The Theory of Everything

Baseado na biografia da primeira esposa de Stephen Hawking, chega ás salas de cinema “The Theory of Everything”, um excelente filme que valeu o Óscar a Eddie Redmayne. O enredo aborda o período compreendido entre a formação académica de Hawking, até ao período em que se muda definitivamente para os Estados Unidos.

Somos confrontados com o evoluir da sua condição médica, assim como da sua enorme vontade de viver e ultrapassar os vários obstáculos físicos resultantes da sua doença. Acima de tudo estamos perante uma experiência de vida, em que não conseguimos deixar de demonstrar empatia pelas personagens, naquilo que normalmente apelido de “filme de Óscares”. Recomendo vivamente que vejam este filme, que combina quase na perfeição o enredo com algumas noções de Física, sem entrar em pormenores técnicos.

Destaco igualmente a extraordinária interpretação de Felicity Jones, no papel de Jane Hawking, que recria quase na perfeição o drama de amar alguém com muitas limitações físicas, sem nunca perder o altruísmo e a força de vontade para manter unida a sua família. Para mim foi claramente um dos melhores filmes do ano até ao momento.

Top 5 – 2014

Este artigo está criado há alguns dias, no entanto optei por o disponibilizar apenas em 2015, meramente por uma questão logistica. Foi um ano interessante em termos cinematográficos, com algumas desilusões mas também com várias surpresas. Volto a referir que estas são as minhas escolhas, realizadas com base nas minhas preferências temáticas, pelo que é natural que tenham opinião distinta. Como habitualmente, podem partilhar as vossas escolhas na caixa de comentários abaixo indicada.

Resta agora esperar por 2015, altura em que vou comprovar se acertei nas minhas escolhas.

The Hobbit: Battle of the Five Armies

Eis que chega ao fim a trilogia do Hobbit, com a Batalha dos Cinco Exércitos. Este capítulo final é claramente o que tem mais acção mas entrei curioso em saber até que ponto a narrativa poderia ser afectada. No final das duas horas, confesso que não fiquei com a mesma sensação de realização que os dois anteriores filmes alcançaram, restando explicar os motivos.

Quem leu o Hobbit sabe que existiram várias alterações, o que me parece natural, tendo em conta que é uma adaptação. Aliás, sucedeu o mesmo no Senhor dos Anéis e todos sabemos o quão épica foi essa trilogia. No entanto, este terceiro filme é aquele que mais alterações introduz e nalguns casos confesso que não fiquei agradado. Como habitual, não vou colocar spoilers mas convido-vos a debater este tema na caixa de comentários.

A acção retoma com o ataque de Smaug a Esgaroth, sendo necessário defender a cidade, algo que é alcançado com sucesso mas a grande custo. A companhia dos anões encontra-se na fortaleza debaixo da Montanha, com uma riqueza inimaginável mas Thórin começa a ser afectado pela maldição do ouro, recuando na sua palavra de partilhar os recursos com os Humanos. Sem Smaug para guardar o tesouro, rapidamente corre a notícia pela Terra-Média o que leva a que Humanos e Elfos se dirijam à Montanha para reclamar “compensação” pelos danos e “recuperar relíquias antigas do povo elfo” respectivamente.

A narrativa passa então a focar-se em Gandalf e na sua luta com o misterioso feiticeiro, que acaba por revelar-se como sendo Sauron, permitindo a ponte para o Senhor dos Anéis, novamente com cenas que não fazem parte do livro do Hobbit. Nessa fase, temos igualmente a marcha dos Orcs rumo à Montanha, na tentativa de conquistar um local estratégico para a invasão da Terra Média. Segue-se uma batalha épica, como só Peter Jackson sabe recriar, repleta de cenas fantásticas e coreografadas à perfeição. Honestamente continuo sem compreender a adição de Legolas e Tauriel embora reconheça que tornam o filme mais apelativo para as massas, sobretudo porque trazem acção e uma ligação à trilogia do Senhor dos Anéis.

Para concluir, não sou fã da forma como Peter Jackson termina este filme, muito distante do livro e algo apressada, o que me leva a crer que a edição especial valerá certamente a pena. Considero que esta é a mais fraca das três aventuras mas recomendo a ida ao cinema, porque no global a Batalha dos Cinco Exércitos tem qualidade, embora me desiluda nalguns pontos.