Mobile Suit Gundam I

No ano 0079, do Século Universal, a guerra entre a Federação da Terra e o Principado de Zeon encontra-se num impasse. No entanto, correm rumores que a Fação Terrestre está a desenvolver uma nova armadura, na Colónia Side 7, que pode mudar o rumo do conflito,  algo que chama a atenção de Zeon, que encarrega Char Aznable de avaliar o risco inerente. 

É com base nesta premissa que o jovem Amuro Ray vai converter-se na personagem principal desta aventura. Ao serem atacados pelas forças inimigas, Amuro assume o comando do protótipo da armadura para defender a população civil da colónia, sendo evidente a sua rápida e invulgar adaptação.

Os sobreviventes acabam por ficar a bordo da White Base, a mais recente nave de guerra da Federação da Terra, que é capitaneada por Bright Noa. O foco narrativo assenta na personagem de Amuro Ray, que irá visitar a sua mãe e apaixonar-se por Matilda Ajan, a comandante da Medea Supply Unit, que tem um papel relevante neste primeiro filme.

Existem algumas batalhas memoráveis, que criam a rivalidade principal deste universo, opondo Char Aznable e Amuro Ray, dois jovens que apresentam motivações distintas mas com o mesmo objetivo final. Mobile Suit Gundam I representa a primeira parte de uma aventura memorável e que recomendo vivamente a todos os leitores do blog.

Mediano
70%

Godzilla: Singular Point

A Toho é o estúdio responsável pela adaptação de Singular Point, uma visão completamente distinta do universo de Godzilla. A narrativa decorre em Nigashio City, no ano de 2030 e assenta no aparecimento de um estranho sinal, que vai ser investigado por Yun Arikawa, da Otaki Factory e Mei Kamino, uma jovem estudante.

Progressivamente, vamos sendo apresentados ás restantes personagens, das quais destaco Haberu Kate, Goro Otaki e Pelops II, que serão instrumentais para o desfecho final. A abordagem seguida é pouco convencional e foca-se numa estranha substância vermelha, que enche o céu e polui o mar, possibilitando a entrada de estranhas criaturas. Inicialmente, é teorizado que se trata de um fenómeno extraterrestre mas ao longo dos episódios o mistério vai sendo decifrado, tornando-se evidente a componente científica.

No entanto, os Kaiju são uma constante, com aparições de Rodan, Manda, Mothra, Godzilla e Aguirus, que irão lutar com Jet Jaguar, um robot desenhado por Goro Otaki. Existem muitos momentos de humor, combinados com uma narrativa forte e repleta de dramatismo, que nos faz sentir empatia com as personagens principais. O final é ambíguo, mantendo aberta a possibilidade de uma segunda temporada, sobretudo após a cena final pós-créditos.

A animação é híbrida, apostando numa simbiose entre CGI e desenho tradicional, que funciona bem dentro da lógica de Singular Point. Parece-me no entanto que este anime não será consensual, sobretudo pelo caminho escolhido, que se afasta completamente do que estamos habituados a ver no universo de Godzilla. Caso procurem algo diferente, fica a sugestão e convido-vos a partilhar o vosso feedback da caixa de comentários.

Devil May Cry

Em 2007, a CAPCOM criou uma parceria com a Madhouse, para criar o anime de Devil May Cry, uma das suas principais franchises.

Dante é um híbrido humano/demónio que tem uma predileção por ingerir pizza e sundaes de morango em doses industriais. Mas o seu principal vício é caçar demónios ou aceitar trabalhos que envolvam lutar contra o supernatural. Os doze episódios desta série apresentam-nos várias personagens, com destaque para JD Morrison, Patty Lowell, Lady, Trish e Sid.

A ação decorre entre o primeiro e segundo jogo desta franchise e é composta por diversos episódios one-shot, aliados a um arco narrativo que engloba os episódios 1, 11 e 12. A personagem de Dante sofre um desenvolvimento significativo, mostrando a sua faceta humana e de preocupação com os seus amigos, bem complementado com momentos humorísticos.

Torna-se complexo falar desta série sem partilhar detalhes, mas contem com uma narrativa fluída, assente em elementos sobrenaturais, mas que consegue criar uma ligação com o espectador. As cenas de ação estão muito bem conseguidas, com a dose qb de violência, tornando esta série numa experiência agradável e que tem um final satisfatório, embora aberto.

Caso pretendam investir tempo, recomendo a sua visualização através do Netflix.