Top 5 – 2010

A lista de 2009 foi fácil de elaborar e obteve uma unanimidade inquestionável. O mesmo não se pode aplica a 2010, dado que não assisti a todos os filmes que desejava.

Assim sendo, este artigo apenas vai apenas conter títulos que vi no cinema. Adicionalmente, parece-me justo salientar que Toy Story 3, The Social Network, 127 Hours, True Grit e Scott Pilgrim vão constar na minha “list of shame” para 2011. 

Megamind

Nesta fase, os filmes de animação são como o bolo-rei: vendem como se não houvesse amanhã. Desta vez, chega ás salas de cinema Megamind, um vilão convencional que tenta a todo o custo conquistar a cidade de Metro City e vencer o seu rival Metro Man (Superman ripoff anyone?).

Um dos seus planos maquiavélicos resulta na destruição do seu inimigo, deixando a cidade à sua mercê, mas o nosso vilão vai aprender da pior forma que não é suposto os maus vencerem. O facto de não existir um desafio ou adversário à altura faz com que Megamind sinta a necessidade de criar um superherói para realizar novas batalhas, mas o seu plano não vai correr da melhor forma.

Paralelamente, o vilão tenta conquistar Roxanne Ritchi, a repórter local, o que vai originar uma grande transformação no vilão mais perigoso de Metro City. Mais uma vez o 3D presente no filme é mínimo, embora a qualidade da animação seja excelente. As vozes utilizadas incluem nomes como Will Ferrell, Brad Pitt, Tina Fey, Jonah Hill e Ben Stiller e o enredo é interessante, embora recheado de clichés.

Pessoalmente, gostei mais de Despicable Me , mas sugiro uma ida ao cinema para acompanharem a aventura de Megamind.

Red

Bruce Willis, John Malkovich, Helen Mirren, Morgan Freeman, Mary-Louise Parker, Karl Urban e Richard Dreyfuss são alguns dos actores que fazem parte da constelação de estrelas que povoa a adaptação da novela gráfica Red. Presumo que os fãs da BD não tenham ficado muito satisfeitos, dado que a adaptação é bastante profunda, com a inclusão de várias personagens e um enredo diferente do original.

Como filme, estamos perante uma hora e meia de acção, em que os “velhotes” partem literalmente a loiça toda. Red significa “Retired Extremely Dangerous” e conta a história de Frank Moses, um antigo agente da CIA que lida com a reforma e a rotina diária. Tudo corre bem até o dia em que é atacado por uma equipa do Governo Americano. Frank reconhece o modus operandi e tenta descobrir o motivo pelo qual faz parte de um lista de alvos a abater.

Pelo caminho, vai envolver Sarah Ross, uma funcionária do estado responsável pelo pagamento da sua reforma e reunir-se com a sua antiga equipa, na tentativa de eliminar a ameaça. John Malkovich tem uma interpretação excelente e é responsável pelo (excelente) humor de Red. As cenas de acção são bem coreografadas e a acção decorre a um ritmo adequado.

Não é uma obra prima do género, mas estamos perante um filme que recomendo sem hesitação, excepção feita aos fãs da novela gráfica, que provavelmente ficarão desiludidos pelos motivos que enumerei.