Rango

Johnny Depp dá a voz a Rango, um camaleão “doméstico” que se perde no deserto de Mojave. A sua aventura vai levá-lo a um cidade perdida no tempo (Dirt), que atravessa um misterioso período de seca. Fruto da sua imaginação e capacidade de “inventar histórias”, Rango acaba por se tornar no xerife da cidade, assumindo a responsabilidade de desvendar este mistério.

Para o auxiliar, conta com a preciosa ajuda dos habitantes locais, com destaque para Priscilla, Beans e Roadkill. Os perigos são constantes e os inimigos acumulam-se, o que torna a tarefa do nosso “herói” ingrata. Será possível que sobreviva ás investidas dos predadores naturais ou sucumbirá ás mãos de Rattlesnake Jake, o fora de lei deste western animado?

Em primeiro lugar, é uma lufada de ar fresco ver um filme sem 3D, tendo ficado novamente comprovado que essa tecnologia é uma “gimmick” para aumentar os resultados de bilheteira. Estamos sem dúvida perante um western (adorei o pormenor do “Espírito” do Oeste), que tem os seus momentos cómicos, aliados a excelentes cenas de acção. Não destrona Despicable Me, que na minha opinião continua a ser o melhor filme de animação dos últimos 6 meses, mas proporciona 107 minutos de entretenimento.

As personagens são bem mais densas do que estaríamos à espera num filme do género, mas a simbiose funciona muito bem. O desenvolvimento de Rango é evidente desde a primeira cena até ao derradeiro frame e a interacção com as restantes personagens é excelente.

Aliás, por breves instantes quase que nos esquecemos que estamos a ver um filme de animação. Penso que esse é o maior elogio que posso fazer a Johnny Depp, perdão Rango.

Flickchart

Há cerca de dois meses que utilizo o Flickchart para criar o meu Top 20 de filmes preferidos. Através do registo neste site, temos a possibilidade de escolher um de dois filmes, numa espécie de batalha cinematográfica, que é posteriormente organizada através de um algoritmo.

Confesso que ainda não compreendi os critérios por detrás destas escolhas, mas podem consultar a minha actual lista acedendo a este link.

O actual Top 10 tem alguns filmes que não considero os meus preferidos (Faceoff WTF) , mas espero inverter esse cenário nas próximas semanas. Sugiro sem hesitação o registo e a utilização desta ferramenta, que pode ser configurada para utilização nas redes sociais, caso pretendam.

E claro, podem sempre adicionar-me à lista de amigos… bons filmes a todos!

Tron Legacy

Em 1982, TRON estreou nas salas de cinema e apesar de não ter sido um grande sucesso comercial, conseguiu marcar uma geração. Vinte e oito anos depois temos finalmente a sequela, com nova participação de Jeff Bridges e Bruce Boxleitner, o que é verdadeiramente épico.

O hype em redor do filme tinha vindo a aumentar nos últimos dois anos, quando surgiram as primeiras imagens na internet e na CES. Como é normal, neste tipo de projectos fica sempre a preocupação do CGI  ser o ponto principal de interesse, mas a Disney conseguiu manter o equilíbrio, como vão poder constatar.

TRON Legacy transporta-nos de volta à Rede e acompanha a viagem de Sam Flynn, na tentativa de resgatar o seu pai Kevin Flynn (Jeff Bridges), que continua a batalhar com CLU, o programa que tenta criar o sistema perfeito. Rapidamente nos apercebemos que a Rede evoluiu para uma sociedade repressiva, com regras rígidas e com uma organização extrema, mas que atingiu o seu limite.

A narrativa aborda com insistência a luta entre a perfeição (CLU) e o improviso humano (utilizadores), muito à semelhança do primeiro filme. Aliás, uma das principais críticas a realizar é precisamente a falta de inovação em termos de enredo, chegando a tornar-se previsível e repetitivo. A inexistência de 3D é outro factor que me irrita, não pela tecnologia em si (que abomino) mas pelo facto de cobrarem 2 euros por algo que não melhora minimamente a experiência.

A banda sonora dos Daft Punk é absolutamente soberba e eleva Tron a um patamar superior. A sonoridade encaixa perfeitamente neste mundo de motociclos e fatos luminosos e complementa a narrativa de forma quase perfeita. Aliás todo o mundo da Rede está especialmente bem representado, com um guarda roupa digno e um ambiente muito high tech.

Confesso que o filme é bem melhor do que estava à espera, apesar dos pontos negativos que frisei. Tenho quase a certeza, que à semelhança do original, apenas irá apelar a um público alvo específico, mas recomendo claramente uma ida ao cinema. E com este artigo provei que consigo falar objectivamente sobre o filme, sem mencionar a espantosa, deusa…  Olivia Wilde.