Rogue One

Desde que a Disney adquiriu os direitos do Universo Star Wars que o Natal passou a ter outro significado, com o lançamento de um filme nesta quadra. Em 2016, fomos presenteados com Rogue One, a história de como a Resistência consegue ter acesso aos planos da Estrela da Morte, a arma mais mortífera do Império.

A narrativa acompanha a família Erso, mais especificamente Galen, o cientista responsável pela criação e desenvolvimento de uma arma temível. O filme está claramente assente em três actos, estando o primeiro focado nas motivações que levarão Jyn e Cassian a formar uma equipa improvável. A base é bastante sólida, com diálogos bem conseguidos e acção suficiente para manter a nossa atenção.

A segunda parte está direccionada para o desenvolvimento de personagens e formação da equipa que vai aceitar a missão suicida de penetrar no planeta Scarif. Confesso que fiquei bastante agradado com as interpretações e sobretudo com a qualidade dos heróis, que conseguem ser poderosos, sem ostentar poderes reais. Rogue One tem a virtude de providenciar um fan service fenomenal, com referências ao episódio IV e com outras surpresas que não vou revelar.

As cenas de acção estão muito bem coreografadas e destaco as interpretações de  Alan Tudyk como K-2S0, Donnie Yenn como Chirrut Îmwe e Ben Mendelsohn como Orson Krennic. A Estrela da Morte é recriada de forma brutal, com uma presença imponente, tornando-se parte integrante da narrativa. Como bónus, temos uma cena final verdadeira épica, que conta com a presença de Darth Vader e outra, com a aparição da Princesa Leia, que são a cereja no topo do bolo.

Rogue One é para mim uma excelente adição ao Universo Star Wars, dando ênfase a uma narrativa paralela, que apesar de secundária no cômputo geral, se revela fundamental no desfecho do episódio IV. Agora resta esperar cerca de um ano pela nova aventura, que nos vai contar a história de Han Solo.

Doctor Strange

Benedict Cumberbatch foi o actor escolhido para representar o papel de Stephen Strange, um neuro-cirurgião famoso, que sofre um terrível acidente de viação e se vê impossibilitado de prosseguir a sua carreira médica. O filme está dividido em três actos fundamentais, mais concretamente a parte mítica, a história de Strange e por último, a batalha final em que são tomadas decisões que terão impacto evidente no resultado final.

Gostei bastante do início, em que ficamos a conhecer a arrogância e o cepticismo de Strange, que se vai dissipando à medida que começa a treinar com The Ancient One, uma poderosa feiticeira/guru/shaman, que consegue controlar o poder de determinadas dimensões. O filme está repleto de misticismo, ilusão e claro, ameaças constantes ao mundo como o conhecemos.

Sem entrar em grandes pormenores, o vilão é Kaecilius, um antigo aluno da Ancient One, que tenta recriar um ritual antigo, no sentido de abrir esta dimensão ao poder de Agamotto. Para tal, necessita de destruir os três Sanctums existentes na Terra, de forma a poder concluir essa missão. Quando tudo parece estar perdido, Strange acaba por entender a sua verdadeira vocação, deixando para trás o seu individualismo e aceitando o seu novo papel como Feiticeiro Supremo.

As cenas de acção são absolutamente soberbas, com destaque para a Dimensão dos Espelhos, bem complementadas por uma narrativa fluida e com alguns momentos cómicos. O elenco está repleto de bons actores, como tem sido apanágio da Marvel, o que acrescenta qualidade ao produto final. Gostei francamente do primeiro filme de Doctor Strange, que tem sequela confirmada. Há um equilíbrio entre enredo e acção, o que era fundamental num tipo de herói que luta essencialmente com magia e encantamentos.

Para terminar, recomendo apenas que aguardem pelos créditos finais, dado que existem duas cenas. Posso adiantar que uma está relacionada com Ragnarok e a outra com a sequela deste filme.

Ghostbusters

Três décadas após o original, os Ghostbusters regressam ao cinema, com um quarteto composto exclusivamente por mulheres. O enredo envolve uma estranha personagem,, que parece estar a criar um aparelho capaz de quebrar a fronteira entre o mundo dos vivos, trazendo para Nova Iorque (tinha de ser, certo?) os fantasmas.

Tudo começa na mansão Aldridge, um edifício do século 19, que vai ser palco da primeira aparição. Uma série de eventos vai despoletar o reencontro entre Abby e Erin, que mantêm uma divergência científica acentuada. A equipa começa a ser formada com o intuito de capturar uma entidade e provar ao Mundo as teorias que defendem. Para tal, vão recrutar Patty, uma funcionária do Metro e um recepcionista inesperado, de nome Kevin.

O filme está repleto de fan service ao original, com pequenas papéis reservados a Bill Murray, Dan Ackroyd, Ernie Hudson e Sigourney Weaver, entre outros. Existem algumas tentativas  interessantes de humor mas no geral, este remake fica muito aquém do esperado.

Temos uma batalha final muito interessante, num filme que é mediano, embora entretenha. Tendo em conta a receita de bilheteira, tenho muitas reservas que exista uma sequela, apesar de termos uma cena pós-créditos que está relacionada com o tópico.