Glass

Dezanove anos depois, chega finalmente ao fim a trilogia da autoria de M. Nigh Shyamalan. Unbreakable foi uma agradável surpresa, em que fomos apresentados a Elijah Price e David Dunn, que se converteram em vilão e herói respetivamente.

Split saiu em 2016, adicionando á narrativa Wendell Crumb, a peça em falta para criar o triângulo necessário para esta verdadeira batalha de titãs.

Em termos cronológicos, Glass ocorre três semanas após os eventos do filme anterior. David, que agora é conhecido como The Overseer, encontra-se em patrulha pelo bairro, quando encontra Wendell Crumb. Ao segui-lo, encontra um grupo de quatro cheerleaders, que acaba por salvar, antes de iniciar uma batalha épica com The Beast.

Ambos acabam por ser capturados pela Dra Ellie Staple, que os leva para o Instituto de Raven Hill. O diagnóstico é um distúrbio de “complexo de grandeza”, algo que pode ser curado, caso ambos os pacientes admitam essa possibilidade. Coincidência, ou não, Elijah Price é outro dos pacientes ao cargo da Dra Staple, que aparenta ter uma agenda oculta.

Os quartos onde David e Kevin estão detidos apresentam medidas de segurança que utilizam o ponto fraco de ambos, como forma de controlo. Paralelamente, a mãe de Elijah, o filho de David e Casey, a sobrevivente de Split, juntam esforços no sentido de convencer a Dra Staple que os super-heróis existem.

Com o decorrer da narrativa, depreendemos que Elijah não está catatónico mas sim a elaborar um plano de fuga, em que necessita da colaboração de The Beast. Em termos de detalhe, fico por aqui, de forma a evitar spoilers.

Glass tem um potencial enorme mas o terceiro acto está longe de me convencer, apesar de ter algumas boas ideias. Esperava mais da batalha final entre The Overseer e The Beast, mas tenho noção que o orçamento (20 milhões) coloca limitações claras em termos de impacto visual.

O filme termina com o Mundo a tomar conhecimento que os super-heróis existem, mas no geral, é o pontos mais baixo da trilogia. Para os fãs de Unbreakable e Split, a recomendação é evidente mas preparem-se para alguma desilusão, apesar da premissa ser absolutamente fantástica.

Mediano
69%

The Death of Superman

Baseado nos eventos da BD clássica de 1993, esta produção da DC conta os eventos que originam a batalha épica entre a Liga da Justiça e Doomsday. A narrativa apresenta-nos um Super-Homem confortável no seu papel de herói e jornalista, mas com alguma dificuldade em lidar com a relação amorosa de Lois Lane, que desconhece a sua identidade secreta.

O filme inicia com um ataque da Intergang na Câmara de Metropolis, que é interrompido pela intervenção de Kal-El . As suspeitas apontam na direção de Lex Luthor, que se encontra em prisão domiciliária e com vigilância apertada do Governo. Entre a diversa tecnologia alienígena apreendida, consta uma Mother Box, requerendo a assistência da STAR Labs e do Dr Silas Stone, o pai de Cyborg.

No espaço, o astronauta Hank Henshaw é alertado para uma colisão iminente de um meteorito com a estação espacial, que acaba por dizimar toda a tripulação. Após esse evento, o misterioso projétil embate na Terra, libertando uma estranha criatura, que tem como objetivo a destruição de todas as formas de vida.

A Liga da Justiça é chamada a intervir, mas Hawkman, Green Lantern, Flash, Martian Manhunter, Cyborg e Batman são incapazes de conter a criatura. Entretanto, Clark Kent decide revelar a sua identidade a Lois, acabando com o único segredo que poderia destruir a sua relação, quando é chamado para ajudar na batalha com Doomsday.

Wonder Woman é o último membro da Liga da Justiça a lutar contra Doomsday e acaba por ser salva por Super-Homem, que vai entrar numa batalha épica com esta criatura, que aparenta não ter pontos fracos. A destruição ao longo da cidade de Metropolis é massiva e o nosso herói parece ser incapaz de conter o inimigo, sobretudo com a quantidade de salvamentos que necessita de realizar.

