Wolfs

A procuradora geral de Manhattan entra em pânico, após a morte de um jovem prostituto no seu quarto de hotel. Rapidamente contacta um especialista, que lhe dá algumas indicações, garantindo que a situação será resolvida sem dificuldade. Alguns minutos mais tarde, ao entrar no quarto, é confrontado com a chegada de outro especialista.

Ficamos a saber que a proprietária do hotel foi a responsável pela chamada, dando início a uma colaboração imprevista entre ambos, que suporta a totalidade da narrativa de Wolfs. Estamos perante uma comédia de ação, realizada por Jon Watts, e que conta com George Clooney, Brad Pitt e Austin Abrams nos principais papéis.

Vou evitar os spoilers, mas o que aparenta ser uma “limpeza” rotineira, vai converter-se em algo muito mais complexo. Vamos ficar a conhecer um pouco do passado de ambos os especialistas, o que ajuda a contextualizar os eventos, que irão terminar numa cena final absolutamente épica. As interpretações são de qualidade e algumas das situações são profundamente hilariantes, com destaque para a cena do casamento, assim como do parque de estacionamento do hotel.

Outro pormenor delicioso é o facto de nunca sabermos os nomes dos especialistas, assim como do patrão em comum, o que pode abrir uma sequela, face aos eventos do terceiro acto. Se procuram um filme competente, com uma narrativa simples mas envolvente, esta é, sem dúvida, uma excelente escolha.

Mediano
70%

Venom: Last Dance

A trilogia de Venom chega ao fim com The Last Dance, introduzindo um dos vilões (modernos) mais relevantes da Marvel. Relembro que Eddie Brock e Venom, em seguimento dos eventos de No Way Home, são transportados para a Terra-616, em que decorre a linha temporal da MCU.

Esta aventura vai explorar Knull, o criador dos simbiontes, que se encontra encarcerado no planeta Klyntar. Ficamos a saber que a fusão entre o simbionte e o seu hóspede desbloqueia o Codex, que é essencialmente um chip que fica ligado de forma automática ao colectivo. Assim sendo, e de forma pouco clara, somos igualmente informados que este chip é a chave para libertar Knull da sua prisão, criando a premissa narrativa que sustenta esta derradeira aventura.

É nesta fase que entram em cena os Xenophage, criaturas alienigenas que são enviadas para localizar e recuperar o Codex. As cenas de ação estão muito bem conseguidas e o humor característico de Venom está de regresso. A batalha final, de forma muito simbólica, vai ocorrer nas instalações da Area 51. contando com a participação de inúmeros simbiontes, que tentam a todo o custo, evitar a libertação de Knull.

Destaque para as personagens de Martin Moon, Rex Strickland, Dr Teddy Paine e Sadie “Christmas”, que garantem, de forma distinta, referências dos comics e os inevitáveis momentos de humor. Em suma, The Last Dance é, na minha opinião, superior a Let there be Carnage, mas apresenta muitas limitações, nomeadamente ao nível da narrativa, que é terrivelmente básica e sem grande consequência.

Como é habitual, não vou revelar detalhes acerca do desfecho mas confirmo que é uma experiência agradável, repleta de ação e humor, mas que no final, pouco acrescenta ao SSU.

Mediano
65%

Predator: Killer of Killers

Dan Trachtenberg continua a revitalizar uma franquia que, na minha opinião, caminhava para o esquecimento. Após o sucesso de Prey, temos uma nova abordagem, utilizando a animação como meio para narrar três histórias, que se complementam.

Apesar de ser uma narrativa contínua, Killer Of Killers conta com 1 hora e 25 minutos de duração, dividido em quatro actos. The Shield ocorre no ano 841, levando-nos para a era dos Vikings. Vamos conhecer a história de Ursa, uma guerreira que procura vingar-se da tribo Krivich, mais especificamente do seu líder, Zoran, por motivos que vou manter no anonimato. Após uma batalha brutal, um Predador entra em cena, semeando o caos e destruição, levando a nossa protagonista a recorrer a métodos pouco convencionais, para o derrotar.

The Sword leva-nos para o Japão feudal, em 1609, introduzido Kenji e Kiyoshi, dois irmãos que terão de lutar pelo ttulo de Shogun. Após uma deciso inesperada, a narrativa avança 20 anos, para uma era em que as acções de Kenji o converteram num Shinobi. Ao confrontar o seu irmão, voltamos a ter o aparecimento de um Predador, que gera uma aliança inesperada , no sentido de garantir a sobrevivência.

O terceiro acto, The Bullet, transporta-nos para 1942, acompanhando a história de John Torres, um cadete que aspira converter-se num piloto de Wildcat. Durante uma missão, o esquadrão depara-se com uma misteriosa aeronave, que utiliza armas pouco convencionais para destruir todos os  aviões que ousem atravessar o seu caminho. John, fruto de uma abordagem corajosa, acaba por conseguir derrotar este Predador.

É nesta fase que temos finalmente algum contextol, que justifica a presença dos três heris no mesmo espaço. Ficamos a saber que os Yautja colocam em animação suspensa todos os humanos que conseguem derrotar um Predador, no sentido de os acordar para um embate no seu planeta, que visa definir o Killer Of Killers. Assim sendo, o acto final coloca os nossos três heróis num cenário quase impossível, em que necessitam de trabalhar em equipa para tentar escapar do planeta. Esta a primeira vez que temos um vislumbre da cultura Yautja, que tem a sua base numa casta guerreira, com uma vertente tecnológica. As cenas de ação estão fabulosas e as personagens são muito interessantes, causando uma relação de proximidade com o espectador.

Uma das derradeiras cenas confirma a presença de Naru, a personagem principal de Prey (1719) , numa das cápsulas, garantindo a continuidade da narrativa num único universo, o que abre perspectivas muito interessantes para o futuro da franquia, que ter o próximo lançamento em Badlands, que dever estrear no final deste ano.

Killer of Killers tem, sem qualquer margem para dúvida, o “prestigiado” selo de qualidade do Portal Pessoal. Em território nacional, podem fazer o stream através da Disney+.

Bom
75%