The Hunger Games

Lentamente a minha “lista da vergonha” vai sendo percorrida. Tive finalmente oportunidade de assistir ao primeiro filme da saga e vou partilhar a minha opinião sobre o tema.

A obra de Suzanne Collins serve de inspiração para este universo distópico, em que a Nação de Panem está dividida em doze distritos. No primeiro acto ficamos a compreender a hierarquia social, assim como os eventos que levaram a uma revolta e à eliminação do décimo terceiro Distrito.

Como forma de tributo, é celebrado anualmente os Hunger Games, que são essencialmente um sorteio, em que são escolhidos dois jovens de cada distrito, para combater numa arena até à morte. Para tornar o cenário ainda mais surreal, apenas pode existir um vencedor, que se converte num símbolo e no treinador/conselheiro para as gerações futuras deste evento.

Katniss Everdeen é uma jovem do Distrito 12, que se voluntaria para os Jogos, de forma a salvar a sua irmã mais nova, que foi sorteada para a edição 74. Peeta Mellark é o outro jovem que a acompanha, por motivos totalmente distintos mas que serão revelados ao longo do filme.

Adicionalmente, existe uma ligação entre ambos, que será desenvolvida ao longo da narrativa. O primeiro acto consegue envolver-nos neste mundo, mostrando as assimetrias entre a pobreza dos vários distritos, sobretudo quando comparado com o luxo da capital, que interpreta os jogos como pura diversão e entretenimento. Existem igualmente inúmeros jogos de bastidores, que implicam apoio por parte de patrocinadores, o que fará toda a diferença em termos de sobrevivência.

A floresta é o cenário escolhido para a batalha, em que serão forjadas alianças, assim como traições inesperadas. Não vou obviamente divulgar o desfecho, mas posso salientar que será algo relevante e que irá sustentar a narrativa para o filme seguinte.

Jennifer Lawrence, Josh Hutcherson, Liam Hemnsworth, Elizabeth Banks, Woody Harrelson, Stanley Tucci, Donald Sutherland e Lenny Kravitz são as personagens mais relevantes deste primeiro filme, que retrata muito bem a ambiguidade desta sociedade, dando início a uma revolução que será liderada por Katniss.

Mediano
70%

Guns Akimbo

Num futuro distópico, um “fight club” denominado Skizm torna-se extremamente popular, através do streaming destes embates mortais. Miles Lee Harris é um programador, que tem o hábito de perseguir online trolls, o que se revela fatal para as suas aspirações. As suas ações chamam a atenção do fundador de Riktor, o fundador da plataforma, que desenvolve um plano macabro, que vai colocar Miles a lutar contra Nix, a campeã em título.

Para complicar ainda mais a situação, são aparafusadas duas pistolas ás suas mãos, com 100 balas, o que cria uma dificuldade acrescida, levando a perseguições com a polícia e o pânico generalizado aquando da sua presença na rua. Guns Akimbo tem uma componente humorística, aliada a uma vertente psicopata, que complementa a narrativa, que é simples e incisiva.

Contem com muitas cenas sangrentas e momentos memoráveis, sobretudo com o assalto final e a batalha com Dane, Effie e Fuckface.  Daniel Radcliffe, Samara Weaving, Ned Dennehy e Natasha Liu Bordizzo são os actores principais de um filme que garante entretenimento e uma experiência agradável.

Dito isto, tenham em consideração que Guns Akimbo está longe de ser memorável mas é uma boa escolha para quem pretende 90 minutos de diversão pura.

Mediano
68%

Black Panther : Wakanda Forever

O filme original é sem dúvida um dos meus preferidos da MCU, tendo criado um enorme entusiasmo para a sequela. No entanto, o desaparecimento precoce de Chadwick Boseman criou um enorme desafio narrativo.. O caminho escolhido esteve longe de ser consensual, mantendo uma conexão evidente com os comics, com a passagem de testemunho para a sua irmã, Shuri.

Na minha opinião, o grande tema de Wakanda Forever é a forma como somos moldados após a perda de entes queridos. Existem vários tributos à memória de T’Challa ao longo da narrativa, que introduz K’uk’ulkan, o Deus Serpente, que será o antagonista desta aventura.

Namor, igualmente conhecido como Sub-Mariner, é adaptado dos comics de uma forma muito livre, sendo apresentado como um poderoso mutante que pretende repelir os humanos do seu território, forjando uma aliança com Wakanda. A sua proposta consiste em raptar Riri Williams, a cientista responsável pela criação de um radar que localiza vibranium.

Escusado será dizer que a Rainha Ramona recusa as pretensões de Namor, dando início a um conflito que irá mudar radicalmente o futuro de Wakanda e da sua população. As cenas de ação estão excelentes, como é apanágio da MCU, bem equilibradas com alguns momentos de humor, que ficam, maioritariamente, a cargo de Riri e Everett K.Ross.

Gostei igualmente da participação de Valentina Allegra de Fontaine e a introdução das Midnight Angels, numa clara referência aos comics. No entanto, diria que a narrativa acaba por ser o ponto mais fraco desta sequela. A transformação de Shuri é demasiado rápida, falhando em explicar a sua ligação a Kilonger. Paralelamente, não sou fã da adaptação de Namor, que apresenta claras ligações aos Incas e Mais, assim como a escolha do tom azul para representar a civilização Talokan. Adicionalmente, considero que personagens como Attuma, Ross e Ayo poderiam ter tido um papel mais relevante, num filme que tem os seus momentos mas que é inferior ao original.

No entanto, existe muito de positivo para apreciar nesta sequela, que tem um final interessante e que deixa em aberto o futuro de Wakanda. Existe apenas uma cena pós-créditos, que tem a derradeira homenagem a T’Challa. Confesso que fico muito curioso em saber se Black Panther será uma trilogia e qual o caminho a seguir para um potencial terceiro filme.

Mediano
70%