The Sorcerer´s Apprentice

A Disney resolveu fazer a sua versão de um filme de feiticeiros, com algum perfume de “Fantasia” pelo meio. A essa ideia juntaram Nicholas Cage, Alfred Molina e Monica Belluci e tentaram fazer algo de apelativo.

O resultado final não é particularmente feliz, apesar de ser um filme direccionado para uma audiência muito jovem. Tem alguns efeitos especiais bem conseguidos, humor qb e interpretações razoáveis mas é uma gota no oceano,  que passará despercebido por este final de Verão.

O enredo consiste numa luta entre o Bem e o Mal, com os defensores de Merlin a tentarem evitar que a maligna Morgana Le Fay lançe um feitiço que destruirá a Humanidade como a conhecemos.

The Sorcerer´s Apprentice está repleto de clichés e nunca ultrapassa o mediano. Não é um filme que sugira, mesmo para quem utiliza Zon Card como eu, excepção feita a quem tiver filhos.

No entanto, foi curioso verificar que na sessão das 21h30 a sala estava quase cheia, em grande parte devido a crianças entre os 6 e os 15 anos.

É a magia do cinema!

The Expendables I

Para quem nasceu em 1978 e passou a sua juventude nos clubes de vídeo a ver filmes de acção, nada poderia ser melhor do que o conceito de “The Expendables”. Sylvester Stallone realiza e protagoniza esta aventura, que reúne grande parte dos ícones da geração de 80 e 90. Existe algo mais épico do que Stallone, Willis, Schwarzenegger, Jet Li, Statham, Lundgren, Rourke e Roberts num só filme? Que ainda por cima é uma clara homenagem ao género de acção, em que o enredo é secundário e as mortes se sucedem a um ritmo frenético e surreal! Parece-me que não 😈

É evidente que The Expendables não vai ganhar prémios ou a simpatia dos críticos, mas posso assegurar-vos que irá proporcionar uma hora e meia de pura diversão e testosterona. As cenas de acção estão bem coreografadas e as cenas gore sucedem-se de forma impressionante, arrancado gargalhadas de prazer em vários momentos. Os actores estão velhos e representam a velha guarda (excepção feita a Jason Statham) mas nem por isso deixo de recomendar aos fãs do género. Todos os restantes, devem direccionar a sua atenção para outros filmes, dado que pouco ou nada irão retirar de positivo.

Tendo em conta o seu sucesso nas bilheteiras, correm rumores de uma sequela e já existem mais nomes a circular na net. E confesso estar entusiasmado quando se fala em Seagal, Van Damme, Dwayne Johnson e Carl Weathers para a próxima aventura de Barney Ross & Companhia.

Avatar, The Last Airbender

M. Night Shyamalan é o realizador encarregue de transpor a famosa série americana para o cinema. O hype gerado pelo filme foi enorme, mas infelizmente os meus maiores receios foram confirmados: grande parte do enredo fica “esquecido” e o filme é dominado por efeitos especiais (que são excelentes BTW), desvirtuando por completo a obra de Michael Dante DiMartino.

O filme até começa relativamente bem, com uma pequena introdução ao Mundo dos Quatro Elementos mas rapidamente entramos num ritmo frenético, em que Aang tenta evitar a guerra e vencer a Nação do Fogo. Poucas explicações são fornecidas em termos de enredo, embora sejamos ocasionalmente presenteados com fragmentos do passado do nosso herói.

Faço uma pequena nota para informar que a partir desta fase vão começar os spoilers. O filme relata parte da viagem de Aang no sentido de se tornar no Avatar, o único ser capaz de controlar os 4 elementos. Apesar de ter sido o escolhido, o jovem herói não termina o seu treino e foge, permanecendo “congelado” durante cerca de 100 anos, após um acidente. Durante esse período a Nação do Fogo inicia uma violenta guerra e extermina todos os membros da Nação do Ar, na esperança de impedir o renascimento do Avatar. Como em qualquer boa história de animação, a Natureza encontra sempre forma de manter equilíbrio e Katara e Sokka vão ajudar o nosso herói na sua demanda.

Esta é essencialmente a premissa deste filme, que termina sensivelmente a meio da aventura. É evidente que teremos uma sequela, o que me deixa algo confuso em relação à abordagem de Shyamalan. Não faz sentido que o enredo seja direccionado a fãs da série, omitindo pontos importantes.  As receitas do filme ascendem neste momento a 129 milhões, o que prova a minha teoria.

Em suma, estamos perante um filme que não vai agradar à grande maioria dos cinéfilos, excepção feita a quem gosta da série animada. Vale essencialmente pelos efeitos especiais, dado que o 3D é muito fraco, para não variar. Aliás, esta “brincadeira” da ZON em cobrar 2 euros a mais pelo visionamento 3D é uma palhaçada… e só por si valeria um novo post!