Defying Gravity

Os últimos cinco anos foram marcados pelo lançamento de inúmeras séries de qualidade, com destaque para Lost e Doctor House, pelo menos no que diz respeito a culto de fãs.

O meu género preferido é a ficção científica, que teve em BSG e Firefly o seu auge em termos de séries de TV. Recentemente tive oportunidade de acompanhar Defying Gravity, que sem dúvida tem uma abordagem mais convencional ao tema em questão.

A narrativa desenvolve-se num futuro próximo, em que a Humanidade consegue viajar pelo sistema solar em poucos anos, mas sem nunca atingir uma fronteira de verdadeira ficção, ao nível de Stargate ou Star Trek.

A série acompanha o período de treino dos astronautas, desenvolvendo de forma soberba as personagens. Está longe de ser uma narrativa de acção, mas consegue conjugar com qualidade este dois pontos. Paulatinamente vamos sendo confrontados com os elementos sobrenaturais do enredo e com os verdadeiros critérios de escolha para os tripulantes da missão.

Foi com muita pena que constatei que a série foi cancelada, devido ás audiências. A primeira temporada termina em Marte, o primeiro dos sete planetas que a expedição de 6 anos deveria visitar. Fica a satisfação de o 13º e último episódio culminar numa cena épica…

Honestamente, existem séries com muito menos qualidade no ar, mas as audiências ditam a continuidade destes projectos. Espero sinceramente que Defying Gravity possa ser retomada num futuro próximo, para poder acompanhar as aventuras de Maddux e Companhia.

The Sarah Connor Chronicles

A minha lista de séries “pendentes” é colossal, mas estou convicto de que conseguirei concluir as mais antigas ainda este ano. Dito isto, passemos à  minha opinião sobre as crónicas de Sarah Connor. Estamos perante uma boa adaptação da franchise, que retoma a ação no ponto em que termina o segundo filme de Terminator.

Sarah Connor continua a ter que proteger o seu filho John da Skynet, que persiste em eliminar o futuro líder da Resistência. Para tentar equilibrar a balança, Cameron é enviada para defender John a todo o custo e destruir a Skynet. A primeira temporada é interessante, com alguns momentos marcantes, mas o que realmente destaco é o desenvolvimento das personagens e do enredo, algo que não acontece num filme por limitações óbvias.

Summer Glau incorpora de forma quase perfeita o “espí­rito” do Exterminador, conseguindo igualmente algumas gargalhadas com a sua interpretação da condição humana. Quanto a Lena Headey, começa de uma forma discreta mas vai melhorando a sua performance no decorrer da segunda temporada.

A série foi cancelada, mas conseguiram terminar a segunda temporada, que, na minha opinião, é a mais bem conseguida. A presença de Catherine Weaver (Shirley Manson) e de James Ellison é claramente uma mais valia, embora existam várias falhas em termos de enredo. A série está  longe de ser brilhante, mas consegue ser fiel ás origens, algo que falhou redondamente em Terminator Salvation, por exemplo.

O final da segunda temporada é algo apressado, mas deixa todos os cenários em aberto, o que é extremamente interessante. Seria épico se retomassem a narrativa numa terceira temporada, mas parece-me evidente que o caminho pretendido vai na direção do cinema. Para os fãs da saga, esta é claramente uma série em que devem investir.

Stargate Universe

Os seguidores mais atentos do blog conhecem a minha paixão por séries de ficção científica, mais concretamente pela saga Stargate. Quando foi lançado o primeiro spinoff (Atlantis) o resultado final não foi o mais animador, o que me deixou bastante céptico em relação a SGU.

À primeira vista, Stargate Universe incorpora elementos comuns a Star Trek e BSG, sem nunca esquecer os Antigos, uma super raça que começa a ser mencionada nos primórdios de SG1. A premissa da série assenta no desbloqueio do nono “chevron”, que permite ligar o Stargate aos confins da Galáxia.

Durante um ataque inimigo, os nossos “heróis” são obrigados a evacuar, acabando por ficar perdidos numa nave dos Antigos (Destiny), sem possibilidade de voltar para casa. Este grupo de pessoas é composto por militares, cientistas e civis, o que vai gerar momentos de tensão.

A primeira temporada é praticamente reservada ao desenvolvimento de personagens, com poucos momentos de acção. Apesar da qualidade dos actores, os primeiros 20 episódios são entediantes e deixaram-me com uma nítida sensação de fracasso iminente.

Com o início da segunda temporada, chegou a confirmação do cancelamento da série e algo de interessante ocorreu: o enredo melhorou drasticamente e existiram alguns episódios com a participação de elementos de Atlantis.

Tivémos igualmente a introdução de um novo inimigo e os últimos episódios permitiram um fim digno a SGU, o que apraz registar. No global, não trouxe nada de novo para a franchise, com excepção das personagens de Nicholas Rush, Coronel Young e Elli Wallace.

Quanto aos leitores deste blog, tiveram oportunidade de seguir a série? Gostaram destas duas temporadas ou nem sequer são fãs do género?