Quando tudo parece perdido, Lex Luthor intervém, afirmando que irá salvar a Humanidade, mas rapidamente compreende o poder de Doomsday, acabando por ser resgatado por Super-Homem. A batalha continua a pender para o lado da criatura, mas num acto final de desespero, Kal-El consegue abater Doomsday, acabando por ser ferido mortalmente por uma das suas garras. Ambos os corpos permanecem no chão inanimados, perante o olhar horrorizado de Lois Lane e da Liga da Justiça.

É construído um gigantesco mural, onde é depositado o caixão de Kal-El, numa cena repleta de simbolismo e que serve de homenagem do Mundo e da Liga da Justiça. É evidente que o filme termina num gigantesco impasse, em que se confirma o envolvimento de Darkseid nestes eventos e uma estranha figura cyborg, com o rosto de Henshaw, emerge na direção da Terra.

Por último, o túmulo do Super-Homem aparenta ser atacado, desaparecendo o corpo e a nave, que aterra algures no Ártico.

The Death of Superman é um filme bem conseguido, com um incrível casting, conseguindo capitalizar na relação entre Lois e Clark, que tenta conciliar a sua vida pessoal com a de super-herói. Existem algumas narrativas secundárias, que serão exploradas na sequela, Reign of the Supermen, que irei igualmente partilhar no Portal Pessoal.

Bom
76%

Hobbs and Shaw

O sucesso da saga Fast and the Furious originou o primeiro spinoff cinematográfico, focado nas personagens de Hobbs and Shaw. A narrativa é focada na família e apresenta Hattie Shaw, a irmã mais nova de Deckard, que faz parte do MI6.

Numa missão para recuperar um vírus denominado como “Snowflake”, a sua equipa é assassinada por Brixton Lore, um militar com implantes cibernéticos que lhe conferem capacidades extraordinárias. Hattie consegue escapar, injectando o vírus em si própria, tornando-se de imediato no alvo prioritário da organização secreta Eteon.

Os media que estão sob o controlo da Eteon criam uma narrativa em que Hattie é a responsável pela morte da equipa, classificando-a como uma traidora, o que cria a necessidade de cooperação entre algumas agências.É desta forma que Hobbs e Shaw entram na narrativa, recusando-se a trabalhar em equipa, o que origina momentos hilariantes, com ameaças e partidas constantes. Ficamos igualmente a saber que Brixton Lore foi o responsável pelo aprisionamento de Deckard e que Hattie tem um prazo curto para remover o vírus do seu sistema, criando a premissa para o resto do filme.

Conforme mencionei, há uma ligação profunda à família, com a necessidade de redenção de ambas as personagens com o seu passado, o que acaba por os unir ao longo desta aventura. Shaw tenta recuperar o tempo perdido com a sua irmã e Hobbs acaba por revisitar a sua família após uma ausência de 25 anos. Pelo meio, temos cenas de ação completamente absurdas, com movimentos que desafiam as leis da gravidade mas tudo faz parte deste universo, fluindo de forma bastante agradável.

Existem momentos de humor absolutamente deliciosos e participações especiais de Cliff Curtis, Ryan Reynolds, Helen Mirren e Kevin Hart. O terceiro acto decorre na ilha de Samoa, com a família de Hobbs e é repleta de ação e cenas ainda mais impossíveis, que envolvem um helicóptero, explosões constantes e pickups com nitro incluído.

Se procuram um filme pipoca, esta é sem dúvida uma excelente escolha. Garantidamente, não existem interpretações dignas de um Óscar mas o trio composto por Johnson, Statham e Elba garante a química necessária para manter o nível de testosterona em alta durante os 136 minutos do filme.

Na derradeira cena, ficamos a saber que o líder da Eteon tem um passado ligado a Hobbs e nos pós-créditos existem quatro cenas, que lançam alguns teasers para a sequela, que está confirmada para 2022.

Mediano
70%