Swamp Thing

A criação de Len Wein e Bernie Wrightson foi adaptada ao universo DC, narrando a história de Alec Holland, um cientista que tenta desesperadamente repor a sua reputação, aceitando investigar o que se passa nos pântanos de Bayou, próximo da cidade de Marais.

Abby Arcane é uma doutora do CDC, que vai ser chamada para investigar o estranho surto detetado. Os primeiros episódios servem essencialmente para nos apresentar as diversas personagens, assim como as motivações e os fantasmas do passado.

Ficamos a conhecer a ligação da Dra Arcane à cidade de Marais, que é controlada por Avery Sunderland, um espécie de mecenas, que tem uma agenda oculta e que pode estar envolvido nestes eventos. Vou evitar entrar em pormenores, mas vamos assistir à transformação de Holland em The Swamp Thing, uma criatura que aparenta controlar a flora local.

Paralelamente, temos outro super-herói que é apresentado em Swamp Thing: Daniel Cassidy, aka The Blue Devil. Ao longo dos dez episódios, torna-se claro que o Phantom Stranger está envolvido em muitos dos eventos que ocorrem, levando a crer que estamos na presença de uma entidade demoníaca.

No global, a série está muito bem conseguida, com uma narrativa fluida, complementada com bons actores e personagens cativantes, pelo que se torna incompreensível o cancelamento, sobretudo após a excelente recepção crítica que teve. Aparentemente, a decisão foi estritamente financeira, pelo que mantenho esperança que possamos ter uma continuação.

Gosto particularmente do final aberto, em que somos apresentados ao Floronic Man, que consome o Dr. Jason Woodrue, um dos antagonistas principais de Swamp Thing na BD.

Star Trek: Picard T.1

Após a destruição do planeta Romulus, Picard resolve afastar-se da Starfleet e opta por se dedicar à produção de vinho, algo que foi sugerido com alguma regularidade em TNG. A sua vida pacata vai acabar por ser interrompida após conhecer uma jovem, de nome Dahj, que aparenta ser uma forma de vida sintética, algo que foi banido há muito tempo, após um incidente no Planeta Marte.

Diria que a premissa principal desta temporada é a oportunidade de redenção de Picard, que nunca ultrapassou a morte de Data. Torna-se complexo abordar esta série sem expor demasiado a narrativa mas posso adiantar que existe uma ligação entre Dahj, Soji e Data, que criará as condições necessárias para que Jean Luc forme a sua equipa e rume a um Cubo Borg, controlado pelos Romulanos.

Ao longo dos dez episódios, vamos conhecer a história da tripulação (Dra Jurati, Elnor, Raffi e Rios), assim como o seu passado e motivações para embarcar numa aparente missão suicida. Sou um fã do universo Star Trek e aprecio os contornos mais “obscuros” da Starfleet mas esta primeira temporada acaba por ficar aquém das minhas expectativas.

As personagens, com excepção de Rios e Picard, têm pouca profundidade e são desenvolvidas de forma altamente superficial, o que nos impede de criar uma relação com as mesmas. No espectro oposto, os “vilões romulanos” estão bem conseguidos, o que permite desenvolver a narrativa e criar interesse pela batalha que irá ocorrer no derradeiro episódio. Aliás, salientaria que esta ambiguidade é um denominador comum da série, o que por vezes consegue ser bastante penalizador para a continuidade da narrativa.

A presença de Seven of Nine, Riker e Troi é fundamental nesta temporada, funcionando quase como uma âncora para Picard, que é uma sombra do Capitão que conhecemos. Os últimos três episódios são francamente bons, apesar de não ser apologista do desfecho escolhido para esta primeira temporada.

Para terminar, convido-vos a partilhar a vossa opinião acerca de Star Trek: Picard, que tem efetivamente potencial para ser um projeto de referência mas que necessita, em primeiro lugar, de encontrar a sua identidade no Universo criado por Eugene Wesley Roddenberry.

His Dark Materials T.1

Baseado na trilogia de Philip Pullman, His Dark Materials conta-nos a história de Lyra Belacqua, uma jovem que reside no Jordan College, a pedido do seu Tio, o Lorde Asriel. Neste mundo, todos os humanos estão ligados a um daemon, uma criatura mágica que pode ostentar diversas formas animais, embora não consigam sobreviver caso esse elo seja quebrado.

Ao longo dos oito episódios desta primeira temporada vamos conhecer em pormenor o “destino” de Lyra, que terá um papel fundamental a desempenhar na união de dois universos paralelos. É desafiante falar acerca de His Dark Materials sem desvendar um pouco da história, mas vou tentar reduzir ao máximo a informação relevante.

A sociedade é muito semelhante à que conhecemos, embora exista a componente da magia e ligação aos daemons. Lorde Asriel investiga uma substância denominada como Dust, que pode ser a chave para desbloquear e aceder a universos paralelos. No entanto, este mundo é liderado por uma casta religiosa, de nome The Magistery, que tenta a todo o custo obter essa informação e apagar qualquer registo da investigação dessa substância.

A nossa protagonista começa por sair de Jordan College, com a ajuda de Mrs Coulter, com o objetivo de encontrar Roger Parslow e Billy Costa, que desapareceram misteriosamente, assim como dezenas de outras crianças. Com a ajuda dos Gyptians, Lyra acaba por descobrir que uma organização denominada como The Gobblers é a responsável pelos raptos, o que a leva a regressar ao Norte, mais especialmente à zona de Bolvangar.

Ao longo da sua viagem, Lyra vai deparar-se com Lee Scoresby, um aeronauta e Iorek Byrnison, um urso de armadura, que terão um papel relevante no sucesso da sua missão. Em sua posse, tem apenas um estranho aparelho, de nome Alethiometer, que aparenta ser capaz  de responder com veracidade a qualquer questão colocada. O mais interessante é o facto da nossa jovem heroína conseguir utilizar este aparelho sem qualquer conhecimento dos livros e do código antigo inerente, tornando-se num mistério que permanece por esclarecer nesta primeira temporada.

Paralelamente, vamos acompanhar a história de Will Parry, que vive numa dimensão que aparenta ser idêntica aquela que conhecemos, onde a vida decorre normalmente, sem daemons. Ficamos igualmente a conhecer que Will faz parte de uma profecia, em que dois jovens terão um papel fundamental para unificar estes dois universos paralelos.

O último episódio termina num impasse, em que ficamos em standy para saber qual a próxima aventura de Will e Lyra. Esta produção britânica está muito bem conseguida, juntando actores como Dafne Keen, Andrew Scott, Ruth Wilson e James McAvoy, numa adaptação claramente superior ao filme, The Golden Compass. A segunda temporada está confirmada e deverá ser disponibilizada em 2021.

Da minha parte, fica a sugestão, que podem acompanhar na HBO GO.