Star Trek: Into Darkness

Três anos depois do reboot, JJ Abrams regressa com mais um aventura de James T Kirk e o resultado final é bastante interessante. Como já confessei por diversas ocasiões o meu filme preferido desta franchise é a Ira de Khan, pelo que entrei na sala com algum receio de sair desapontado. Afinal de contas estavam a mexer com o meu Santo Graal e existem limites para aquilo que estou disposto a aturar, sobretudo depois do final de Lost.

Into Darkness traz de volta o elenco original, o que acrescenta qualidade e continuidade ao enredo. Existe novamente um guião interessante, em que Khan é a figura principal, representando um vilão superior a Eric Bana, o que não seria fácil à primeira vista. Destaque para a participação de Peter Weller e Leonard Nimoy e para as inúmeras referências ao universo Trekkie (vou evitar spoilers).

Pela primeira vez somos confrontados com os Klingons (relembro que em termos de storyline Into Darkness começa antes da viagem de 5 anos da Enterprise) e com os seus ambiciosos planos de conquista. Os efeitos especiais são excelentes, o que é perfeitamente normal numa grande produção e as cenas de acção estão bem coreografadas, o que coloca esta sequela num patamar elevado. Pessoalmente considero-o inferior ao primeiro filme, apenas pelo facto do enredo e o próprio final serem bastante previsíveis.

Confesso que gostei bastante da tentativa de humanizar Spock, assim como do desenvolvimento da personagem de James Kirk e claro do pormenor de terem adicionado Carol Marcus (ah os spoilers) à tripulação. Para os fãs do género este filme é must see e confesso que vejo com bons olhos mais um episódio desta saga. Afinal de contas as aventuras da USS Enterprise começam agora…

 

O balanço da temporada do SLB

Agora que é oficial a renovação de JJ por mais duas temporadas, é altura de realizar o habitual balanço da temporada. Pelo segundo ano consecutivo perdemos uma vantagem de 4 pontos (5 na anterior) e entregámos o “ouro ao bandido” na penúltima jornada do campeonato. Há que dar mérito ao adversário, que nunca desistiu mas a sensação que fica é que foi o SLB a perder o campeonato em detrimento de ser o FCP a conquistá-lo. Reconheço que a gestão do plantel foi exímia até entrarmos no fatídico mês de Maio, o que me leva novamente a questionar a liderança e capacidade de motivação de Jorge Jesus.

É evidente que perder campeonato e Liga Europa aos 92 minutos deixa marcas mas é inadmíssivel a atitude na final da Taça, com um desrespeito enorme pelos adeptos e adversário, que muito bravamente lutou e mereceu vencer o título em disputa. A parte mais preocupante diz respeito à ausência de autoridade manifestada por alguns atletas do SLB, com maior destaque para Enzo Pérez e Cardozo. Pessoalmente acredito que o Tacuara não resista e acabe por sair do clube.

A parte positiva da temporada foi o bom futebol apresentado e as exibições de Garay, Matic, Enzo, Lima e Sálvio que foram os grandes destaques. Uma palavra para Olha John, André Gomes e André Almeida, que demonstraram que são opções válidas para o futuro. No que diz respeito a desilusões Carlos Martins, Luisinho, Roderick e Aimar provaram que não neste momento uma mais valia e devem certamente seguir outro caminho. É importante manter a espinha dorsal e reforçar o plantel com 5,6 jogadores de qualidade nas posições de defesa lateral, central e meio campo.

No que diz respeito à permanência de JJ, penso honestamente que é um erro, sobretudo se mantivermos a estrutura do futebol. Será fundamental um director desportivo (Veiga seria o ideal) que conheça muito bem a Liga Portuguesa e que possa isolar o plantel da comunicação social e de interferências exteriores. Para terminar, quero deixar uma palavra a Pablo Aimar, que foi certamente um dos últimos 10 do futebol mundial. Foi um privilégio vê-lo com o manto sagrado e tenho pena de não o ter visto levantar mais trófeus.

E como sempre VIVA O SPORT LISBOA E BENFICA!

(P.S. – Cada vez mais me convenço que o SLB segurou JJ apenas para evitar que assinasse pelo FCP. Erro crasso!)