Justice League Dark: Apokolips War

Este filme apresenta uma visão muito dark do Universo DC, com a derrota da Liga da Justiça e o triunfo completo de Darkseid. A narrativa tem início da Watchtower, com os novos elementos da Liga, Lex Luthor e John Constantine a serem informados do plano de ataque a Apokolips. Em contrapartida, fica definido que os Teen Titans ficam responsáveis pela defesa do Planeta.

Escusado será dizer que este plano vai ter um final trágico, com os Paradooms (híbridos dos Parademons com ADN de Doomsday) a causarem inúmeras baixas nos membros da Liga, que se vê forçada a retirar. No Planeta Terra, o cenário não é muito distinto, com elevadas baixas na equipa dos Titans.

A narrativa avança dois anos, mostrando um planeta conquistado e sob o controlo de Darkseid. Ficamos a saber que Batman sofreu uma lavagem cerebral, tornando-se no braço direito de Darkseid e que alguns super-heróis foram transformados em Cyborg Furies, fazendo parte do exercito privado do vilão.

Os poucos sobreviventes responsabilizam Super-Homem, que sobreviveu mas perdeu os seus poderes, após ter sido injectado com kryptonite líquido. Em conjunto com Raven e Lois Lane, Clark criou uma Resistência mas necessita da ajuda de Constantine, para tentar encontrar Damian Wayne, que na sua opinião será o segredo para reverter a lavagem cerebral de Batman.

Relutantemente, Constantine opta por ajudar, contando com a ajuda do seu parceiro de bebida, Etrigan. Damian mantém um ressentimento elevado por Super-Homem, mas acaba por colocar as questões pessoais de parte, numa tentativa desesperada de reencontrar o seu pai.

Lois Lane consegue recrutar, de forma criativa, a ajuda da Suicide Squad, liderada por Harley Quinn e que conta com Captain Boomerang, Cheetah, Bane, King Shark e Black Manta. O plano passa por infiltrar a LexCorp, onde se encontra o Boom Tube, que permitirá à equipa viajar até Apokolips.

Darkseid decide conquistar Oa e, na Terra, com a ajuda de Lex Luthor, a equipa consegue viajar para Apokolips, onde tem a primeira batalha com as Cyborg Furies, que são lideradas por Wonder Woman. Constantine consegue libertar a Princesa Diana do controlo de Darkseid e a equipa encontra The Flash, numa passadeira que fornece energia a Apokolips. Após o libertarem, conseguem igualmente salvar Cyborg mas deparam-se com o regresso de Darkseid.

O vilão ordena que Batman assassine Damian, algo que não ocorre, quebrando o controlo mental com Bruce, que vê o seu filho ser atingido mortalmente por Darkseid. Segue-se uma batalha épica e uma série de decisões que irão devolver os poderes a Super-Homem e libertar Trigon do controlo de Raven.

No derradeiro acto, Cyborg consegue aprisionar Apokolips num buraco negro e na Terra a Suicide Squad, Lois e Luthor fazem o sacrifício supremo para destruir os Paradooms. O filme termina com Batman a constatar que um terço do núcleo do planeta foi consumido por Darkseid e Constantine convence Barry a criar um segundo Flashpoint, de forma a reverter todos os eventos que ocorreram.

Justice League Dark: Apokolips War, conforme mencionei, é uma visão extremamente negra da Justice League, quase num cenário ElseWorlds, demonstrando o que seria o Mundo quando os heróis são derrotados. Preparem-se para mortes brutais e para sacrifícios invulgares de vilões, numa tentativa desesperada de derrotar Darkseid.

Posso afirmar com convicção que este é o meu filme preferido de 2020 até ao momento.

Bom
80%

Birds of Prey

Um dos (poucos) pontos positivos de Suicide Squad foi o casting de Margot Robbie como Harley Quinn. Quatro anos depois, a DC resolveu criar Birds of Prey, que narra as aventuras de uma equipa improvável, composta por Harleen Quinzel, Helena Bertinelli, Dinah Lance e Renee Montoya.

O enrendo engloba uma curta história de origem para Black Canary, Huntress e Black Mask, que é o vilão desta aventura. Na minha opinião, o primeiro erro está no título escolhido para o filme, dado que é claramente centrado na personagem de Harley Quinn, que lida com a separação de Joker, tentando encontrar a sua identidade.

Cassandra Cain é uma jovem, que se vê na posse uma jóia da Família Bertinelli, tornando-se de imediato no centro das atenções de Roman Sionis, um dos principais líderes criminosos de Gotham. Victor Zsasz é o seu braço direito, ficando encarregue da missão de localizar Cassandra, que se encontra detida na esquadra local.

Há muito humor, sobretudo no que diz respeito à nova realidade de Harley, que já não usufrui da proteção de Joker, ficando exposta à fúria dos seus inimigos. Gostei de alguns pormenores, como a presença da hiena Bruce, assim como o facto de em determinados momentos,  Harley falar directamente para o espectador, quebrando a famosa quarta parede.

O filme tem coreografias de luta bem conseguidas mas a nível de interpretações deixa bastante a desejar, sobretudo no que diz respeito a Huntress e Montoya. A luta final entre Harley e Black Mask é igualmente muito fraca, o que quebra por completo o climax final da narrativa.

Caso optem por investir tempo em Birds Of Prey: and the Fantabulous Emancipation of One Harley Quinn, sugiro apenas que aguardem pela cena pós-créditos.

Mediano
68%

Jumanji: Next Level

Após os eventos do filme anterior, Spencer, “Fridge”, Martha e Bethany seguiram rumos distintos, mas resolvem reencontrar-se em Brantford. Intrigados pela ausência de Spencer, resolvem passar pela sua casa de infância, onde travam conhecimento com Eddie, o avô e Milo, um dos seus amigos.

Rapidamente apercebem-se que Spencer voltou ao jogo, o que leva à decisão de regressar, para cumprir uma típica missão de salvamento. Mas desta vez, a ordem de atribuição das personagens sofre alterações profundas, o que origina momentos de humor verdadeiramente hilariantes.

Ruby Roundhouse, Professor Oberon, Dr Bravestone e Mouse Finbar estão de regresso, com novas habilidades e pontos fracos. Podem igualmente contar com o NPC Nigel Billingsley, que explica a nova missão: a recuperação da Falcon Jewel, que se encontra na posse do vilão Jurgen, The Brutal.

O primeiro acto tem uma cena épica que envolve uma perseguição de avestruzes no deserto e um pouco mais tarde, o reencontro com Spencer, que controla a personagem de Ming Fleetfoot, uma ladra com habilidades invulgares. Vamos ter igualmente o regresso de “Seaplane” McDonough, que vai ajudar a equipa nesta perigosa missão e a adição de mais um avatar, o cavalo Cyclone, que será fundamental para o sucesso da aventura.

Vou evitar os spoilers relativamente ao terceiro acto, mas os nossos heróis conseguem regressar à realidade. Gostei particularmente do arco narrativo que envolve Milo e Eddie e dos momentos de humor proporcionados por Oberon, Bravestone e Finbar mas, no geral, considero Next Level inferior à aventura anterior.

No entanto, a cena final aguçou a minha curiosidade, criando as condições necessários para termos um filme mais aproximado ao original, que conta com a interpretação do falecido Robin Williams.

Mediano
69%