2014 à lupa

O ano que agora termina foi sem dúvida repleto de desafios e em que algumas das minhas convicções foram colocadas à prova. Quem me conhece, sabe certamente que acredito muito no karma e em aprender com os erros, pelo que espero que as decisões tomadas se revelem as acertadas. A nível pessoal, existiram várias mudanças mas parece-me importante destacar o meu dia de anos (inesquecível) e a entrada de Muttley, o novo membro da família. Têm sido oito meses fantásticos e só tenho a agradecer a todos os membros da APA por todo o carinho e dedicação.

Paralelamente e após vários anos de espera, escolhi e fiz a minha tatuagem de eleição, que acabou por estar ligada ao Star Wars, mais concretamente a Mandalor. E fica prometido que não foi a última, embora espere sinceramente não levar tanto tempo a escolher a próxima.

O Verão foi passado quase sempre a trabalhar, com alguns dias de praia pelo meio mas ainda consegui aumentar a colecção e iniciar o podcast do Portal Pessoal. algo que estava pensado há muito tempo. Foi igualmente interessante realizar algumas parcerias, que me permitiram manter o alojamento do espaço de forma gratuita e investir em novo hardware (Blue SnowBall), o que na minha opinião, ajudou a melhorar a qualidade deste blog e dos artigos criados.

Fiquei igualmente satisfeito pelo facto de ter riscado mais alguns items da minha lista (que já se encontra atualizada para 2015), nomeadamente a aquisição de uma NES  e a ida à Comic Con Matosinhos, dois marcos importantes para o ano de 2014. Como é natural, nem tudo foram rosas e a nível pessoal falhei redondamente no meu desafio orçamental , assim como na presença da Final da Champions League, no Estádio da Luz. Em minha defesa, devo afirma que tentei comprar bilhetes mas o meu orçamento não permitia entrar nas verdadeiras loucuras que circulavam online.

Em suma, 2014 foi um ano de desafios, como referi e no global penso que consegui fazer um bom trabalho. Aprendi muito acerca de mim próprio e estreitei amizades com pessoas que me ajudaram em fases muito complexas. A nível do blog, foi possivelmente o melhor ano, o que me deixa entusiasmado com o que poderei alcançar em 2015. Aos leitores e visitantes, desejo tudo de bom e continuem a passar por este cantinho.

The Hobbit: Battle of the Five Armies

Eis que chega ao fim a trilogia do Hobbit, com a Batalha dos Cinco Exércitos. Este capítulo final é claramente o que tem mais acção mas entrei curioso em saber até que ponto a narrativa poderia ser afectada. No final das duas horas, confesso que não fiquei com a mesma sensação de realização que os dois anteriores filmes alcançaram, restando explicar os motivos.

Quem leu o Hobbit sabe que existiram várias alterações, o que me parece natural, tendo em conta que é uma adaptação. Aliás, sucedeu o mesmo no Senhor dos Anéis e todos sabemos o quão épica foi essa trilogia. No entanto, este terceiro filme é aquele que mais alterações introduz e nalguns casos confesso que não fiquei agradado. Como habitual, não vou colocar spoilers mas convido-vos a debater este tema na caixa de comentários.

A acção retoma com o ataque de Smaug a Esgaroth, sendo necessário defender a cidade, algo que é alcançado com sucesso mas a grande custo. A companhia dos anões encontra-se na fortaleza debaixo da Montanha, com uma riqueza inimaginável mas Thórin começa a ser afectado pela maldição do ouro, recuando na sua palavra de partilhar os recursos com os Humanos. Sem Smaug para guardar o tesouro, rapidamente corre a notícia pela Terra-Média o que leva a que Humanos e Elfos se dirijam à Montanha para reclamar “compensação” pelos danos e “recuperar relíquias antigas do povo elfo” respectivamente.

A narrativa passa então a focar-se em Gandalf e na sua luta com o misterioso feiticeiro, que acaba por revelar-se como sendo Sauron, permitindo a ponte para o Senhor dos Anéis, novamente com cenas que não fazem parte do livro do Hobbit. Nessa fase, temos igualmente a marcha dos Orcs rumo à Montanha, na tentativa de conquistar um local estratégico para a invasão da Terra Média. Segue-se uma batalha épica, como só Peter Jackson sabe recriar, repleta de cenas fantásticas e coreografadas à perfeição. Honestamente continuo sem compreender a adição de Legolas e Tauriel embora reconheça que tornam o filme mais apelativo para as massas, sobretudo porque trazem acção e uma ligação à trilogia do Senhor dos Anéis.

Para concluir, não sou fã da forma como Peter Jackson termina este filme, muito distante do livro e algo apressada, o que me leva a crer que a edição especial valerá certamente a pena. Considero que esta é a mais fraca das três aventuras mas recomendo a ida ao cinema, porque no global a Batalha dos Cinco Exércitos tem qualidade, embora me desiluda nalguns pontos.