The Walking Dead T.3

A terceira temporada apresenta um grupo unido, mas desgastado pelo Inverno rigoroso. Vai no entanto renascer a esperança com a chegada a uma prisão, que se encontra em bom estado, apresentando a segurança necessária para se tornar numa base. Em consequência, decidem erradicar os zombies daquela área, opção que é do agrado de todos.

A partir desta altura, começa a engrenar a narrativa principal que vai servir de pano de fundo à temporada. O grupo vai permanecer na prisão, facilitando o nascimento da filha de Rick e pela primeira vez em muito tempo, vão poder dormir relativamente protegidos. Como nem tudo pode ser simples, vamos descobrir que existem outros humanos na prisão, que acabam por ajudar os nossos “heróis” e mais tarde, integrar o grupo.

Paralelamente, vamos acompanhar a viagem de Andrea e Michonne, que são acolhidas em Woodbury, uma cidade gerida pelo Governador. Vamos ficar a conhecer a história dos elementos mais importantes da cidade, assim como dos seus segredos. Um dos pontos interessantes desta temporada é o ressurgimento de Merle, que tal como Andrea, foi salvo pelo Governador.

Vamos ter cenas de violência, que vão implicar a captura de Maggie e Glenn e uma guerra entre as duas facções. Existem perdas de ambos os lados, como é apanágio em Walking Dead e traições inesperadas. Na minha opinião, esta temporada fica marcada por Michonne, que é uma excelente adição ao grupo e o Governador, que representa o vilão que ofusca por completo os zombies.

Esta série tem vindo a elevar a qualidade da narrativa e só posso estar entusiasmado com a próxima temporada. Para quem ainda não acompanha, resta-me apenas recomendar sem hesitação. O apocalipse zombie é apenas uma camada da narrativa, sendo que o mais fascinante para mim são as relações humanas e a evolução das personagens, que é absolutamente soberba.

Scorpion T.2

A equipa de génios regressa para uma segunda temporada, que mantém a mesma dinâmica , embora com algumas mudanças no seio da equipa. Toby e Happy assumem finalmente a sua relação, assim como continua a luta de Walter na tentativa de salvar a sua irmã de uma doença terminal.

A humanização das várias personagens continua, com alguns episódios específicos para o efeito. O mais extraordinário para mim continua a ser a inexistência de um vilão, com uma clara aposta em episódios ao estilo “monster of the week” e sem grandes cenas de acção.

Por várias vezes, comparei esta série a MacGyver (que vai ter um remate), dado que tem muitas similaridades. Nesta segunda temporada, gostei particularmente da adição de Mark Collins, um ex-membro da equipa que apesar de ter breves aparições, conseguiu alterar parte da narrativa e da simbiose que existia entre os vários membros, originando um final de temporada muito interessante e que termina com um cliffhanger.

No global, Scorpion continua a ser uma série de qualidade, cativando a minha atenção apesar de na prática falhar em todas as premissas das séries modernas de TV. Talvez o facto de ser diferente seja precisamente o que a torna única e divertida.

Agent Carter T.2

O ano é de 1947 e após a detenção de Underwood, Peggy Carter regressa para mais uma aventura. O cenário escolhido é o de Los Angeles, onde o Chief Sousa comanda a nova secção da SSR. A narrativa envolve uma conhecida estrela de cinema (Whitney Frost) e uma substância apelidada de Zero Matter, que tem incomparáveis propriedades destrutivas.

Com o decorrer dos episódios, vamos ter conhecimento do “Conselho dos Nove”, uma poderosa organização, que comanda a comunicação social e mesmo os meandros políticos dos Estados Unidos, com a agravante de manter alguns membros infiltrados em várias posições de poder. Vão criar-se alianças improváveis em momentos de crise, assim como traições inimagináveis.

No global, a segunda temporada mantém a qualidade, aliado ao humor de Jarvis. O desenvolvimento de personagens é bastante coerente e a narrativa consegue ser envolvente, bem suportada nos vilões principais (vou evitar os spoilers).

Por tudo isto, é uma pena que a série tenha sido cancelada, sobretudo pelo facto de terminar num cliffhanger muito interessante. Apesar das excelente críticas, as audiências deixaram algo a desejar, o que legitimou a decisão final. Mas por todos os motivos acima mencionados, Agent Carter está mais do que recomendado. Sugiro que dêem uma oportunidade e como sempre, partilhem a vossa opinião.