Microsoft Kinect

Em termos de vendas, a Nintendo Wii continua a fazer mossa na PS3 e Xbox 360. A resposta da Microsoft tardou, mas está finalmente disponível. Hoje é lançada a Kinect , que aposta na interacção total do utilizador com o jogo. Se no caso da Wii, o comando gere as acções que o utilizador pretende realizar, na Kinect o cenário é bem diferente: o jogador é o comando!

Existiram muitas reticências em relação ao produto, nomeadamente por ser fabricado pela Microsoft, mas a realidade é que podemos estar perante um produto que revolucionará a forma como interagimos com a consola. Na E3, foi apresentado o conceito, com muita receptividade por parte da comunidade dos videojogos.

Como fã de videojogos e de evolução tecnológica, estou entusiasmado com a ideia e com as potencialidades do produto. Sou igualmente utilizador da Nintendo Wii, que é efectivamente uma excelente consola e que abriu caminho à criação da Move e da Kinect. O ponto fundamental será perceber até que ponto os hardcore gamers vão aderir ao produto. Apesar do aumento na venda de consolas, continua a existir uma enorme comunidade que prefere o computador. Esse será sem dúvida o grande desafio da Microsoft, dado que até ao momento nenhuma empresa conseguiu ganhar a “guerra da sala de estar”.

Os poucos títulos disponíveis deixam-me algo relutante mas a possibilidade de poder jogar Halo ou Mass Effect com este tipo de interacção fazem-me sorrir! E voçês? Vão comprar a Kinect ou não são fãs do género? Acreditam que o produto vai ser um sucesso ou uma memória do passado dentro de 2 anos?

Sherlock T.1

Sou um fã da obra de Sir Conan Doyle e da sua personagem, com especial destaque para a fenomenal interpretação de Jeremy Brett. Quando li acerca desta nova adaptação, confesso que fiquei extremamente céptico.

Os pontos positivos foram o facto de ter gostado do filme de Guy Ritchie (que segue uma premissa semelhante) e de a série ser adaptada por Steven Moffat, “pai” de Coupling e Doctor Who, entre outros.

A mini série é passada na Londres dos nossos dias, sendo que Sherlock é um detective privado e Watson um veterano médico de guerra. Baker Street torna-se a residência deste duo e resolver crimes passa a ser o dia a dia de ambos. Pelo meio, somos presentados com as personagens de Mrs Hudson, Mycroft, Lestrade e o inevitável Moriarty mas com uma abordagem moderna. iPhone, blogs e motores de busca são uma constante, assim como comparações técnicas que chegam a roçar o geek.

As interpretações são muito boas e espero sinceramente que seja convertida numa série. Como mencionei no Twitter, a minha única preocupação é a perda de qualidade, dado que os episódios seriam necessariamente mais curtos.

Sugiro que vejam esta minisérie de três episódios (4h30 aproximadamente) e caso pretendam mais informação o site da BBC é bastante específico.

iPad – Jogos

Depois da crítica, parece-me importante falar de forma mais detalhada sobre uma das funcionalidades do iPad: os jogos. Existem vários títulos criados exclusivamente para a plataforma, o que é excelente, mas o preço em alguns casos parece-me excessivo. Na minha opinião, o talento e o investimento das empresas de desenvolvimento merece ser recompensado, mas não consigo conceber que se cobre 10-15 euros por um jogo. Se no caso do iPhone uma das vantagens é o upscale (que permite utilizar os jogos na tablet), no caso do iPad temos precisamente o inverso, o que é francamente negativo.

Também compreendo todos os argumentos que me possam apresentar, nomeadamente as comparações com a DS/PsP e outras plataformas. Mas em muitos casos, estamos a falar de jogos que foram desenvolvidos para iPhone e que não sofrem grandes alterações, excepção feita ao valor final.

Qualquer produto tem pontos negativos e o iPad não é excepção. Dito isto vamos tocar nos pontos positivos do produto: a diversidade e qualidade dos jogos. A App Store continua a fazer toda a diferença e permite ao utilizador uma vasta gama de opções. Esta é a minha actual lista de jogos:

  1. Angry Birds – tenho a versão para iPhone porque não compensa pagar mais 2 euros.
  2. Flight Control – como o valor é baixo, comprei a versão para iPhone e iPad. Genial!
  3. GodFinger – jogo gratuito e viciante, muito ao estilo de Black&White.
  4. Trundle HD – mais um jogo gratuito, que envolve física e puzzles.
  5. Harbor Master – muito semelhante a Flight Control, mas num ambiente diferente (água)
  6. Plants vs Zombies HD – o meu primeiro jogo para iPad. Zombies… precisam de mais? 😀
  7. Air Attack HD – Testei vários jogos do género, mas este é claramente o melhor.  E custa apenas 99 cêntimos.
  8. MiniGore – à semelhança de Angry Birds, tenho apenas a versão para iPhone.
  9. Pocket God – na minha opinião o melhor jogo para iPhone do mercado. Não existe versão para iPad.
  10. Cave Run – Indiana Jones meets Canabalt. É gratuito e desempenha bem a sua função
  11. Madden NFL – aproveitei uma promoção e comprei por 79 cêntimos. É excelente para o que oferece!
  12. Canabalt – utilizo também a versão para iPhone. Altamente viciante e simples…
  13. Pocket Legends – um MMO num universo 3D e é gratuito! Nota: apenas dá para jogar online.
  14. Cut The Rope HD – o objectivo é alimentar Om Nom, o nosso adorável monstro.
  15. FieldRunners HD – o melhor jogo de tower defense da Store.

No outro dia, recebi várias recomendações via Twitter, pelo que deixo os meus agradecimentos aos followers. Acredito que o iPad será uma plataforma importante para a evolução dos jogos, à semelhança do iPhone mas duvido que ameaçe as consolas. Concordam comigo? Existem outros jogos que escolheriam?