The Beekeper

O primeiro acto introduz Eloise Parker, uma professora que é vítima de um ataque cibernético, perdendo todas as poupanças pessoais e da instituicáo de caridade que gere.

Adam Clay é um apicultor, que arrenda um espaço na quinta de Eloise e que confrontado com o seu suícidio, resolve punir os responsáveis. Esta é a premissa da narrativa, que retira alguma inspiração da saga John Wick. Ficamos igualmente a saber que Clay é um agente reformado de uma organização conhecida como The Beekeeper, que opera sem qualquer supervisáo, com o intuito de manter a ordem na sociedade.

A partir deste momento, tem início a uma sequencia de eventos, que resulta na destruiçáo das instalações dos scammers. Mas o nosso herói pretende chegar ao topo da organização, que é liderado por um elemento que é considerado intocável. O segundo acto coloca novos obstáculos ao nosso herói, que irá ter um confronto com o seu substituto, para além das equipas de SWAT e Forças Especiais. As cenas de açáo estáo bem coreografadas e a personagem de Clay está ao nível de Wick ou Robert McCall, no que diz respeito a invincibilidade. Se procuram um bom filme pipoca, esta é sem dúvida uma excelente escolha.

Para terminar, apenas destacar o elenco, que conta com Emmy Raver-Lampman, Minnie Driver, Jeremy Irons e Josh Hutcherson, nos papéis principais.

Mediano
70%

Damsel

Millie Bobby Brown continua a ser a estrela mais em voga na plataforma da Netflix. Desta vez, o projecto foca-se no reino de Aurea e a sua invulgar ligação a um dragão. O primeiro acto introduz Elodie, a jovem filha de Lord Bayford, que recebe uma proposta de casamento do Príncipe Henry, herdeiro do trono.

A escassez de recursos e o clima feroz do Norte torna irrecusável a proposta, que permite alimentar e garantir a sobrevivência de toda a região. A chegada do clã Bayford à corte real é celebrada de forma efusiva, embora seja evidente a existência de um segredo obscuro, que sustenta este matrimônio de conveniência.

O segundo acto explora precisamente esse ponto, que culmina com a revelação do acordo realizado entre a família Real e o Dragão. Damsel tem uma narrativa simples e previsível, mas garante entretenimento. Diria no entanto que o leque de actores de qualidade, dos quais destaco Ray Winstone, Shohreh Aghdashloo e Angela Bassett merecia um produto final mais refinado.

Parece-me importante salientar que parte do filme foi filmado em Portugal, nomeadamente no Douro e Batalha. Se procuram aquele filme pipoca, típico de domingo, esta é sem dúvida uma escolha acertada.

Mediano
65%

Marvels

O trigésimo terceiro filme da MCU traz-nos a sequela de Captain Marvel, integrando duas personagens provenientes da série Wandavision e Miss Marvel. A narrativa foca-se nos eventos que ocorrem após a destruição da Supreme Intelligence, que converte o planeta Hala num local inóspito.

O novo líder dos Kree, Dar-Benn opta por localizar e adquirir as Quantum Bands, que são essencialmente braceletes que detém um poder cósmico capaz de criar ruptura no tecido do espaço-tempo. O primeiro acto informa o espectador dos efeitos da utilização de uma das braceletes, criando problemas nos vários pontos de viagem intergaláctica, que afectam a SABER, a estação espacial onde Nick Fury monitoriza e mantém a paz na galáxia.

Adicionalmente, os poderes de Captain Marvel, Miss Marvel e Monica Rambeau estão interligados com a energia produzida pelas Quantum Bands, criando alguns momentos hilariantes, em que são teletransportadas para as coordenadas em que são activados os poderes. Há uma componente cómica, que caracteriza a MCU, que fica a cargo da família de Kamala e dos Flerken, convertendo-se num dos pontos altos deste projeto.

Dito isto, existem momentos menos positivos, mais especificamente a parte musical no planeta Aladna e o vilão, que nunca consegue ser particularmente convincente nas suas intenções. A sinergia entre as três personagens principais é competente mas, no global, Marvels é um filme mediano, que não se destaca face ao que foi lançado mais recentemente no universo da MCU.

Sem colocar spoilers, destaque para a derradeira cena, que menciona a criação dos Young Avengers e para a cena pós créditos, que pode servir de catapulta para a introdução dos X-Men na MCU. Para terminar, apenas salientar que prefiro o primeiro filme, embora reconheça que esta sequela pode vir a ser relevante para alguns eventos futuros que vão ocorrer na MCU.

Mediano
65%