Catwoman: Hunted

O quadragésimo quarto filme de animação da DC foca-se na personagem de Selina Kyle, mais conhecida por Catwoman. Curiosamente, é um estúdio nipónico (OLM) que foi encarregue da animação, sendo notória a influência anime ao longo desta aventura.

O primeiro acto decorre numa festa, em que Catwoman vai infiltrar-se como convidada, com o objetivo de furtar uma esmeralda designada como “Cat´s Eye”. Tudo corre de acordo com o plano, até ao derradeiro momento final, em que um alarme é disparado, dando início a uma fuga épica, que envolve uma perseguição automóvel dos capangas de Barbara Minerva.

Posteriormente, é introduzida a personagem de Batwoman na narrativa, que será uma aliada improvável de Selina Kyle, numa missão que envolve a organização criminosa Leviathan. A ação é constante, sendo complementada com alguns momentos de humor, que ajudam a quebrar alguma da tensão decorrente das batalhas constantes.

Temos o aparecimento de uma série de vilões, dos quais destaco Cheshire, Nosferata, Black Mask, Mister Yakuza, La Dama, Whale e Solomon Grundy, que irão colocar à prova o duo composto por Catwoman e Batwoman. O terceiro e derradeiro acto integram a batalha final entre Selina e a aparente líder da organização Leviathan, que culmina de forma satisfatória.

Confesso que os mais recentes projetos de animação da DC ficaram aquém das minhas expectativas, embora considere este filme superior a Beware My Power. O final deixa em aberto uma potencial sequela, algo que seria interessante, dado que sou um fã do arco narrativo associado à Leviathan.

Mediano
66%

Operation Fortune

Guy Ritchie é o responsável por este projeto, que junta um elenco de luxo, dos quais destaco Jason Statham, Hugh Grant, Aubrey Plaza, Josh Hartnett, Eddie Marsan e Cary Elwes. A narrativa é repleta de clichés mas consiste na necessidade de recuperar uma arma designada como The Handle, que se encontra na posse de um grupo de criminosos ucranianos.

O Governo Britânico contrata Nathan Jasmine para este missão, que o irá colocar no encalço de Greg Simmonds, um traficante de armas que pretende vende o item ao maior licitador. Operation Fortune retira muita inspiração de franquias como Missão Impossível, mantendo a lógica de uma equipa composta por um hacker informático e dois operacionais de terreno com predileção clara pela violência gratuita.

Este é o típico filme de ação de Statham, que se destaca no papel de Orson e participa em cenas de ação brutais, que incorporam algum humor, algo igualmente característico nos projetos de Guy Ritchie. Se procuram o típico filme-pipoca, esta é sem dúvida a escolha perfeita para uma tarde de domingo.

Na minha opinião, Operation Fortune garante a quota ideal de entretenimento, apesar de ter uma narrativa francamente previsível. Apesar de estar longe de ser brilhante, este é sem dúvida um filme que recomendo sem hesitação.

Mediano
70%

Everything Everywhere All at Once

Rotulado como uma comédia dramática focada numa temática de ficção científica, este filme arrebatou os Óscares de 2023. A produção ficou a cargo dos irmãos Russo, cabendo a Daniel Kwan e Daniel Scheinert o argumento e realização.

A narrativa foca-se em Evelyn Quan Wang, uma emigrante chinesa que tenta ser bem sucedida no competitivo mercado capitalista dos Estados Unidos. O negócio não corre particularmente bem, o que gera a necessidade de uma inspecção por parte das Finanças, dando início a uma sequência de eventos que a fará tomar conhecimento de Alpha-Waymond, uma versão do seu marido, que é proveniente do Alphaverse.

Ficamos a saber que existe uma vilã, apelida como Jobu Tupaki, que está a destruir universos, por motivos que irei manter no anonimato. Este filme explora de forma muito simples temas complexos, tais como a depressão, a forma como a homosexualidade é encarada por culturas mais tradicionais e a próprio sentido da vida, numa perspectiva de sucesso profissional e evolução humana.

As interpretações de Michelle Yeoh , Stephanie Hsu, Ke Huy Quan, Jamie Lee Curtis e James Hong são uma mais valia para uma narrativa, que em certos momentos nos leva para cenários e universos que podem retirar alguns espectadores do filme. Pessoalmente, considero que Everything Everywhere All at Once não necessita de 140 minutos, embora o derradeiro acto esteja muito bem conseguido e transmita uma mensagem positiva e de esperança.

De forma a evitar spoilers, vou focar-me pouco nos detalhes do enredo, mas posso adiantar que Evelyn vai ser capaz de sentir os inúmeros multi-versos de forma simultânea, o que lhe permite aceder ao conhecimento e capacidades inatas de todas as suas versões. Existem momentos que nos fazem recordar o filme original de The Matrix, sendo igualmente relevante destacar as coreografias de luta, que estão muito bem conseguidas.

Esta é sem dúvida uma experiência diferente, que não irá de encontro ás expectativas de todos, mas que se revelou interessante para mim. Por esse motivo, termino com uma avaliação positiva e faço a recomendação, salientando as virtudes deste inesperado projeto.

Bom
74%