Godzilla: King of Monsters

Gostei bastante do primeiro filme deste reboot, o que apenas aumentou a minha exigência para a sequela. O caminho seguido foi interessante, apresentando um Planeta Terra em que os Titãs estão a sair da hibernação e a lutar pelo topo da cadeia alimentar.

Em termos de narrativa, a Monarch volta a ser fundamental, com o regresso do Dr. Serizawa e da Dra Graham. Vamos igualmente conhecer a família Russell, mais especificamente a Dra Emma Russell, que construiu um dispositivo capaz de controlar parcialmente os Titãs, através de uma frequência sonora.

Sem colocar grandes spoilers, posso adiantar que esse dispositivo acaba por ser controlado por um grupo de militares que pretende utilizar as criaturas para reiniciar a civilização humana. Contem com batalhas épicas entre Godzilla, Mothra, Rodan e Ghidorah, aliado à tentativa de resgatar Madison e Emma dos seus captores.

As cenas de CGI são soberbas, o que em 2019 é perfeitamente natural. No que diz respeito a interpretações, o nível geral é no melhor mediano, o que coloca este filme num patamar claramente abaixo do original.

Diria que posso recomendar King of Monsters apenas a quem é fã de Godzilla. Tendo em conta que a receita de bilheteira foi aceitável, diria que existe uma boa probabilidade de existir um terceiro filme, que poderá ter como base a cena que aparece no pós-créditos finais.

Mediano
68%

John Wick 3: Parabellum

O terceiro filme da saga retoma a narrativa no ponto em que John se converte em persona non grata para a High Table. Com uma recompensa de 14 milhões pela sua morte e hordas de inimigos no seu encalço, será necessário um plano elaborado para garantir a sobrevivência.

Temos o inevitável regresso de personagens importantes, nomeadamente, Winston, The Bowery King e Charon, complementado com a adição de figuras do passado de Wick, dos quais se destacam Sofia (Halle Berry) e The Director (Angelica Houston). A narrativa vai levar-nos a locais remotos como Casablanca e tenta explicar a pirâmide hierárquica da High Table, que funciona com regras muitos rígidas e que irão forçar o nosso herói a fazer sacríficios inesperados.

O ritmo frenético de ação permanece inalterado, com cenas gore e batalhas épicas, em que se destacam os alunos de Zero (Mark Dacascos), um assassino implacável que é incumbido de caçar e eliminar John Wick. As coreografias de luta estão muito bem conseguidas, assim como todo as assimetrias das várias zonas étnicas de Novas Iorque que nos são dadas a conhecer.

Parabellum é uma expressão em latim que funciona igualmente como um jogo de palavras para este terceiro filme, que mantém a qualidade dos seus predecessores e lança uma premissa interessante para o quarto filme, que tem data de lançamento para 21 de Maio de 2021.

Bom
80%

The Wandering Earth

Baseado na obra literária de Liu Cixin, este é o primeiro grande projeto de ficção científica chinês, tendo alcançado excelentes resultados de bilheteira no Oriente. A Netflix adquiriu recentemente os direitos para o stream internacional deste filme, motivo pelo qual optei por embarcar nesta aventura de duas horas.

The Wandering Earth mostra-nos uma civilização humana na iminência da extinção enquanto espécie, sendo necessário criar gigantescos motores de fusão para retirar o planeta da sua órbita. O objetivo passa por realocar a Humanidade em Alfa Centauri, escapando à implosão do Sol, que se vai converter num gigante vermelho e consequente supernova.

A narrativa avança dezassete anos, mostrando uma superfície inabitável, resultado das alterações no campo magnético da Terra. As temperaturas baixas e o clima inóspito forçam os sobreviventes a viver no subsolo mas a missão prossegue dentro da normalidade possível.

No entanto, ao passar pela órbita de Júpiter, as forças magnéticas intensas causam uma avaria nos motores, colocando o Planeta Terra em rota de colisão. A bordo da estação espacial que orbita o Planeta Terra, seguem alguns astronautas, assim como várias espécie de fauna, flora e ADN humano que servirão de base para o relançar da civilização em Alta Centauri.

Após calcular os impactos e a inevitabilidade do impacto com Jupiter, MOSS, a inteligência artificial que comanda a missão, opta por sacrificar o planeta, garantindo a sobrevivência do material genético a bordo. Esta é a premissa principal do filme, que acompanha a luta pela sobrevivência no planeta, assim como a bordo da estação espacial, onde Liu Peiqiang e Makarov tentam evitar a catástrofe.

Há muita inspiração em clássicos como 2001, Odisseia no Espaço, passando por Gravity e até Espaço 1999, num filme que consegue ter alguns momentos de puro entretenimento. A história em redor de Liu Qi está repleta de clichés e no geral diria que o filme é demasiado longo, mas se são fãs de ficção científica sugiro que concedam uma oportunidade a Wandering Earth.

Mediano
60%