Glass Onion: A Knives Out Mystery

Miles Bron, o CEO da empresa de tecnologia Alpha, organiza um jogo de mistério na sua ilha privada, durante o pico da pandemia. Os convidados são os seus cinco amigos mais chegados e Benoit Blanc, o nosso investigador privado favorito. O grupo é composto por um cientista (Lionel), um governador (Claire), uma designer de moda (Birdie), a co-fundadora da empresa (Andi) e um streamer (Duke).

A ligação entre as personagens vai sendo partilhada de forma inteligente, ao longo da narrativa, revelando uma teia de mistério que resultará no assassinato de um dos presentes. A componente humorística continua presente, complementando a narrativa, que é na minha opinião o ponto mais forte desta aventura.

No segundo acto vamos tomar conhecimento da história de Glass Onion, que está ligado de forma profunda a todos os eventos que ocorrem e, uma vez mais, temos um elenco de peso, em que se destacam Daniel Craig, Edward Norton, Kate Hudson, Jessica Henwick, Dave Bautista, Leslie Odom Jr Ethan Hawke.

Gostei particularmente do segundo acto, em que Blanc resolve o crime associado ao jogo de mistério no espaço de segundos. Edward Norton é, na minha opinião, o grande destaque a nível de interpretações, num filme que apresenta uma narrativa envolvente e que garante 139 minutos de pura diversão.

Não vou obviamente divulgar o desfecho, mas penso que ficarão agradavelmente surpreendidos com o resultado final.

Mediano
70%

Scoob!

A Hanna-Barbera optou por fundir uma panóplia das suas personagens mais icónicas num filme de Scooby Doo. O primeiro acto mostra-nos a génese da amizade entre Shaggy e Scoob, assim como a primeira vez em que a equipa se juntou para resolver mistérios. A narrativa avança alguns anos, para uma era em que a Mistery Inc. pretende expandir a sua atividade, sendo colocado em causa a permanência de Shaggy e Scooby, que não recolhem a preferência de Simon Cowell, o novo investidor.

Esta aventura decorre num universo alternativo, algo que está muito em voga atualmente. A premissa principal reside no facto de Scooby ser um dos descentes de Peritas, o cão de Alexandre, o Grande, o que lhe permite abrir as portas para o Sub-Mundo, que se localiza em Atenas. Dick Dastardly é o vilão desta aventura, que conta com uma horda de robots (Rottens) ao seu serviço, com o objetivo de abrir as portas e tornar-se o proprietário dos seus tesouros.

Ao longo dos  93 minutos de filme, vamos ter a inclusão de Dee Dee Skyes, Dynomutt e Brian Crown, o novo Blue Falcon, assim como uma batalha épica com o Captain Caveman. Ao bom estilo da Hanna Barbera, a história tem uma componente humorística elevada, assim como uma lição moral que reside em torno da amizade e de seguirmos o nosso próprio caminho.

O derradeiro acto ocorre em Atenas, com uma batalha final com Cerberus, em que a equipa da Mistery Inc e da Team Falcon vão unir esforços para emergir vitoriosos. A animação é bastante estilizada, contando com um casting de voz maioritariamente novo, à  exceção do mítico Frank Welker. No entanto, o projeto conta com nomes sonantes tais como Mark Wahlberg, Jason Isaacs, Gina Rodriguez, Zack Efron, Tracy Morgan, Christina Hendricks e Henry Winkler.

Há muito fan service da Hanna Barbera, que utiliza a voz original de Muttley para o riso e algumas referências ao designer original de Scooby Doo, na cena que ocorre na Takamoto Bowling. Não sendo um filme memorável, Scoob! garante diversão e reaviva muitas das minhas memórias de infância.

Mediano
65%

Ava

A primeira cena do filme apresenta-nos Ava Faulkner, uma assassina profissional que tem o hábito incomum de questionar a sua vítima acerca do motivo pelo qual vai ser eliminado. Após mais uma missão bem sucedida, Ava segue para Boston, para visitar a sua mãe, que se encontra hospitalizada.

Lentamente, vamos conhecendo o seu passado de alcoolismo e o motivo pelo qual abandonou a sua família há oito anos atrás. Pelo meio, surge a oportunidade de realizar mais uma missão, na Arábia Saudita, que não corre da melhor forma, o que origina um encontro entre Ava e o seu superior, Duke, que assume o erro pelo falhanço.

Rapidamente constatamos que existe um motivo para a missão da Arábia Saudita ter falhado, com ligações a Simon, o responsável pela organização de assassinos. O segundo acto foca-se na vida pessoal de Ava, que reencontra o seu ex-noivo, que tem agora uma relação com a sua irmã. A narrativa explora as decisões de vida da protagonista, assim como a sua necessidade de encerrar determinados ciclos, com a sua mãe e irmã. No entanto, a missão principal acaba por ser o resgate de Michael, o seu ex-noivo, que contraiu uma dívida de jogo enorme para com Toni, uma asiática que também tem uma passado com ligações a Ava.

Após uma épica missão de resgate, a nossa “heroína” recebe uma mensagem, com um vídeo a confirmar o assassinato de Duke, abrindo caminho para o terceiro acto, em que teremos o encontro final entre Ava e Simon. Este é sem dúvida um filme interessante, com um bem elenco de actores, dos quais destaco Jessica Chastain, John Malkovich, Colin Farrell e Geena Davis. As cenas de ação estão bem conseguidas mas falta algo para converter este projeto em algo memorável.

A conclusão do filme deixa em aberto uma potencial sequela, algo que até ao momento carece de confirmação. Dito isto, diria que vale a pena investir 96 minutos em Ava, mas não esperem algo ao nível de um John Wick, por exemplo.

Mediano
68%