnel nas montanhas de Dovre, onde ocorre um aluimento de terras. Rapidamente constatamos que não se tratou de um acidente, dando início a uma investigação, que é liderada por Nora Tidemann, uma paleontóloga.

O cepticismo da Primeira Ministra e dos seus conselheiros esbarra nas provas inequívocas de que estamos na presença de um Troll, uma criatura mítica que tem uma ligação à Família Real. É evidente que existem muitos clichés ao longo da narrativa mas, no global, este é um projeto interessante e que garante entretenimento.

A personagem de Tobias Tidemann garante alguns momentos de humor, que são bem complementados pelas cenas de ação, que apresentam um CGI bastante respeitável. Para quem procura um filme para ver num domingo de inverno, esta é sem dúvida uma escolha sólida.

Mediano
65%