Top 5 – 2021

O cenário de pandemia condicionou seriamente as deslocações ao cinema mas, à semelhança do ano transato, acabei por utilizar as plataformas de streaming para assistir aos filmes que mais antecipava.

Por esse motivo, a lista de 2021 acaba por ter alguns títulos inesperados, sendo importante realçar que considerei tudo o que vi, independentemente do ano de lançamento.

Como habitualmente, começo por três menções honrosas, mais especificamente Don´t Look Up, uma fantástica sátira ao estado da Humanidade, Black Widow, que foi um dos melhores filmes de ação do ano e Batman: The Long Halloween, que mantém a tradição de filmes de animação da DC.

Caso pretendam, fica o convite para partilharem a vossa lista referente a 2021 e quais as maiores desilusões.

Don’t Look Up

Adam McKay é o realizador desta sátira social, que tem como pano de fundo a queda de um cometa que irá extinguir a vida em todo o Planeta. O primeiro acto introduz os dois astrónomos que identificam a ameaça, dando início a uma série de eventos que os levam para a Casa Branca.

Uma das melhores cenas ocorre precisamente nos corredores da Sala Oval, em que o General Stuart Themes cobra 10 dólares por uma garrafa de água e aperitivos que são gratuitos. Esta metáfora torna-se tópico de debate ao longo do filme, o que é simplesmente delicioso. Igualmente relevante é o retrato da sociedade, muito assente nas redes sociais e na desinformação associada a temas fracturantes como a política e o aquecimento global.

O leque de actores é soberbo, com destaque para Leonardo DiCaprio, Jennifer Lawrence, Rob Morgan, Jonah Hill, Tyler Perry, Timothée Chamalet, Michael Chiklis, Cate Blanchett, Meryl _Streep e Ron Pearlman. No centro desta compilação de estrelas, há uma narrativa sólida, com algum humor e uma crítica social intensa.

A premissa de Don´t Look Up tem igualmente uma carga emocional significativa, representando a incapacidade do ser humano encarar a realidade e gravidade do rumo que estamos a dar ao nosso planeta, com o inevitável impacto para as gerações futuras.

O derradeiro acto é soberbo, com uma mensagem simples mas eficaz, em que o Dr. Randall Mindy realça que tinha tudo mas sem o ter aproveitado verdadeiramente. Confesso que este filme foi totalmente inesperado e surpreendeu-me pela positiva, sendo fácil recomendar que invistam 138 minutos neste projeto.

No final, existam duas cenas pós créditos que são verdadeiramente épicas e fazem todo o sentido face ao que ocorre ao longo da narrativa. Foi uma excelente forma de terminar o ano de 2021 e aproveito para desejar Boas Entradas a todos os visitantes do Portal Pessoal.

Bom
75%

Klaus

Jesper Johansen é um jovem mimado, proveniente de uma família abastada, que não tem qualquer interesse em cumprir com sucesso o seu treino na Academia de Carteiros. A sua vida sofre uma alteração radical quando o seu Pai exige uma mudança, sob pena de ser deserdado. O desafio é complexo e implica garantir o envio de 6000 cartas, no espaço de um ano, na remota ilha de Smeerensburg.

A tarefa aparenta ser quase impossível, sobretudo a partir do momento em que Jesper confirma a realidade da aldeia, que é habitada por dois clãs distintos, Krum e Ellingboe, que se encontram em permanente conflito há várias gerações.

Com astúcia, Jesper vai lentamente conquistar a confiança dos mais jovens, lançando o rumor que podem receber um brinquedo caso escrevam uma carta a Klaus, um madeireiro que habita uma parte remota da Ilha. A narrativa é muito focada na relação entre Jesper, Klaus e Alva, que tem uma evolução significativa e atinge o seu auge no terceiro acto. Há algum humor, sobretudo na forma como Jesper manipula os jovens e os leva a realizar boas ações, com o objetivo de serem recompensados.

Klaus é o típico filme de Natal, com uma mensagem clara e que privilegia o Bem, mas tem igualmente uma carga dramática assinalável, contando a história de origem da personagem que conhecemos como o Pai Natal.

O casting é excelente, com destaque para Jason Schwartzman, J.K.Simmons, Rashida Jones e o próprio realizador, Sergio Pablos, que dá a voz a  Olaf Krum e Pumpkin Ellingboe. Esta é uma das minhas recomendações para este Natal, sobretudo se procuram um filme que combine uma mensagem positiva com uma narrativa envolvente.

Fica no entanto o alerta para a gigantesca carga emocional no derradeiro acto, que garante a redenção da personagem principal mas que nos apresenta igualmente a realidade do que é o nosso ciclo de vida.

Termino este artigo com os votos de Festas Felizes e caso sigam este conselho, fica o desafio de partilharem o vosso feedback sobre Klaus na caixa de comentários. HoHoHo!

Bom
77%