Super Pets

Krypto é um labrador que faz companhia a Kal-El na sua viagem para a Terra. Essa relação vai sendo reforçada ao longo dos anos, até ao ponto em que se converte no seu parceiro de luta contra o crime.

A narrativa foca-se na entrada de Lois na vida do Super-Homem, retirando protagonismo ao nosso herói canino, que acaba por reagir de forma menos positiva. Para complicar ainda mais o cenário, Lex Luthor tenta extrair “orange kryptonite” de um cometa que se encontra próximo do planeta Terra.

Com a preciosa ajuda de Krypto e da Justice League, os seus planos são frustados, mas Lulu, um porquinho da índia, consegue utilizar esse minério para ganhar poderes, convertendo-se na vilã desta aventura. Ao longo da narrativa, o nosso herói canino terá de ultrapassar inúmeros desafios, sem os seus poderes, que foram inibidos precisamente pela ingestão de “orange kryptonite”.

Há uma componente cómica constante, que funciona bem, mostrando um lado mais divertido de vários dos membros da Justice League. Tenho obviamente de destacar a presença de Keanu Reeves, no papel de Batman, convertendo-se  num dos momentos altos de Super Pets. Dwayne Johnson, Kevin Hart e Kate McKinnon são os maiores destaques, num elenco composto por nomes como John Krasinski, Diogo Luna, Ben Schwartz,  Olivia Wilde e Keith David.

Super Pets é sem dúvida um filme divertido, que garante entretenimento, merecendo a minha recomendação.

Mediano
68%

Guardians of the Galaxy Vol.3

O arco narrativo desta equipa chega ao fim na MCU, fechando vários arcos narrativos associados a vários dos elementos dos Guardiões. James Gunn manteve a essência da franquia, integrando a narrativa com uma narrativa mais dark, que envolve o High Evolutionary e a génese de Rocket.

O primeiro acto reintroduz Adam Warlock, que continua a seguir as ordens de Ayesha. Os Guardiões continuam a reconstruir Knowhere, com a ajuda de Cosmo e Kraglin, mas são impotentes para deter Warlock, que deixa Rocket em risco de vida. Esta é a premissa que sustenta este filme, unindo a equipa numa derradeira missão, que visa salvar o guaxinim mais inteligente do Universo. Paralelamente, quase todos os elementos tentam ultrapassar crises pessoais, humanizando de forma quase perfeita Peter Quill, Nebula, Mantis, Gamora e Kraglin.

A primeira missão decorre numas instalações da Orgocorp, a empresa responsável pelo código genético de Rocket e que possuem a cura para a sua condição. Inesperadamente, Gamora vai fazer parte desta missão, a pedido dos Ravagers, criando momentos únicos na sua interação com Quill e Nebula. Destaque para a participação especial de Nathan Fillion, no papel de Master Karj e para Stallone (Stakar Ogord), mantendo a tradição de nomes sonantes na MCU.

Na minha opinião, a parte mais épica do filme decorre em Counter-Earth, em que ocorrem as cenas de ação mais relevantes e assistimos ao embate entre Rocket e The High Evolutionary. São encerrados  diversos arcos narrativos, que conferem um propósito a cada um dos elementos dos Guardiões. Sem colocar spoilers, gostei do desfecho, que mantém uma abordagem realista e que faz sentido face ás características das personagens.

Como ponto negativo, tenho de destacar a personagem de Adam Warlock, que funciona como um comic release, embora tenha o seu arco redentor no acto final. Adicionalmente, a batalha final com o vilão é demasiado curta, embora compreenda a abordagem de Gunn, que se foca muito em Rocket e na sua experiência de vida.

Não existem filmes perfeitos mas este terceiro volume termina numa nota muito elevada e representa sem dúvida o melhor filme da MCU nos últimos 18 meses. Existem duas cenas pós-créditos, que sugerem o regresso de Star Lord e introduzem os novos Guardiões, com a adição de Phyla-Vell e Adam Warlock.

Bom
80%

Day Shift

Bud Jablonski tem um negócio de limpeza de piscinas, que é uma fachada para a sua verdadeira ocupação: caçar vampiros. Esta premissa pressupõe o típico b-movie, com uma pitada de humor e algumas cenas gore, sendo precisamente isso que ocorre, durante os 114 minutos de Day Shift.

J.J. Perry é o realizador deste filme, que garante entretenimento, sem nunca se levar demasiado a sério. O primeiro acto introduz o nosso herói, numa cena épica, que será fundamental para o desenvolvimento da narrativa. Após derrotar dois vampiros, Jablonski recolhe os dentes caninos, para posterior venda no mercado negro. É nesta altura que somos enquadrados acerca do seu passado, que resultou na expulsão do Sindicatos de Caçadores, por desrespeito ás regras.

Com a preciosa ajuda do seu ex-parceiro, Big John Elliot, o nosso herói consegue uma vaga no turno diurno, com o objetivo de pagar algumas dívidas e impedir a mudança da sua família para a Florida. Conforme mencionei no parágrafo inicial, o humor é uma constante, o que viabiliza o clássico parceiro inexperiente, que tem uma obsessão por seguir as regras.

O elenco é liderado por Jamie Foxx, mas conta igualmente com Dave Franco, Karla Souza e Meagan Good, sem esquecer a participação especial de Snoop Dogg, Scott Adkins e Peter Stormare. Como é apanágio, vou evitar os spoilers mas se procuram duas horas de diversão, sem grande densidade narrativa, Day Shift é uma escolha incontornável.

Este filme está disponível via Netflix e até ao momento não existem planos para uma sequela. 

Mediano
68%