Despicable Me

Gru é um vilão em fase descendente da carreira, que vai ser forçado a engendrar um plano diabólico para superar o mais recente roubo de Vector, o vilão do momento. A escolha recai na tentativa de roubar a Lua e voltar ás boas graças do mundo do Crime, que começa a duvidar das capacidades do nosso vilão.

O enredo está montado e é com base nesta premissa que o filme toma forma. Com o seu exército de Minions e com ajuda de Dr Nefario, Gru vai adoptar três crianças, que irão desempenhar um papel fundamental no desenrolar da aventura. Despicable Me tem uma excelente panóplia de vozes (Steve Carell, Jason Segel, Julie Andrews, Will Arnett entre outros) e momentos cómicos verdadeiramente deliciosos.

Recomendo sem hesitação este filme, que consegue reunir boa animação 3D, comédia e aventura non stop, estando já confirmada uma sequela. E a melhor parte é que podem visionar a versão original em toda a sua glória. Apesar de não atingir o nível de Up, vale bem a pena gastar o dinheiro do bilhete e ser catapultado para o Universo dos vilões mais bonzinhos do Mundo da Animação.

Resident Evil: Afterlife

Segundo se recordam, os nossos heróis continuam a tentar chegar ao Alasca, mais concretamente a Arcadia, último local habitado pelo Homem. A aventura anterior tinha ficado aquém das expectativas, o que coloca a grande questão: será Aflterlife melhor?

A resposta é curta e simples: NÃO. É insuficiente manter os actores e adicionar Wentworth Miller para termos um bom filme. Falta enredo e acção para “prender” o espectador ao écran, para além de que o 3D me começa a irritar profundamente. Não traz nada de novo ao filme, servindo apenas para cobrar mais 2 euros por bilhete e aumentar as receitas dos estúdios.

No que diz respeito ao produto final, apresenta alguns pormenores interessantes (não vou nomear para evitar spoilers) mas no global é fraco e dificilmente fará furor em termos de bilheteira.

Gosto muito da Milla Jovovich, mas tudo o resto à sua volta é fraco e deprimente. Afterlife tem o seu público alvo nos fãs do jogo e de filmes de zombies. O final antevê a continuação da saga, por isso preparem-se, que o sofrimento ainda não acabou.

Predators

Em Março deste ano vi uma entrevista de Robert Rodriguez em Austin, onde prometia o regresso do franchise de Predador em toda a sua glória. O elenco escolhido incluía nomes como Adrien Brody, Topher Grace, Danny Trejo e Alice Braga, antevendo um filme de qualidade.

Confesso que os dois filmes de AVP me deixaram à beira de um ataque de nervos, conspurcando por completo algo que é quase sagrado. Mas passemos ao que realmente interessa: a minha opinião acerca desta nova aventura.

A premissa é completamente diferente, dado que a acção decorre num outro planeta, que é utilizado para caça e treino dos Predadores. Ao bom estilo de filmes do género, não existem muitas explicações sobre o passado dos “heróis”.

Essencialmente acompanhamos a luta pela sobrevivência, com elementos novos a serem adicionados de forma subtil (vou evitar os spoilers). As cenas de acção ficam reservadas quase na totalidade para a segunda metade do filme, seguindo sempre uma linha muito semelhante ao do primeiro filme.

Os pequenos detalhes, como a música de fundo ser a mesma do original ou as referência à aventura de Dutch na Guatemala são sempre uma mais valia e o Long Tall Sally nos créditos finais assenta que nem uma luva. Quanto ao filme, está longe de ser brilhante, apesar de proporcionar uma hora e meia de diversão.

Não gostei particularmente do facto de existirem duas facções de Predadores (Berserker e Classic/Tracker), assim como do final, que considero apressado e demasiado “colado” ao filme original. Até poderia considerar uma homenagem interessante mas não tem o efeito esperado.

Para terminar, parece-me evidente que este filme irá apenas interessar aos fãs da saga, embora o coloque num patamar inferior ás duas aventuras anteriores.