Sharknado III

Fin Shepard está de volta para mais uma aventura repleta de tubarões, que se inicia na capital dos EUA, com o nosso herói a salvar o Presidente Mark Cuban. A premissa (se é que interessa) é simples, April está grávida e prestes a dar à luz, quando se dá uma série de sharknados que criam uma frente quente quase impenetrável. No meio de tanto perigo, só existe um homem capaz de derrotar os elementos e salvar a Humanidade. Sharknado 3 está francamente muito mau (o que é excelente), com participações especiais de Bo Derek, Chris Jericho, Michael Winslow, George R. R. Martin e o incomparável Hoff Man (David Hasselhoff), que interpreta o Coronel Shepard.

Nesta terceira aventura, temos o regresso de Nova, mais hardcore que nunca e que vai dizimar os tubarões de forma implacável. Existem mortes épicas, erros constantes, cenas over the top, narrativa sem nexo e claro interpretações tão hediondas que só funcionam neste tipo de filme. Vou evitar colocar spoilers mas visualizar tubarões no espaço tem de ficar na vossa memória certo? E preparem-se para muitas gargalhadas perante o ridículo que por vezes ocorre.

Se são adeptos de filmes de série B, com qualidade duvidosa, Sharknado é sem dúvida uma escolha acertada. A terceira aventura termina de forma interessante (em aberto) e segundo corre pela internet, o quarto episódio terá o enredo escolhido pelos fãs. Qual é o destino que gostariam de dar a Fin Shepard?

Terminator Genisys

A franchise do Terminator tem sido maltratada nos últimos dois filmes, que foram penosos e nada acrescentaram à narrativa. Pelo meio, tivémos uma série que apesar de mediana, conseguiu fazer bem mais pela saga, o que me coloca numa situação complexa para abordar Genisys, a mais recente aventura.

Houve uma tentativa de tornar o filme cool, com a adição de Emilia Clarke (Sarah Connor), Matt Smith (Skynet) e Jai Courtney (Kyle Reese), mantendo algumas das premissas iniciais do filme. A storyline é no início essencialmente a mesma: os rebeldes derrotam (aparentemente) as máquinas, que enviam um Exterminador para 1984, no sentido de eliminar Sarah Connor. Nessa  altura Kyle Reese voluntaria-se para regressar ao passado de forma a proteger a progenitora de John Connor, o líder da Resistência.

O grande twist começa a partir desta fase, com a transformação de Connor num novo tipo de Exterminador, algo que é visível nos trailers, não sendo dessa forma um spoiler. Há momentos interessantes, sobretudo com o humor de Schwarzenegger e algumas cenas de acção, nomedamente a batalha entre o T800 e T1000. Existe claramente uma tentativa de ligar os dois primeiros filmes, com a menção de Miles Dyson mas no geral Genisys está longe de ser um filme memorável.

Talvez a grande dificuldade esteja no facto dos dois primeiros filmes serem tão icónicos mas pessoalmente sinto que deveriam deixar esta franchise em suspensão criogénica durante pelo menos uma década. Apesar de ser melhor do que Rise of the Machines e Salvation, este filme é mediano e não trouxe nada de inovador para a narrativa. Por esse motivo, apenas posso recomendar a fãs da saga ou a quem pretenda ver um filme de acção.

Maggie

O fim da carreira política de Arnold Schwarzenegger forçou o seu regresso ao cinema, com uma série de projectos e filmes de qualidade duvidosa. Antes da estreia da nova aventura do Exterminador Implacável, Maggie foi apresentado no festival de Sundance e obteve excelentes críticas, o que me aguçou a curiosidade, dado que se trata de um filme relacionado com a temática dos zombies.

Wade Vogel traz para casa a sua filha, que foi infectada com um vírus que a transformará num zombie no espaço de duas semanas. A narrativa é enquadrada num mundo consumido por uma epidemia que transforma os humanos em criaturas canibais e sem razão. A sociedade convive com o flagelo, permitindo ás famílias passar os últimos dias com os infectados, antes de os eliminarem numa quarentena colectiva. Esta é a premissa de Maggie, um drama onde o pano de fundo são os zombies mas em que podíamos perfeitamente inserir uma doença terminal ou mesmo a eutanásia.

O filme aborda as relações humanas, a forma como lidamos com os últimos dias de existência e os limites que impomos a nós próprios em termos de sobrevivência. Abigail Breslin tem um excelente desempenho mas há que realçar a presença de Arnold Schwarzenegger que tem uma interpretação imponente durante todo o filme.

Maggie é um filme que não vai certamente ganhar Óscares ou facturar largos milhões na bilheteira (187 até ao momento) mas é um projecto muito interessante, com uma abordagem diferente e que me cativou. Por todos esses motivos, recomendo sem hesitação este drama acerca da transformação de uma adolescente em zombie.