Top 5 – 2023

O final da pandemia poderia ter influenciado os meus hábitos cinematográficos, mas a realidade é que continuo a utilizar maioritariamente as plataformas de stream para consumo de filmes e séries. Dito isto, estou a visionar os filmes com vários meses de atraso, mas com o meu actual backlog, consigo facilmente manter um ritmo consistente de conteúdo para este espaço.

Em 2023, estes foram os filmes que conquistaram, por mérito próprio, um lugar de destaque no Top 5. Quero apenas deixar uma menção honrosa para Tenet, Dead Reckoning Part One e Bullet Train, que embora tenham ficado de fora, são projetos absolutamente recomendados.

A Haunting in Venice

Após a aventura no Nilo, o belga mais famoso do Mundo escolhe Veneza para usufruir da sua reforma. O primeiro acto transporta-nos para 1947, introduzindo o quotidiano de Poirot, que contratou os serviços de Vitale Portfoglio para sua proteção. A pacata existência, com a busca pelos prazeres simples da vida, parece ter seduzido o o ex-detective, que se encontra claramente desiludido com o rumo da Humanidade.

Na véspera de Halloween, Ariadne Oliver faz uma visita, para apresentar um desafio ás células cinzentas do belga mais conhecido do Mundo. Essencialmente, pretende assistência para identificar os métodos fraudulentos de Joyce Reynolds, uma psíquica que afirma conseguir falar com os espíritos. De forma algo relutante, Poirot concorda deslocar-se ao local escolhido, um ex-orfanato, que serve de residência para Rowena Drake, uma famosa cantora de ópera que perdeu recentemente a sua filha.

Poirot consegue rapidamente expor alguns dos truques da psíquica, que propõe uma segunda sessão, para tentar obter informação adicional acerca da morte da jovem. Lamentavelmente, Joyce Reynolds acaba por ser assassinada, em circunstâncias peculiares, o que leva ao início de uma investigação, que terá ramificações inesperadas.  O segundo acto foca-se na investigação e nos elementos paranormais que envolvem este crime, que coloca à prova as capacidades do detective belga.

Sem colocar spoilers, posso adiantar que o desfecho é distinto da obra literária (Halloween’s Party) de Agatha Christie, assim como da série televisiva. Na minha opinião, é o filme mais fraco da trilogia de Kenneth Branagh, mas continua a proporcionar uma experiência positiva. O elenco é competente, destacando-se os nomes de Kyle Allen, Camille Cottin, Jamie Dornan, Tina Fey, Jude Hill,  Emma Laird, Kelly Reilly, Riccardo Scamarcio e Michelle Yeoh.

Se procuram uma adaptação fiel à obra literária, esta não é a melhor opção. No entanto, estamos perante um filme interessante, que explora o sobrenatural e coloca à prova as capacidades dedutivas do ilustre e único Hercule Poirot. A derradeira cena do filme deixa em aberto a possibilidade de uma nova aventura, que ainda não tem qualquer confirmação oficial.

Mediano
68%

Blue Beetle

Surpreendentemente, a DC manteve a decisão de lançar este projeto, que introduz Jaime Reyes, um jovem hispânico que vai ser escolhido como receptáculo humano pelo Scarab, um artefacto antigo que sustenta um poder tecnológico inigualável.

O primeiro acto introduz Victoria Kord, CEO da Kord Industries, que recolhe o artefacto numa parte remota da Antárctida. O objetivo é utilizar o código fonte e replicar a tecnologia no projecto OMAC (One Man Army Corps), gerando um valor incalculável de receita para a empresa.

Jenny Kord, a filha do falecido Ted Kord, descobre as intenções da sua madrasta e rouba o Scarab, que fica temporariamente na posse de Jaime Reyes, a seu pedido. Este filme, um pouco à semelhança do primeiro Shazam, tem uma componente de humor, que é bem complementada pelos diversos elementos da família, com destaque para Rudy Reyes.

Temos diversos momentos de ação, em que Blue Beetle defronta Ignacio Carapax,  que tem o fato OMAC original, o que lhe permite medir força com o nosso herói. Adicionalmente, vamos conhecer a identidade do primeiro Blue Beetle, numa excelente referência aos comics dos anos 40.

Como habitualmente, vou evitar os spoilers, mas diria que este filme garante entretenimento, embora nunca atinja uma patamar muito elevado. Gosto da componente familiar que rodeia o filme, assim como a introdução da  tecnologia do Blue Beetle original, que, à semelhança de Batman,  não tinha qualquer super-poder.

Existem duas cenas pós-créditos, que lançariam uma potencial sequela, algo que dificilmente irá ocorrer, face aos resultados de bilheteira deste filme.

Mediano
68%