Gravity

Desde o momento em que vi o trailer deste filme que fiquei com enorme curiosidade. Hoje tive finalmente a oportunidade de o ver em IMAX 3D e posso afirmar com convicção que foi um sucesso. À primeira vista, Gravity representa um desafio enorme, dado que tem apenas quatro actores (sendo que um deles apenas dá a voz à torre de controlo de Houston), o que significa que as interpretações necessitam de ser muito convincentes. Nesse aspecto, Sandra Bullock e George Clooney são soberbos, com Ed Harris a complementar muito bem com a sua voz.

A experiência em IMAX permite ter aquele extra em termos de ambiente, com  os primeiros minutos de adaptação à constante movimentação da camera, simulando algo que decorre normalmente no espaço. A narrativa está longe de ser perfeita mas está repleta de monólogos fortes e que conseguem replicar a claustrofobia do espaço profundo, em todo o seu esplendor.

Sem divulgar spoilers, posso adiantar que a história envolve uma missão espacial de rotina, que acaba por se tornar numa tragédia, após os russos (sim, tínhamos de ter um cliché) terem detonado um satélite, criando um verdadeiro efeito dominó. Rapidamente os astronautas são informados que vários destroços vão na direcção do vaivém e que devem abortar a sua missão, algo que acaba por falhar redondamente. A partir daí somos colocados na primeira perspectiva de Ryan Stone e a sua luta pela sobrevivência, que implica chegar a uma cápsula de emergência, de forma a regressar ao Planeta Terra.

Gosto especialmente da forma como a narrativa consegue ser fluida, apesar de Gravity estar muito longe de ser um filme de acção. É bem provável que ajude o facto de ser um entusiasta de astronomia e de tudo o que está relacionado com o espaço mas não posso deixar de recomendar este filme. Não vai ganhar Óscares (EDIT: oops, parece que ganhou) mas vale bem a pena os 10 euros do bilhete para IMAX 3D.

Defying Gravity

Os últimos cinco anos foram marcados pelo lançamento de inúmeras séries de qualidade, com destaque para Lost e Doctor House, pelo menos no que diz respeito a culto de fãs.

O meu género preferido é a ficção científica, que teve em BSG e Firefly o seu auge em termos de séries de TV. Recentemente tive oportunidade de acompanhar Defying Gravity, que sem dúvida tem uma abordagem mais convencional ao tema em questão.

A narrativa desenvolve-se num futuro próximo, em que a Humanidade consegue viajar pelo sistema solar em poucos anos, mas sem nunca atingir uma fronteira de verdadeira ficção, ao nível de Stargate ou Star Trek.

A série acompanha o período de treino dos astronautas, desenvolvendo de forma soberba as personagens. Está longe de ser uma narrativa de acção, mas consegue conjugar com qualidade este dois pontos. Paulatinamente vamos sendo confrontados com os elementos sobrenaturais do enredo e com os verdadeiros critérios de escolha para os tripulantes da missão.

Foi com muita pena que constatei que a série foi cancelada, devido ás audiências. A primeira temporada termina em Marte, o primeiro dos sete planetas que a expedição de 6 anos deveria visitar. Fica a satisfação de o 13º e último episódio culminar numa cena épica…

Honestamente, existem séries com muito menos qualidade no ar, mas as audiências ditam a continuidade destes projectos. Espero sinceramente que Defying Gravity possa ser retomada num futuro próximo, para poder acompanhar as aventuras de Maddux e Companhia.