Lost in Space T.2

A segunda temporada vai acompanhar a saga da família Robinson, que se encontra “encalhada” num planeta com atmosfera repleta de metano. Para aumentar as probabilidades de sobrevivência, optam por adaptar uma parte da estrutura da nave para criar uma estufa.

Maureen continua a encontrar forma de carregar as baterias da Jupiter 2, mas a realidade é complexa, levando a seis longos meses no planeta em questão. Com o auxílio da Dra Smith (nada de spoilers), vão conseguir encontrar uma estranha infra-estrutura e partir na direção da Resolute.

Como não podia deixar de ser, os desafios são constantes e a Resolute encontra-se à deriva, praticamente sem energia, por motivos que irão ser explicados ao longo dos 8 episódios seguintes. Vamos ser apresentados a novas personagens, que serão relevantes para a narrativa mas no global, esta segunda temporada é claramente inferior.

Existem poucas explicações e não gosto particularmente da “liberdade” quase total que a família Robinson tem, sobretudo se consideramos a hierarquia da missão em que estão envolvidos. A narrativa vai introduzir um novo robot, apelidado de “Espantalho”, que apesar de ter uma função, acaba apenas por ser um complemento que pouco acrescenta ao resultado final.

O décimo episódio termina num cliffhanger, como expectável, numa decisão que pode criar uma nova dinâmica para a terceira temporada ou arruinar por completo a série. Veremos em Abril deste ano se Lost in Space continua a merecer o destaque como uma série relevante em termos de ficção científica.

Locke & Key T.1

Baseado na obra de Joe Hill e Gabriel Rodriguez, Locke & Key conta-nos a história de uma família que tenta ultrapassar a perda de Rendell Locke, que foi assassinado por um dos seus alunos, Sam Lesser.

De forma subtil, vamos conhecendo os membros da família e a forma como escolheram lidar com a dor. Nina Locke, a mãe, resolve mudar-se de Seattle para Matheson, para recuperar a casa de família dos Locke e vender, para obter o lucro necessário para recomeçar noutro local.

Bode, o filho mais novo, vai explorar a mansão e começa a encontrar uma série de chaves, que aparentam ter propriedades mágicas. Para tornar a narrativa ainda mais interessante, surge uma mulher (Dodge) no poço da casa, que aparenta ter uma agenda própria no que diz respeito a estas chaves.

Bode explica aos seus irmãos, Tyler e Kinsey, a utilidade das chaves encontradas e mais tarde, também a sua mãe acaba por ter conhecimento. O facto mais curioso é que os adultos não conseguem manter qualquer lembrança sobre as chaves, por motivos que acabam por não ser revelados nesta primeira temporada.

Ao longo dos episódios seguintes, vão sendo encontradas mais chaves, com propriedades perigosas e Dodge consegue libertar-se do poço, ficando com a grande maioria dessas chaves para si. Com a ajuda da chave da mente e das lembranças, os jovens Locke conseguem criar contexto para os eventos do passado e decidem lutar contra esta estranha entidade, que pretende obter a Omega Key, que lhe permite abrir um portal para uma dimensão paralela, habitada por demónios.

Em termos de personagens, a narrativa está bem conseguida, com alguns momentos repletos de humor. Gostei francamente do grupo de fãs de Savini e a sua interação com Kinsey Locke, que será relevante para o desfecho da temporada. Adicionalmente, discordo de algumas decisões tomadas, mas vou manter este artigo livre de spoilers. No derradeiro episódio, ficamos num gigantesco impasse, como deve ser, que lança uma premissa interessante para os eventos futuros.

The Defenders

O universo Marvel que foi criado na Netflix é fascinante e The Defenders continua a explorar a temática da organização criminosa The Hand, levando-nos finalmente a conhecer as suas verdadeiras intenções. Os primeiros episódios são dedicados a enquadrar a narrativa, envolvendo inicialmente de forma indireta todos os heróis, que acabam por formar uma equipa disfuncional mas focada em salvar a cidade de Nova Iorque.

Vamos igualmente conhecer os cinco dedos da Mão, que é liderada por Alexandra (Sigourney Weaver), assim como os segredos para a aparente imortalidade dos seus membros. A narrativa central assenta na necessidade de capturar Danny Rand, que aparenta ser a chave necessária para desbloquear algo místico que The Hand pretende obter.

Com o objetivo comum de travar a destruição de Nova Iorque, Jessica Jones, Luke Cage, Daredevil e Iron Fist juntam forças, com a ajuda de Stik, o velho mestre de Matthew, que está infimamente ligado à história de K´un Lun e Danny Rand.

Pessoalmente, gostei bastante desta série, dado que combina múltiplas personagens das séries da Marvel, num puzzle que lentamente vai sendo construído e que, de forma inteligente, lança algumas premissas interessantes  para a terceira temporada de Daredevil e a segunda de Luke Cage e Iron Fist.

Vou evitar os spoilers mas posso adiantar que o antagonista principal é uma personagem importante do universo Marvel, infimamente ligado a Daredevil e que as coreografias de luta estão extremamente bem conseguidas. Por último, salientar o quão bem funciona a disfuncionalidade entre os membros da equipa, que apresentam visões e princípios opostos, mas que no final acabam por unir esforços para derrotar a Mão, após uma batalha épica nas catacumbas de Midland Circle.